Tudo muda, tudo troca de lugar…

“Tudo muda, tudo troca de lugar…”
Engraçado como as coisas mudam de um mês para outro, de um ano para o outro e de como mudam mais ainda de 3 anos para frente. Hoje vendo umas lembranças em meu Facebook, fiquei indignada do quando meus pensamentos mudaram, minha ingenuidade mudou, meu amor mudou e de como eu jurava que alguns iriam estar comigo para sempre e hoje já não estão mais. Fiquei bem preocupada e com medo do que pode vir daqui por diante.
Não podemos nunca achar que os problemas são para sempre, porque não são. Não podemos jamais achar que nossos planos e sonhos não vão mudar, porque vão. Não podemos jurar que as pessoas serão para sempre em nossas vidas, porque não serão. Nada nessa vida é para sempre. Mas digo também que nada é por acaso, pois somente relembrando tudo que vivi, percebo o quanto aprendi, o quanto hoje estou mais forte e o quanto cresci psicologicamente falando. Hoje eu sei que tudo pode mudar de um mês para o outro, e tudo bem. Mas também pode continuar tudo da mesma forma, e tudo certo também. A vida sempre vai ser essa caixinha de surpresas mesmo. Ninguém nunca vai saber o que vai acontecer daqui um dia ou dois, um mês ou dois, um ano ou dois. E não podemos nos desesperar, pois tudo que acontece tem um propósito, nada é por acaso. Mesmo que aquilo lhe pareça algo ruim, pode ter certeza que daqui um tempo vamos dar risada de tudo ou dizer que foi melhor assim. Porque sempre é!

 

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Sinto como se eu não existisse mais

Ultimamente estou parando pra pensar no que eu era há uns anos atrás e no que eu me tornei. Eu era uma garota cheia de sonhos, metas e desejos. Eu adorava falar com o máximo de pessoas que eu pudesse. Sentia como se qualquer lugar no mundo fosse o meu lugar. Gostava de me gabar por aí que eu tinha um espírito natalino durante qualquer época do ano.

Confesso que sempre tive os defeitos visíveis para qualquer um que chegasse mais de perto. Sempre reclamei de muitas coisas e não me contentava com pouca coisa. Pra mim tudo era 8 ou 80. Também acreditava demais em todos os sonhos que eu tinha, tanto acordada, quanto dormindo. E eu sonhava muito mais acordada do que dormindo, o que me fazia sempre radiante.

Mas aí eu fui crescendo, fui vendo conceitos que eu não conhecia, fui me frustrando, fui me decepcionando, fui me contentando com o que tinha, fui deixando meus sonhos lindos de lado para viver a realidade, fui vivendo, vivendo e vivendo… Até que me tornei o que sou hoje. Um alguém que não existe mais. E o que mais me dói, é ter perdido o interesse em tudo que eu um dia gostei, é ter perdido minha essência pra uma versão completamente ridícula minha.

Não faço planos, não traço metas, não sonho mais, me conformo com o que tenho. Não gosto de conversar com muitas pessoas, sinto que nenhum lugar é meu mais e estou aqui, apenas existindo.

Sinto como se alguém ou algo tivesse matado a pessoa que tinha dentro de mim e colocado outra totalmente diferente no lugar. Não me sinto feliz e não me sinto triste. Vocês tem noção do quanto isso é doloroso? É como se tudo em mim estivesse dormente ou anestesiado, como se eu estivesse gravitando em um espaço vazio sem fim. E isso é triste.

Alguns dizem que tudo isso é o que vai me deixar mais forte, é o que vai fazer ninguém mais ousar me decepcionar, pois vou estar tão forte, tão imune, que vão perceber o perigo de longe. Outros dizem que entrei em uma depressão comigo mesma e somente eu posso me ajudar. E a realidade é que não sei nada sobre o que está acontecendo. Não sei nada sobre nada. Tudo se tornou um tanto faz.

Hoje digo que minha maior dor é não ter mais o brilho e a alegria de viver. Ter perdido tudo de mais colorido que eu tinha. A essência, a intensidade, os sonhos… Tudo. A vida me roubou tudo. Hoje posso dizer com muita tristeza na alma que o meu único e maior sonho é me sentir feliz, radiante e sonhadora novamente. Talvez um dia né?!

Foi bom enquanto durou

Não posso negar que sinto falta de nós dois. Não posso negar que sinto falta dos beijos perfeitamente encaixados, da sua língua com desejo da minha. Não posso negar que sinto falta dos olhares que pegava me olhando admirados e que com vergonha se disfarçavam para outros cantos.

Não posso dizer que não foi bom, não posso dizer que era mentira tudo aquilo. Era algo verdadeiro demais, intenso demais, recíproco demais para ser algo falso. Tudo o que fazíamos era de extrema importância somente para nós dois. Não havia mais ninguém no mundo, além de nós dois. A paixão que a gente carregava um pelo outro era coisa de outro mundo.

Não nego nunca o quão especial você foi para minha vida, para meu ser, para meu respirar. Não nego jamais que você ficará marcado como uma tatuagem em mim. Uma tatuagem já apagada com o tempo, que não tem mais importância nenhuma, mas que às vezes ainda lembro do quanto ela foi importante. Que às vezes ainda lembro do quão doloroso foi faze-la, mas que valeu a pena.

Tenho em mim um sentimento de saudade. Saudade de nós dois, de como nós éramos, da intensidade de um casal, do quanto nós nos entregamos um pelo outro. Uma saudade infinita do que fomos e do que já se perdeu há tempos. Não sinto o desejo de voltar no tempo, ou até mesmo tentar novamente, mas sempre vou ter dentro de mim a saudade de um relacionamento verdadeiro e intenso. E por mais que tudo tenha se perdido, eu sei que foi real, eu sinto que fomos o certo!

O amor próprio é o mais bonito dos amores

Nesses últimos dias ando muito pensativa sobre meu real estado de espírito, meu coração tão frágil e tão machucado ao mesmo tempo. Observo muitos casais fofos e penso que um dia quero estar ali, naquele barzinho, com alguém me olhando apaixonado, quero me preocupar em agradar alguém além de eu mesma. Quero dormir e acordar com alguém do lado, me protegendo das minhas inseguranças. Mas agora não…

Depois de tantos tropeços, tantos arranhões, coração ralado, cortado, sangrando igual aquele primeiro machucado de quando caímos de bicicleta, depois de tantos choros desesperadores, querendo apenas um colo, querendo apenas carinho e reciprocidade, acho que agora aprendi que o melhor que temos a fazer é ficar quietinha mesmo, protegida de pessoas vazias que não acrescentam nada em nossas vidas.

Não posso jamais dizer que desacredito do amor. Muito pelo contrário, o amor existe sim. Mas são pra poucos, pra quem tem sorte ou pra quem é muito teimoso e paciente. O amor é pra quem vale a pena, pra quem deixa de lado qualquer coisa somente para sentir essa coisa linda.

O amor também é pra quem acima de tudo ama a si mesmo. O amor próprio é o maior e melhor amor que pode existir. Quando você está sofrendo e seu coração sangrando, todos os seus amigos e familiares podem dizer o que for, mas somente você consegue por um remendo naquele machucado pra ele parar de sangrar. Somente você consegue cuidar dele todos os dias, a ponto de chegar a não ter mais nenhuma marca ali dentro.

O amor próprio é o único que pode te salvar de amores meio bostas, é o único que pode dizer se aquilo vale a pena ou não. É o único que diz se você merece mais ou está bom só o que está recebendo. O amor próprio é o único que faz você querer reciprocidade. E amor sem reciprocidade, não é amor.

Por isso é que acho lindo alguns casais nos bares da cidade, pois ali vejo em cada um o amor mais bonito que existe, o amor próprio. E com isso, a reciprocidade vem de brinde, o amor entre os dois dura, o amor vale a pena e prospera.

Com isso chego a real conclusão de que preciso de mais amor próprio. Preciso me amar primeiro, me cuidar, cuidar do meu coração tão machucado e não deixar ninguém entrar lá e cutucar novamente a ferida que mal cicatrizou. Eu não posso entregar algo tão valioso nas mãos de qualquer pessoa. Eu não posso maltratar ele novamente. Eu tenho que cuida-lo, ama-lo e cicatriza-lo.

Preciso aprender a ser sozinha e ser feliz com isso. Preciso sair sozinha, beber sozinha, dançar sozinha, comer um lanche sozinha, dormir sozinha sem pensar em quem poderia estar ao meu lado. Preciso me completar e me transbordar. E somente depois, se acaso sobrar um tempo entre um amor próprio e outro, talvez eu queira reabrir novamente meu coração e se entregar a quem vale a pena. Mas antes disso, só o amor próprio me interessa agora!

Onde foi que nos perdemos?

Dizem que a gente encontra o amor da nossas vidas somente uma única vez e que temos que cuidar pra que dure tempo suficiente. Pois bem, acredito que esse amor eu encontrei em você e que não cuidamos direito para que ele durasse tempo suficiente. Hoje escrevo esse texto ouvindo aquela playlist do Arctic Monkeys que você me mostrou e adorávamos. Não choro mais, pois creio que nosso tempo, nossa história ja se passou. Mas juro que escrevo com uma espécie de incomodo no peito, um sentimento de que poderia ser diferente.

Nós tínhamos uma relação praticamente perfeita. Saíamos, misturavamos os amigos, tínhamos nossos momentos sozinhos, em nossa cama, nosso quarto. Mesmo quando nosso quarto era na sala ou na cozinha da sua casa e nossa cama era seu colchão de solteiro.

A gente andava de moto, carro ou onibus. A pé ou de bicicleta. Não importava, desde que tivéssemos um ao outro do lado.

Muitas vezes sentamos na praça para você tocar e eu cantar nossas músicas preferidas. A gente tinha nossos momentos de loucuras juntos também. A gente quase nunca brigava e não deixávamos a rotina de nossos trabalhos nos atrapalhar.

Nosso sexo não era apenas sexo, era amor, era intensidade, era cuidado, preocupação, carinho.

Nossa relação foi simplesmente a qual todos sonham em ter.

Aí eu me pergunto: onde foi que nos perdemos? O que foi que fizemos pra tudo isso se acabar? Por que a vida fez isso com a gente?

Todas as relações que tive depois de ti, foram apenas relações, namorico. Sem fogo, sem intensidade, sem paixão.

Com você foi tudo tão diferente, tudo tão incrível e intenso. E eu realmente sinto tanto a sua falta, a nossa falta.

Não acredito que sinta o mesmo que eu e por isso me calo. Por isso não digo nada sobre esse sentimento que é algo mais do que saudade.

Hoje em dia só me pergunto: onde foi que nos perdemos?

E a resposta? Creio que nunca virá.

Você ainda vai se arrepender

Fiquei sabendo que você está bem. Que logo no primeiro dia que me deixou, já foi pra noitada com os amigos. Fiquei sabendo também que beijou geral. Que bebeu bastante e dançou suas músicas preferidas naquele bar em que eu não gostava.

Mas também soube que voltou sozinho para a casa. Levou teus grandes “amigos” embora e chegou sozinho, bêbado e correndo risco de vida na estrada.

É que ninguém estava lá pra tomar cuidado por você. Dizer pra beber menos porque você ainda ia dirigir. Ninguém estava lá pra segurar sua mão enquanto ia pegar seus drink’s. E ninguém estava lá pra ir embora contigo te dizendo pra ir mais devagar.

Seus amigos até que se preocupam sim, mas querem curtir mais a festa do que se preocupar, então deixam você fazer o que bem entender.

Mas eu sei que assim que você chegou, ou até mesmo no outro dia, eu te fiz falta. Eu sei que você lembrou de cada detalhe de quando saíamos juntos. Eu sei que quando chegou sozinho, se lembrou que eu pegava nossos pertences de dentro do carro e brincava com seu cachorro enquanto te esperava fechar tudo. Eu sei que você deitou a cabeça nos dois travesseiros e em um deles você sentiu meu cheiro e doeu. Mas você estava tão bêbado que nem ligou.

No outro dia, de ressaca e sem ninguém pra te cuidar, você olhou pro lado e se lembrou que era só me abraçar pra eu acordar. Se lembrou de cada “eu te amo” com minha voz de sono. Eu sei que aconteceu isso, cara.

Você se deixou levar pelos amigos, escolheu noitadas e festas, mas se esqueceu que essa dor viria assim que percebesse que nada disso vale a pena quando se tem uma mulher, amiga e amante, em uma mesma pessoa, somente pra você.

Você deixou escapar uma pessoa que estava ali contigo pra todos os momentos. A mulher que te abraçava apertado só de pensar no medo que tinha de te perder. Que te olhava nos olhos pra enxergar sua alma. Que mergulhou fundo em um amor tão raso como o teu.

Você deixou escapar a mulher da sua vida, cara. E eu sei que isso ainda vai te doer muito. Eu sei que você ainda vai sentir a minha falta. E você vai chorar, cara. Vai chorar muito. Mas dessa mulher, você não vai ter mais nada. Essa você já perdeu!

Se cuide, moça

Confesso que escrevo isso com uma imensa tristeza no coração. Escrevo isso com lágrimas nos olhos. Escrevo mais do que nunca com uma dor imensa que se instalou em mim.

Mas no fundo, essas dores servem pra nos fazer aprender. Pra amadurecer. Pra gente pensar e repensar antes de entregar nosso coração pra qualquer pessoa que jura amor eterno.

Hoje está caindo minha ficha do quão ingenua ando sendo. Do quão besta sou quando entrego algo tão valioso nas mãos de qualquer outra pessoa.

Por isso, se tem uma coisa que posso aconselhar você, moça que está lendo isso agora, é que pare de ser ingenua. Não acredite mais em palavras. Não acredite em atitudes também. As atitudes também enganam.

As pessoas tendem a achar que estão super apaixonadas por ti, e então fazem coisas lindas, falam-te coisas arrepiantes. Mas moça, não acredite. Se cuide. Cuide do seu coraçãozinho tão frágil. Não deixe te magoarem mais uma vez.

Não mergulhe de cabeça em uma relação. Não demonstre que sente falta. Seja distante, seja fria. Seja chata.

E se te aguentarem nesses estágios mais chatos que pode demonstrar, aí sim comece a pensar sobre se entregar.

Não seja doce no começo. Não queira causar boa impressão. Queira ser você mesma.

Não falo pra ser mal educada. Seja simpática sim. Mas nada que mostre interesse.

Seu coração só você pode cuidar. E isso não é egoísmo. É só cuidado com algo tão valioso que é teus sentimentos.

Seja feliz sozinha. Aprenda a gostar da sua própria companhia. Vá à uma praça sozinha. Dance sozinha. Beba sozinha. Faça tudo que faria ao lado de uma pessoa, só que sozinha. Se ame imensamente primeiro, porque depois, se alguém ainda ousar a te machucar, te iludir, ou te descartar, você simplesmente vai pegar uma taça de vinho e brindar a partida dizendo que quem perdeu foi ele. E realmente foi!