As dúvidas são o combustível da vida!

Vivo uma eterna busca, por caminhos e maneiras de não enlouquecer, de dar sentido para tudo o que faço, de procurar maneiras de simplificar as coisas, de não me preocupar com coisas bobas e de tentar levar a vida de forma mais leve.

Mas quanto mais sentido eu busco, menos sentido faz, e tudo se transforma em um emaranhado de questões que querem respostas. Porém o que recebo são ainda mais dúvidas e me vejo em meio ao medo do desconhecido e na incerteza se devo ou não continuar essa jornada atrás de desvendar as minhas questões.

Na maioria das vezes eu opto por fugir das coisas que quero, pelo simples motivo de que elas podem me tirar do caminho que considero certo. Mas será que é mesmo o certo?

Será que para seguir o “caminho certo” tenho mesmo que abandonar alguns desejos e vontades e nome de um objetivo maior.

E como esse objetivo maior é classificado como tal?

Como sei que não estou errada, e que realmente vale a pena?

E se eu errar, ficarei infeliz por ter escolhido errado na encruzilhada da vida?

Por que não se pode conseguir literalmente unir o útil ao agradável?

Estou cansada de perguntas que não tem respostas, de questionamentos clichês,

de ter que escolher. Queria apenas que fosse, sem precisar escolher, sem precisar deixar nada para trás. Sei que não sou a única nessa situação, assim como essa não será a última vez que me vejo questionando os rumos da minha vida, porém não me desespero, pois sei que se isso está acontecendo é porque a vida está acontecendo, pior seria eu ficar sendo uma mera espectadora, vendo os meus dias passarem e eu ficando no mesmo lugar.

Só então eu percebi que minhas dúvidas nunca terão uma resposta certa, pois não existe resposta certa, ou caminho certo, como o que eu achei que estava procurando.

Qualquer caminho é certo, pois o que conta são as experiências que juntamos durante o trajeto, e elas é que nos moldam e que nos mostram se a vida valeu ou não a pena. Por isso eu já não sofro mais por não saber todas as respostas, apenas vou vivendo cada dia, e cada momento e tentando tirar o máximo de aproveito de tudo.

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E agora? O que você vai fazer?

Eu queria ter o que te dizer nesse momento, sabe?! Mas eu realmente não tenho. Queria ser aquela pessoa resolvida, cheia de conselhos de vida. E também não sou. Mas de uma coisa eu sei muito bem: essa é a hora que o filho chora e a mãe vê! E vê muito!

Aquele dia tão esperado chegou. Dia de comemorar a formatura, uma grande etapa, o fim da tão sonhada vida universitária. Liberdade! Opa… Perai, amigo. Isso rola só naqueles tradicionais três dias de festas. Não quero te desanimar, nem jogar um balde de água fria. É que o buraco é mais embaixo… e só na hora de pular, é que temos consciência do tamanho do precipício.

A vida adulta assusta né?! Aliás… o que eles chamam de “vida normal” assusta. Procura por emprego, por estabilidade financeira, por casa, carro, aquele relacionamento duradouro e blá blá blá. Mas nem todo mundo tem esses desejos. Nem todos pensam dentro dessa caixinha de desenvolvimento rotineiro. Só que as obrigações nos atormentam, por ora. A ausência de um luz no caminho faz com que não enxerguemos além.

A visão é turva e os ouvidos já estão cansados das mesmas perguntas: Já sabe o que vai fazer? E agora, pra onde você vai? Vai fazer mestrado ou pós? Não pensa em fazer concurso não? Vai morar com seus pais de novo? O salário é bom? Já enviou currículo? E a entrevista será que dia? Alguém te deu retorno? Já tirou seu registro e arrumou a carteira de trabalho?

PAREM! Por favor, parem!

A vida é mais que isso. E quem está passando por esse momento, já se faz todas essas perguntas constantemente. Não é preciso que tenha mais pressão, sabe?! A situação em si já é louca. Se você está de fora e não percebe que esse interrogatório é um porre, eu estou aqui pra te lembrar que é! Não faz isso não… deixa que a pessoa vai falar sobre isso quando se sentir à vontade. Seja desabafar, pra falar sobre uma possibilidade, um e-mail recebido daquela empresa bacana, de uma ideia que teve… não importa.

Se sua intenção é ajudar, chama para tomar uma cerveja, refrescar a cabeça, pra um programa legal na quinta-feira… Mas não fica insistindo nesse assunto “pós-formatura” não, tá?! Fica a dica! Isso é tudo que não precisamos. Ajuda o coleguinha e não coloca mais peso sobre os ombros dele.

Aos poucos, quem acabou de sair da faculdade e caiu no caos do mundo, começa a entender como que funciona essa selva. Começa a ver se vai querer entrar no sistema ou seguir pela rota alternativa. Vai encontrando possíveis caminhos para começar essa nova caminhada, ou buscando lugares onde tem mais chances de ganhar experiências. Ou também, começa a ter ideias empreendedoras, que motivam a correr atrás do que faz bem e do que tem prazer. Essa é a melhor parte. Eu disse a melhor, não a mais fácil.

O que a gente espera, é que no final valha à pena cada gota suada, cada currículo enviado e não respondido, cada lágrima que rolou descontrolada e cada uma das vezes que respondemos aos questionários cansativos e desnecessários. Calma, gente! O tempo de cada um é diferente e a absorção também. E isso não quer dizer que está tudo perdido ou que estamos acomodados. Isso quer dizer que, estamos buscando o que nos fará levantar da cama todos os dias com um sorriso no rosto e pensar: HOJE VAI SER FODA!

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