Ninguém é mais contagiante que ela

Melhor ao som de The Adventures Of Rain Dance Maggie.

Não sei se você já conheceu alguém assim, que vive em alta velocidade, te agita, parece que exerce uma magia absurda sobre os sentimentos. Ela é o tipo de gente que cria o que eu chamo de ‘memórias coloridas’. Um dom que algumas pessoas possuem de deixar lembranças tão boas gravadas conosco que parece que relembrar o que foi vivido é trazer de volta um tempo com cores vibrantes. Um verdadeiro filtro de Instagram impregnado em uma recordação linda. Ela é de um jeito tão contagiante que dá vontade de conviver mais e mais. É doce e viciante, difícil de controlar.

Uma dança. Acho que consegui definir. Uma dança com um groove desses que quando a gente ouve, é impossível não mexer junto. Viver com ela é flertar com o descontrole e a loucura, com forças sobrenaturais que nos forçam a pedir para saborear mais um pedaço. Não da nem pra se apegar nesses adjetivos comuns para definir o seu jeito. Linda? Sexy? Diferente? Especial? Sei lá, me parece pouco. Se ela vivesse num desses seriados de humor americano, diriam que ela é “so hot!”. Olha, até que ela me lembra muito uma moça daquelas…
Que não se prende a um alguém só, que não se dá ao trabalho de ter o padrão que se espera de uma mulher. Ela surge e, entusiasta, subverte os conceitos sem um pingo de preocupação com o que vão dizer. Prioriza a si e faz a gente ficar babando ao redor que nem cachorro na frente da vitrine da padaria.

Se você conheceu alguém parecido com ela, que sorte a sua. Somos mesmo privilegiados, essas meninas são mesmo raras! Se não conheceu, meu amigo, talvez você nem venha a achar um tipo raro desses de menina-mulher-furacão-intensidade. Ela quebra os paradigmas da mesmice das pessoas. E se você chegar a conhecer já te digo de antemão: ela é o tipo de pessoa que vive a 100km/h. Um ciclone na potência máxima, impossível de parar e que se você bobear, arrasta e vira seu mundo inteiro de ponta cabeça.

Ela é como um fim de tarde na Califórnia, como uma noite divertida de Nova Iorque. É como um som do Chilli Peppers, uma cerveja no MacLaren’s Pub.

Ela é como o vento! A gente sente e quer sentir mais. A gente quer tocar e não consegue. Quando viu, passou. Tchau, até a próxima. Ela vai estar por aí e você não vai poder possuir seus encantos, como se ela fosse um objeto. Jamais, brother. Só lamento.

Ela quer é curtir a vida e tudo que essa tem a oferecer. E da pra condenar? Ela tem esse direito. Conquistou ele com seu jeito que transforma o mundo inteiro ao seu redor.

Ah meu amigo, ninguém é mais contagiante que ela!

 

paulinho

Paulinho Rahs

 

Menina, não tenhas medo de ficar sozinha!

Quem sou eu pra falar de estar solteira, não é mesmo? Pois bem, eu sou – pelo menos por enquanto – tua amiga, confidente, irmã e mãe. Eu sei que para uma relação funcionar há de existir confiança então que tu saibas que tu podes contar tudo para mim que de mim ninguém irá conseguir nada.

Muitas coisas tu não precisas dar-te ao trabalho de me contar. Como por exemplo: eu sei que teu namoro não está as mil maravilhas como tu queres provar que está. Como eu sei disso? Ah, amiga, quando tu ouves o hino nacional tocando, não é como se tu conhecesse essa música de vidas passadas? Pois é. De namoro eu entendo, de problemas mais ainda.

Não quero arrancar-te satisfações, motivos, explicações ou compreensões, a não ser que tu queiras falar. Embora não te obrigue a falar, sei que as vezes tudo o que precisamos é admitir certas coisas em voz alta, não custa tentar.

Já passei por poucas e boas, sei bem quando alguém tem medo de ficar sozinha. Não adianta querer me contradizer, tu sabes que no fundo, o que te prendes a este amor é, na verdade, o medo de não ter ninguém. O medo de quando tu precisares chorar, ninguém dar-te o ombro. O medo de quando algo de bom acontecer, ninguém querer ouvir-te. O medo de quando tu for à uma festa alguém abusar-te, pelo simples fato de não existir alguém, uma figura masculina, um homem ao teu lado. É medo de sair na rua e pensar que todos estão a julgar-te. É ,principalmente, o medo de nunca mais existir alguém que te ame. Os medos são tantos que se eu ficasse citando cada um, iria até semana que vem digitando. Cá entre nós, tu sabes dos teus medos. Não existe necessidade de apontar e frisar eles.

Por experiência própria sinto-me na obrigação de contar-te algumas verdades sobre a vida de solteira.

Primeiramente: a separação é o fim, literalmente. Quando tu decides desistir de alguém é porque aquela pessoa não te faz feliz e nem tu faz dela um ser radiante. Certifica-te de que não haverá dúvidas! Quando for o fim, será o fim e não existe voltar atrás – até porque são duas vidas envolvidas e nenhuma parará por causa da falta de decisão do outro.

Segundamente: abrir mão de alguém – mesmo que doa – pode ser a coisa mais libertadora do mundo! Quem namora sabe que quando tu te juntas com alguém, tua vida passa a ser “dois em um”. Há individualidade, claro. Mas tu te tornas tão dependente daquele ser humaninho que não existe forma de não tornarem-se um só.

Quando um dos dois, ou ambos, tomam a decisão de partir é porque a felicidade, o amor e o afeto não são mais recíprocos. Consequentemente tu não és mais feliz e quem ama sabe, acima de tudo, prezamos por ver nossa pessoa amada sorrindo, em paz, 100% certa de que está contente. Se elas não estão, precisamos deixar ir e viver nossas vidas.

A nossa vida muda e a da pessoa também. A liberdade de poder focar na própria felicidade é tão anestesiante que tu não tens raiva daquela pessoa, tu és eternamente grata por ela dar-te a oportunidade de seres feliz!

Terceira e última coisa: mesmo com todo amor do mundo, mesmo com toda reciprocidade, mesmo que pra vocês o mundo seja vosso, não é bem assim.

Quando estamos apaixonamos criamos, sem perceber, um mundo de dois. A casa é nossa. As tarefas são nossas. Os gostos são nossos. Os amigos são nossos. O Nescau é nosso. O shampoo é nosso. Tudo é nosso e o resto não importa, afinal, estamos felizes assim.

O.k! Eu concordo que quando amamos podemos, sim, dar-nos esse direito de sonhar, imaginar e até concretizar mas sabes aquele pézinho no chão que tanto nos atucanam quando amamos? É! Infelizmente ele é necessário. Quando as coisas desanda e o mundo do casal desaba, há a realidade à espera. Aquela realidade onde somos 1 em 7 bilhões. Somos um indivíduo entre tantos outros. Tantos outros que maioria nem conhecemos e é aí onde eu queria chegar; quando nosso mundo com alguém caí, existem outras 7 bilhões de possibilidades de novos mundos. Esse mundo é tão grande, como podemos esperar que acertemos o amor das nossas vidas em tão pouco tempo? Sequer conhecemos outras pessoas fora do meio do colégio, faculdade, trabalho, igreja e aula de tênis.

Amiga, pode não ter funcionado com ele, pode ser que ele tenha acabado com tuas esperanças de amar mas ele jamais será o único. Te joga nesse mundo de solteira e viva! Não viva à procura do amor, viva à procura de novas pessoas, novos ares, novas comidas, novos lugares, novos sentimentos, novas sensações e quem sabe, um novo amor?!

Ser solteira não é fácil, fato. São noites de carência, televisões quebradas è espera dele pra concertar, almoços sem sua presença, idas ao cinema nada românticas e muito mais. Não prometo que tu encontrarás alguém pra suprir essas necessidades, carência principalmente mas o que é carência de namorado quando se tem festas, Mc Donalds, amigas e champanhe?

Quando precisares chorar tens tuas amigas – sou uma ótima ouvinte e adoro ajudar. Quando quiser sair, vá sozinha ou chame alguém, duvido que não tenhas ninguém pra levar ao centro. Quando quiseres carinhos, há carinho melhor do que carinho de mãe? Quando quiseres beijar, vá à festa – se joga! Quando quiseres ser feliz, não necessitas de ninguém além de tu mesma.

Por fim, vai doer e vai passar. Vais aproveitar tua vida como nunca antes. Vais conhecer-te como nunca. Vais aprender coisas sobre o comportamento humano que nunca imaginaste. Vais aperfeiçoar quem tu és, mudar o que já foste e conhecer-te como outra pessoa.  Só não tenhas medo do que for novo, a rotina é tão chata.

Não te prendas à alguém se não amas. Se o problema for medo de ser feliz, digo, solteira, lê o texto e põe em prática. Podemos ser novas mas o tempo não para nem pra quem ama.

bobsin