Senhor do tempo

Já ouvi muito sobre o tempo. Que ele resolve todas as coisas, que ele cura as feridas e até  traz a pessoa amada de volta – Pai Tempinho. Gosto da definição que o tempo é efêmero, onde o início pode ser o final, graças às voltas que o mundo dá, fazendo com que peões e reis voltam pra mesma caixa no final do jogo.
Pobre daquele que espera o tempo passar, transferindo toda a responsabilidade pra ele. O que o tempo prometeu curar permanece latente, sensível, até porquê, se o tempo curasse mesmo, na farmácia só venderia relógios.
A pessoa amada, salvo raras exceções, só vai vir se vc levantar da sua zona de conforto e for ao encontro dela.
Mas de todas as coisas, aprendi que o tempo é relativo.
Nada do que é sagrado é no tempo dos homens.
Ao Senhor do Tempo, aquele abraço!

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Parte da sociedade do cansaço

Os dias não estão sendo fáceis para mim nem para ninguém. A gente corre o tempo todo. Excesso de coisas a serem feitas e o sentimento de invalidez, inutilidade, quando finalmente ficamos “sem fazer nada”, se é que hoje isso ainda é possível. Estamos durante todas as vinte e quatro horas fazendo coisas, isso vai de dormir até ficar vendo as horas na tela de um celular compulsivamente. Impulsos do cotidiano. Acordamos cedo, trabalhamos, estudamos, arrumamos casa, temos que nos encontrar com os amigos para jogar conversa fora, não podemos deixar de lado o almoço da família e nem a reunião de boteco com a galera do trabalho. É diversão? Talvez. Mas cansa? Cansa.

Acordo cedo todos os dias, tomo meu banho quente, sirvo o café, vou para o trabalho, fico algumas horas fazendo tarefas para tudo fluir da mais perfeita maneira, volto para casa, tomo outro banho, vou para o inglês, busco a irmã na escola, levo em casa, vou para a faculdade e só chego em casa no final da noite. É assim todos os dias. Freneticamente. Me perdi entre o tempo, me afoguei nos minutos que correm pelo relógio. Corro contra o relógio diariamente e nada parece andar, de fato. Cansaço. Exaustão. Não tenho tempo nem de chorar quando realmente preciso. Deitar na minha cama e olhar para o teto pensando em “vários nadas” virou raridade. Respirar fundo virou raridade. Para mim e para você. Já parou pra pensar?
A vida tem exigido muito de nós, tem exigido que diariamente sejamos melhores, mas, não melhores para nós mesmos, melhores para quem servimos; melhores que as outras pessoas da turma, do trabalho, melhores do que todos. Cobrança deles ou autocobrança? Não tenho tempo para pensar em todas essas questões que envolvem um meio, um sistema inteiro e, como parte de tudo isso, eu. A gente se cobra sempre mais, se cansa, engole tudo à seco e faz do automatismo um refúgio. Até quando? Quando vamos deixar de servir à vida para de fato vivermos? Às vezes parece que não vai dar para aguentar, que a qualquer momento vamos explodir, mas relaxa que o lance da vida é sorrir. Mas, calma, que vida?

A gente só voltou pra ter certeza que não era pra ser

Juntos, já tivemos momentos maravilhosos e repletos de confusão.
Sua teimosia e estranha provocação, misturada com esse dengo todo que pede colo.

Uma ida à sorveteria da esquina, numa noite de verão qualquer, foi transformada em discussão por mais de uma bobagem. E quantas bobagens falamos em tom de ofensa. Pra nos defender de nós, deixamos o amor de lado.

Dias que não queria olhar na tua cara.
Dias que ficava morrendo de saudade.

Até que a gente foi saturando daquele clima pesado e chato. E você não aguentou o peso sob os teus ombros. Terminamos, em meio a mais uma briga repleta de palavras duras e enfrentando o clima frio.

Cada um no seu canto, tentando se reerguer, se curar das feridas abertas, mágoas e ressentimentos.

Uma história de vida, de companheirismo. De chatices.
A balança nunca nos dava uma resposta exata.

Na verdade, estávamos tão acostumados um com o outro, que a distância parecia um rompimento duro de almas feridas. E, mesmo com toda essa turbulência de algo que já tinha sido desgastado e remendado, a gente se amava. E combinava em tudo.

Nada estava sendo suficiente sem a tua presença.

A gente ria de qualquer coisa. O mais feliz dos casais quando concordávamos em levantar a bandeira da paz.

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Isso me fez falta. Uma danada de uma falta.

Passado um tempo sem se desligar completamente, nos encontramos e a faísca acendeu a chama. Voltamos. Reatamos, sei lá como deve-se chamar aqueles dias que vivemos imersos em uma matança famigerada de saudade.

Então, a saudade completamente morta, nos restou a realidade.

Olhamos para a nossa história numa manhã qualquer e conseguimos sorrir de tudo que passou. Tive muito medo, minhas mãos estavam suadas e fria.

Conversamos bastante.

Acertamos os pontos. Os ponteiros. Terminamos, dessa vez, como tinha que ser. No auge. Tomando café com bolo de manhã, depois de uma noite intensa de lençóis jogados no chão.

Você pegou as tuas coisas e, em respeito a toda história que vivemos juntos, nos abraçamos. Sem beijos e sem drama. Apenas, fazendo a difícil travessia de uma história que não tinha mais pra onde ir.

Reconhecemos isso.

A gente só voltou pra ter certeza que não era pra ser. E que, daqui em diante, sejamos felizes com alguém que nos queira bem.

Tão bem quanto o nosso querer um pelo outro.

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Não te amo “porque”, te amo “apesar de”

Quando nos conhecemos o meu encantamento foi instantâneo. Me apaixonar por você foi fácil e simples. Cada um dos seus movimentos me enchiam os olhos. Cada palavra que a sua boca proferia inundava meu coração. Cada olhar que você dirigia a mim me atingiam feito bala. Fui discreta e não demonstrei fraqueza, provoquei a conquista para aproveitar cada um dos seus esforços, em vão, você permaneceu me conquistando mesmo depois de ter meu coração todo nas mãos.

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O tempo permitiu que nos conhecêssemos nos detalhes da rotina e o dia a dia mostrou que nem tudo é tão simples quanto foi me apaixonar por sua barba e sua voz rouca. Não, nem tudo são flores quando você escolhe dividir todos os seus dias com outra pessoa. Existem momentos difíceis e conflitos frequentes. Existe tristeza, frustrações e até carência. Existe minha TPM e seu futebol, minha mania de organização e sua bagunça constante, sua playlist que não combina com a minha e sua cerveja que não conversa com meu vinho branco. Temos opiniões divergentes, convicções distintas e personalidades opostas, mas também estamos submersos no mesmo oceano de paixão. Os relacionamentos são assim, uma eterna luta entre o amor e a dor.

Apesar dos carinhos e do beijo de bom dia, seu mau humor matinal quebra o encanto do início do dia. Adoro o café na cama todo domingo, mas odeio o ronco que precede o despertar. Me surpreender com presentes fora de data sempre faz meu peito acelerar, mas ele para sempre que você não me atende. Fico maluca de amor sempre que você me chama de “minha pequena”, mas também fico louca de ódio quando você deixa a tampa do vaso levantada. Amo nossos banhos compartilhados, mas detesto a toalha molhada que acaba jogada na cama. Venero seu abraço apertado, mas abomino seu esporádico egoísmo. E assim a gente vai levando, amando e implicando, dia sim e outro também.

Te amo! Muito. Por todas as suas qualidades e talentos, mas acima de tudo, te amo apesar dos seus defeitos e manias.

 

PS: Esse texto é resultado de uma longa conversa com minha grande amiga Danielle Deboni. Obrigada, minha amiga! Amo você!

MONIKAJORDAO

Ei, a vida é mais do que pagar contas!

Você já viu como são os astros do rock? Eles andam, caminham até o centro do palco sabendo que são astros. Eles ouvem os gritos das multidões sabendo quem são. E porque você caminha de cabeça baixa? Você tem andado olhando para baixo, olhando para o chão. Não acha que deveria olhar para cima? Seja você o astro da sua história. Você escreve um capítulo novo todos os dias, mas é incapaz de protagonizar seu próprio roteiro. Quem vai se interessar por uma história vazia e sem protagonista?  Você acha mesmo que os astros do rock não fizeram de suas próprias histórias, o roteiro de suas trajetórias?

Não queira aplausos, não precisa almejar por eles, pois serão apenas consequência do teu sucesso. Queira e lute apenas para ser o protagonista da sua história. Não queira assumir o papel de vilão, apesar de sedutor, lá na frente poderá lhe render amargas lembranças. Vamos lá, a vida é um carrinho de montanha russa, e quando estiver lá no topo serão os milésimos de segundos mais importantes e marcantes da sua vida. Você precisa estar preparado para isso. Amplie a visão, solte as mãos, abrace o mundo quando chegar lá. Dessa maneira, quando o carrinho começar a despencar, irá seguir reto até o final com a sensação de dever cumprido. Irá seguir reto até o final do percurso com a alma lavada, ainda que venham os loops.

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Será que você pode deixar o vento bater no seu rosto? Deixe o vento cortar. O vento ultrapassa os limites, ele traz e leva. Traz as coisas que você ainda não viu, e leva as coisas que você não quer mais. Como? É só liberar a alma. Quando chegar no alto abra bem os braços, observa o seu redor. Olha os prédios, os carros buzinando, as pessoas gritando. Congela a imagem, serão os milésimos de segundos mais extraordinários da sua vida, pode acreditar. Mas porquê? Porque é isso que acontece quando chegamos lá. É isso que acontece quando com os olhos marejados você diz: – Puts eu consegui!

Vamos, seja você o astro de rock dessa porra toda. Sobe lá, e ao invés de gritar desesperadamente porque algo ficou estranho ou porque você está com medo de tudo e de todos, cante. Seja a pessoa que vai chegar no topo, no alto e não vai gritar desesperadamente por medo ou desnorteio de não saber lidar com o sucesso de estar no topo. Seja a pessoa, o astro de rock, que vai chegar lá em cima e ainda vai cantar I don’t want to miss a thing ou qualquer outro sucesso de Aerosmith ou da sua banda favorita.

Vamos, sinta o vento. Tome as rédeas, arregace as mangas. Deixe ser coadjuvante da sua própria história rapaz. A vida é mais do que pagar contas e tentar emagrecer. É mais do que esperar alguma coisa todo sábado à noite. Seja você o seu astro, assim todas as noites serão sábado de algo bom!

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Reconquiste, sempre que puder, seu amor

Calma, moço. Ela ainda te ama, mas a paixão está um pouco esquecida ali dentro. Amor e paixão se completam por serem diferentes, mas ambos são essenciais para qualquer relacionamento.

Tente acender novamente a paixão dentro dela. Surpreenda seu amor. Mande flores, compre livros e chocolates, leve para um restaurante novo ou prepare a janta de hoje, faça uma pequena viagem ou visite aquele lugar que ela deseja tanto conhecer.

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A melhor forma de reconquistar a pessoa que amamos é realizar surpresas. Nem adianta dizer que já fez de tudo, que a rotina faz parte da vida a dois e não tem como mudar. Sempre há como realizar uma surpresa.

Diga que a ama de um jeito diferente, deixe um bilhete na carteira escrito um ‘bom dia’, prepare o jantar hoje, faça uma massagem depois de um dia desgastante, ajude a terminar aquela tarefa que já foi adiada mil vezes. Coisas simples que fazem a diferença.

Apenas faça algo que vai deixar seu amor bem e feliz. Escute-a de verdade e com total atenção. Ela te dá sinais do que está planejando, do que deseja e quais seus próximos sonhos. Tente ajudar. Seja passando tranquilidade para ela depois de uma briga com o chefe ou vê-la sorrir com sua voz desafinada quando você canta a sua música preferida.

Estar com alguém ao seu lado não é uma garantia de que essa pessoa ficará para sempre. É preciso cuidar, zelar e reconquistar o amor sempre que possível. Há sempre um jeito de se apaixonar novamente, de amar e ser amado. Esforce e dê o seu máximo, pois a recompensa é a reciprocidade da relação e o retorno do amor em dobro.

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Meu coração não é ‘casca grossa’

Sabe o que me dói?
Não é o fato de você ter feito o que me fez. Nem ter conseguido fazer com que eu não pudesse mais confiar em você. Foi o fato de ter destruído o que havia de mais bonito em mim. Eu esperava qualquer coisa, de qualquer pessoa, menos que você destruísse qualquer resquício de amor que em mim habitava.

Só uma palavra resume o que estou passando: merda. Sim, é uma merda ter que passar por isso. Se sentir sem chão. Os amigos batendo na porta pra ir pra balada, pra bebedeira, pro caralho com isso tudo. Ninguém é capaz de entender. Acham que homem não é capaz de ter sentimentos intensos. Estão errados. Se me vissem chorando, como estou agora, veriam em meus olhos a dor que é. Sentiriam o peso que paira sobre mim, a angústia a decepção.

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Meu coração está envolvido por uma casca, uma casca grossa. Tá querendo se blindar de qualquer ameaça que possa vir e feri-lo mais uma vez. Ele está com medo. Acuado. Parecendo bicho que foi judiado a vida toda.

Mas estou tentando sair dessa. Estou sim. O que é a vida, senão uma aventura de incessantes acontecimentos felizes e infelizes, não?

Eu poderia ter me vingado se quisesse. Mas não adiantaria de nada. O alívio não seria imediato e apenas passageiro. O que me mata agora é essa busca pela compreensão de tudo. Fico tentando entender tudo olhando pela janela com o cigarro na mão. Por alguns momentos penso que a culpa é minha. Impossível. Não posso e nem devo pensar dessa maneira. Se eu que te quis tão bem e fiz de tudo para que nós dois pudéssemos perpetuar, não posso ser o culpado por erros que não são meus.

E pensar em um recomeço me dá calafrios agora. Amar é bom, é gostoso. Mas ter que esquecer um e pensar na possibilidade de um próximo é assustador. É pra por medo em qualquer ‘coração casca grossa’. E apesar disso tudo eu ainda sei que o amor vale mais que qualquer sofrimento, mais que qualquer birra em dizer que não quero mais amar. Minha condição humana me faz amar. E sempre procurarei um amor.

josias