Você é um TCC

Amar foi o primeiro dos temas que veio à minha mente.

Só que, como sempre, a vida exige que a gente delimite o tema. E foi aí que você surgiu. Tinha tantas peculiaridades, tantas coisas que te identificavam claramente, que foi fácil optar. Era só desenvolver.

Mais fácil que delimitar pra onde eu queria ir, foi ver a quantidade exorbitante de problemas de pesquisa que você me ofereceu. Sei que é da bagunça que nasce o desenvolvimento desse trabalho que escolhi pra vida, mas foi difícil resolver tanta coisa para ficar somente com uma inquietação.

O bom é que eu já tinha diversas justificativas. Eu sabia por que queria ficar contigo. Sabia por que o mundo seria um lugar melhor com a gente junto, sabia a contribuição que eu daria às pessoas ao ficar ao teu lado.

Meu objetivo geral estava traçado e eu segui firme no percurso, mas travei nos objetivos específicos. O que eu poderia esperar, especificamente, de alguém tão idiossincrática? Talvez o amor more nas possibilidades infinitas que se tem de dar o próximo passo. E foi por isso que tomei fôlego e comecei a escrever os capítulos da nossa história.

Tive de provar por A + B as razões pelas quais você tinha tudo pra ficar comigo. Citei autores consagrados, cruzei suas informações e montei um arsenal intelectual pra te colocar do meu lado. Quase consegui. Precisei de mais algumas etapas pra te dar a certeza.

Minha metodologia foi variada. Fiz um estudo bibliográfico pra conhecer tudo que você gostava, usei questionários com tuas amigas para tentar me aproximar ao máximo do que era importante pra você.

Te relatei tudo que aprendi pra que a gente pudesse, finalmente, chegar às conclusões.

E deu certo.

Todo mundo sabe a vontade que dá de arrancar os cabelos, de chorar, jogar todas as páginas fora e dizer que não está nem aí pra esse trabalho idiota.

Mas a gente volta. E a gente pega tudo de novo. E a gente respira. E a gente lembra que a vida vale nota. Essa nota vale a vida. E a gente precisa concluir alguma coisa.

Eu concluí que tudo valeu e vale muito a pena.

Que se o tema for você, eu sigo para especialização, mestrado e doutorado.

Eu reescrevo meus agradecimentos todos os dias pra atualizar com cada coisa pela qual sou grato ao conviver contigo.

Minhas considerações finais, que devem terminar com uma pergunta instigante, serão simples e diretas:

– Fica com esse nerd pro resto da vida?

Referências Bibliográficas:

GHESLA, Júnior. Textos para amenizar a bad por conta do TCC e lembrar do amor da tua vida. Gramado: Editora Seja Feliz Sem Culpa, 2017.

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Que a gente não precise partir para ser lembrado

Já parou pra pensar em quanta coisa a gente deixa de saber?

A vida é um filme louco em que a gente dorme em algumas partes, mas que nunca podemos rebobinar pra ver como foi.

A vida é um jogo de futebol em que a gente vai ao banheiro e perde um gol e, na volta, não nos contam que o gol aconteceu.

O que sabemos é um disco. O que não sabemos é coletânea.

Sempre pensei no tanto de coisas que não nos é dito. Tanto as boas quanto as ruins.

As ruins não me atraem. Até certo ponto, é preferível não saber o que de mau falam a nosso respeito.

As boas é que me tiram o sono.

Você faz ideia de quantas vezes seu nome é mencionado pelas pessoas, nos mais variados contextos? Será que dez por cento das histórias chegam aos seus ouvidos?

Aquele amigo que está distante, aquela colega da escola que era uma amiga inseparável mas que você já não tem mais contato, o primeiro amor platônico – que com certeza te guarda na memória mesmo que esteja do outro lado do mundo.

Todos têm algo a dizer a seu respeito. E dizem. Acredite.

Se for difícil de acreditar, pense por si próprio: quantas vezes por dia você lembra de pessoas que não são mais do seu convívio? E quantas vezes você já contou histórias e reviveu tudo sem depois contar a essa pessoa que se lembrou dela?

Eu queria mesmo é que depois daqui, a gente tivesse a oportunidade de ouro de ver tudo isso acontecendo. Poder retribuir o amor e o carinho das palavras de quem nos amou em silêncio parcial. Sim, parcial. Porque nos amou ao contar de nós.

Quem se lembra de você pelo bem envia, automaticamente, boas energias.

Você sempre vai ser importante para alguém, mesmo que tenha certeza do oposto.

Se tivéssemos o poder de ouvir o que dizem de bom a nosso respeito, talvez nos gostássemos mais.

Se tivéssemos o poder de ouvir o que dizem de bom a nosso respeito, talvez tivéssemos mais fé na vida.

Se tivéssemos o poder de ouvir o que dizem de bom a nosso respeito, talvez as coisas fizessem mais sentido.

A minha visão particular do paraíso é de um lugar onde possamos acessar a qualquer hora todas as vezes que disseram algo de bom sobre nós. Em qualquer lugar. Em qualquer ano. Um arquivo infinito da benevolência alheia. Emoções inesgotáveis que nos fariam chorar de alegria todos os dias. Sentimento pleno e ininterrupto de gratidão por cada vida que passou pela nossa.

Isso sim seria o paraíso.

Mas esse é apenas o desejo de um mero mortal.

Enquanto não tenho certeza da minha visão particular do que vem depois daqui, ofereço uma proposta.

Diga a quem você ama o quanto ama. Com riqueza de detalhes. Esmiuçando o máximo possível as situações em que você exaltou o fato de conhecer esse alguém.

Assim, podemos transformar a minha suposição em uma incrível e nada monótona rotina.

Acima de tudo, que seja possível reverter essa terrível mania de só lembrar quando não há mais volta.

Que a gente não precise partir pra ser lembrado.

E-mail para uma amiga que está chorando uma traição

Oi, amiga

Eu sei que seria muito mais fácil eu te mandar uma mensagem instantânea. Mas desde sempre, uma carta e um telegrama têm uma diferença imensa. Optei pela carta. Ainda que seja a versão moderna.

Pra começar, quero dizer que sinto muito. Sinto muito por tudo o que aconteceu entre você e ele.

Eu poderia vir aqui agora e dizer que tentei te alertar mas, por incrível que pareça, quem aconselha também se assusta quando a coisa acontece.

Não pense que sinto algum prazer por isso ter acontecido. Ao contrário. Não vou dizer “eu te avisei”. Me sinto mal por ver uma amiga que amo chorando por um canalha.

Sei que você deve ter estranhado a minha ausência, talvez outras pessoas tenham chegado antes de mim, mas é que eu estava aqui sentindo em sintonia com o seu coração.

Eu poderia ter mandado uma mensagem instantânea, mas não sabia ainda o que dizer. Por isso, vim parar aqui, no meio do dia, num restaurante qualquer, pra tentar encontrar algum sentido em tudo isso e confortar o teu coração.

Toda vez que uma menina é traída, eu sinto também. Sinto porque sei como é. E sinto porque sei o quanto você amava pura e genuinamente.

Quando ele te traiu, não traiu só você. Traiu a si mesmo. Traiu a honra de firmar um compromisso. Traiu a dádiva de ter alguém que concorde em estabelecer um compromisso às cegas.

Quem se compromete precisa ter um mínimo de consciência do tamanho da responsabilidade que aceita ao receber integralmente a confiança de alguém. Precisa saber que, mesmo existindo o livre arbítrio e, com ele, a possibilidade de fazer o que bem entender, alguém apostou todas as fichas na sua lealdade.

Ele não foi capaz de fazer isso. E eu lamento muito que existam pessoas assim, que pouco se importam com o sentimento alheio.

Não falo tudo isso para te relembrar da dor. Falo porque quero que você olhe para si mesma e sinta muito orgulho de ser como é.

Ele só caçou níqueis e não enriqueceu ninguém. Só que o jogo ainda vira. No fim da noite, você dorme o sono dos justos. Ele ficará no frio de um salão gelado sem ninguém para apostar.

Acho muito engraçada essa história das pessoas rirem de quem é traído. Deveriam chorar por quem trai. Quem é traído é pego de surpresa pela pessoa que mais confia. Trata-se do imponderável. Quem trai tem a confiança plena de alguém e, ainda assim, decide cortar o laço sem pôr o relacionamento em risco. Trata-se de uma escolha lúcida.

Traição é covardia.

Medo de ir embora e desgosto por ficar.

Ausência de personalidade mascarada com soberba.

Uma tristeza profunda convertida em um prazer sádico por usar os outros.

Sei que só o tempo pode te curar as feridas, mas vim escrever porque acho que você deve somente pensar no que é real: quem trai, sempre perde. Pode não parecer, pode demorar. Se não perder pros outros, é derrotado por si mesmo. Já a sua integridade, essa segue intacta.

Eu vou estar sempre aqui.

E milhares de caras legais também estarão pra te merecer de verdade.

Não pense no que você perdeu. Pense apenas que a vida se encarregou de enviar cada um de vocês para um destino justo de acordo com as suas índoles.

Aquele abraço apertado da sua sempre amiga.

Te amo!

Carta àquela que não soube amar

Eu amei com todas as minhas forças.
Senti a coisa mais bonita da vida, mas já não me lembrava disso porque a intensidade do amor que vivi equivalia à metade da força com a qual o poder devastador da tua partida me atingiu.
A partir dali, construí uma vida dedicada a demonizar o amor e tudo que vinha com ele. Para mim, qualquer aproximação era um mecanismo torpe de ilusão para que, depois, essa divindade nefasta pudesse me ver definhar.
Os próximos me diziam que a amargura me levaria à lona. A verdade é que eles não sabiam o que eu sentia. O medo de amar me fez aprender a odiar o amor.
Você plantou uma semente de tristeza no meu coração que criou raízes, tronco e galhos. Tive de aprender a conviver com ela.

Descobri – ainda bem – que nenhum sentimento é eterno. No dia em que ela chegou, não se intimidou em derrubar violentamente a imponência da árvore que se alimentava do breu da minha alma.
Ela era o seu oposto. Ela me salvou.

A verdade – que hoje enxergo cristalinamente – é que eu nunca soube ao certo a correta dimensão do que é o amor. Por desconhecimento, apeguei-me a você com o mesmo desespero de um náufrago que se agarra por sua vida aos destroços de uma embarcação que se partiu. Alimentei-me de tão pouco por desconhecer o tamanho da fome do meu coração. Eu era um menino que achava o seu quintal maior que o próprio mundo, ou um peixe que, acostumado a viver em um aquário, desconhece a imensidão do mar.

Como posso culpá-la, me diga? Não poderia. Quando você me empurrou para longe, atravessei todas as barreiras da minha pequenez e me descobri gigante no amor. E foi vivendo o seu modesto afeto, seu parco amor, tão ordinário, tão comum, que hoje posso valorizar a mágica do extraordinário.

Você tinha palavras medidas, declarações planejadas, e eu tinha descontrole, palavras de amor que saltavam sem ordem do coração. Você assinava cartas apaixonadas com a frieza de seu nome completo, e eu rubricava desde os mais simples bilhetes com um “eternamente seu”. Você me oferecia horas contadas e apressadas; eu ofertava uma vida inteira.

Mas não te julgo, cada um dá o que tem dentro de si. Você tinha pouco, e eu, mesmo sem saber, nasci para o muito. Ao contrário, te agradeço, pois foi o poder da correnteza das lágrimas vertidas que rompeu o véu de ilusão que me fazia crer merecer tão pouco da vida. Hoje, de coração maduro, sou capaz de venerar a mágica desse novo amor.

Portanto, muito obrigado por ser tão pouco.

Foi conhecendo o total desamor que pude abrir caminho para receber com competência a imensidão do sentimento verdadeiro que a vida me guardava.

Eu não te conheci, mas te amei mesmo assim

Existe a possibilidade de amar profundamente uma pessoa que não se teve a oportunidade de conhecer?
Não sei se existem estudos a respeito, mas respondo pelo meu coração. Há sim.
Sempre me contaram histórias tão bonitas sobre ti que pude formar a imagem de uma pessoa incrível. Sei que também tiveste defeitos, mas consigo comprovar que tu foste alguém especial pelo fato de que muitas pessoas diferentes me falam de ti com brilho nos olhos. Aquele famoso “ah, ele? Nossa, era uma pessoa incrível”.
Me apontam características que temos em comum e me enxergo nas fotografias que ficaram. Somos de gerações bastante distantes, mas isso não me espanta: teu coração, pelo que me contam, sempre foi muito à frente do teu tempo.
Deixaste por aqui um filho que se tornou pai e que te deu um neto.
Nesse processo, eu aprendi a gostar de ti a partir das histórias que me contaram a teu respeito. Mas é mais que isso. Eu me identifico sem precisar saber de detalhes. Talvez conversemos pelo coração numa língua que, aqui nesse mundo, não dá pra entender direito.
De onde estás agora, podes ver com riqueza de detalhes o que ficou por aqui, mas insisto em documentar: tu estás de parabéns. Da tua passagem, só coisas boas ficaram, só pessoas boas permaneceram e o mundo ganhou muito, mas muito mesmo com a tua ação sobre ele.
Exemplo disso é o quanto tua existência transcende a tua própria vida.
Não precisei te conhecer pra saber quem tu eras. Eu sinto.
Não precisei conviver contigo pra saber no que acreditavas. Eu também acredito.
Não precisei ouvir tua voz pra saber do teu tom. Sempre estivemos afinados.
Ouvi de uma senhora muito simples que tu foste o amor da vida dela. Não exatamente com essas palavras, mas a emoção em cada fonema denunciou a verdade em meio à mistura de timidez e rigidez.
Ouvi dizer que teu canto era adorável. Que teu desejo pelo progresso alheio era sincero. Que teu amor pelos pequenos era bonito de ver.
Tu eras muito simples, mas sábio. Humilde, mas não simplório. Benevolente, mas não permissivo.
Tu eras o equilíbrio.
Não se preocupe pelas histórias que não pôde me contar.
Eu fiquei sabendo de todas, pela boca de mais de um contador.
Não fomos apresentados, mas tenho muito prazer em te conhecer.
Eu não te conheci.
Mas todos os dias soube de ti.

Por que eu mudei?

Já fiz as malas todas. Minha casa está encaixotada e até pra tomar um copo d’água eu preciso fazer uma baderna enorme. A bagunça é grande. Inversamente proporcional ao meu coração.
Essa casa já foi milimetricamente organizada. Meu TOC não permitiu que uma só xícara não estivesse no lugar. Era pra compensar. Era pra compensar a desordem profunda que fazia morada no meu peito.
A minha primeira mudança foi muito alegre. Foi pra morar contigo.
Era o dia da independência, o passo a mais numa estrada que só estava começando.
Os dias foram bonitos. Mas o peso da rotina chegou com seus boletos, monotonia e falta de encantamento. Depois de pensar muito, eu concluí que a gente tinha dado errado.
Eu precisei ir embora. Cada lágrima tua na minha partida foi um punhal que me atravessou o peito, mas eu não podia te dar menos que o máximo.
O problema é que dois dias depois da segunda mudança, eu entendi que a minha vida não fazia mais muito sentido sem nós. Dois dias depois da minha partida, eu pensei que talvez eu não precisasse ter ido embora, mas sim me esforçado junto contigo pra mudar o que não estava bom. Dois dias depois da minha partida, o partido era eu.
Não tive coragem de chamar por ti. Sabia o quanto tinha machucado teu coração.
Foram dois anos de uma prisão domiciliar, mas o domicílio era o meu peito. Assim como um confinado, eu tive a oportunidade de olhar cada aspecto de nós que eu não conseguia ver quando eu ainda era 50% dessa relação. Quando se está preso em si mesmo, é mais fácil olhar pela janela quadrada e pensar em tudo o que poderia ter sido feito.
Eu nunca vou entender essa maldita dinâmica da vida em que a gente tem que perder pra perceber. Viver miseravelmente pra perceber o quanto a vida era boa. Chegar ao fundo do poço pra entender que a água pura e cristalina estava na superfície. Era só se esforçar um pouco pra pegar.
Foram dois anos horríveis. Duas semanas depois daquele dia, eu te liguei. Eu quis voltar. Mas o teu coração ainda estava magoado demais pra nós dois. E eu entendi.
Eu tentei partir, eu tentei ir pra outro coração. Eu tentei ser o que a gente era com outra pessoa.
Impossível.
No fundo do meu coração, eu sabia que o teu me entendia, sabia que eu precisava ir, mas também sabia que eu precisava voltar.
Você sempre soube que eu não fiz por mal.
Eu aprendi.
Eu aprendi que o amor real é muito diferente do que se vê nos filmes mamão-com-açúcar.
Eu aprendi que a rotina vai chegar com força, mas que o amor é uma escolha.
E eu quero te escolher, todos os dias.
O caminhão da terceira mudança já vem chegando.
E junto com os móveis, roupas e utensílios, eu carrego a certeza de que essa será a última.

Quanto tempo você passa fingindo que é feliz?

Invalidar o amor dos outros.

Torcer o nariz para cada demonstração de afeto.

Gritar aos sete ventos que você é que sabe verdadeiramente das coisas.

Quem mostra segurança o tempo todo assina o atestado público de que é muito inseguro.

Quem mostra insegurança de vez em quando admite que é humano.

Quem mostra segurança o tempo todo perde a oportunidade de conhecer a magia que mora dentro de um sorriso empático.

Teu ódio gritado, repetido, ruminado e mastigado provoca em mim um único desejo. O de perguntar, do fundo do meu coração, algo que possa te ajudar a pensar em si mesmo:

Quanto tempo você passa fingindo que é feliz?

Assuma suas tristezas. Viva sua dor. Admita que você não pode ser forte sempre.

Isso não te faz um fraco. Faz com que seja, simplesmente, uma pessoa crível. Alguém de verdade. E quando encontramos alguém de verdade, dá vontade de ser amigo, dá vontade de se aproximar e entender quais fantasmas afligem para que esse alguém também nos ajude com os nossos.

Você não é uma máquina. Se tentar ser, em algum momento, dará defeito como todas elas.

Se questione, ao menos por um instante, se toda essa raiva do mundo não é mais de dentro pra fora do que de fora pra dentro.

Eu sei que é difícil. Eu sei que demonstrar segurança a qualquer custo é um processo tão automático que a gente nem se dá conta.

Mas tente se questionar.

Se libertar das amarras de perfeição e do instinto de negação quando o desconhecido chega é um processo de um alívio inacreditável.

Veja beleza no amor dos outros.

Entenda que cada demonstração de afeto é parte de um sentimento muito pessoal.

Grite aos sete ventos que você, definitivamente, sabe muito pouco.

Parar de julgar é uma carta de alforria que a vida te dá.

Isso te ajuda a aprender.

Isso te ajuda a ser melhor.

Acima de tudo, te ajuda a ser quem você sempre foi, mas esqueceu que era.

Talvez só passando por isso a gente seja capaz de se dar conta de quanto tempo fingiu ser feliz só pra não expor a própria essência pro mundo.