Eu te desejo um parceiro de vida. E não apenas um parceiro de cama

Eu desejo que você encontre alguém que não seja parceiro somente na cama, no bom, no gozo, na alegria. Desejo que você encontre uma pessoa que esteja contigo em todos os momentos. Quando o sapato apertar, a ferida doer, o cabelo bagunçar, o dinheiro acabar, a maquiagem sair, a alma se mostrar. Desejo que você esteja com alguém que não vá correr e fugir por você ser quem você é. Alguém com quem você tenha a total liberdade de mostrar seus medos e inseguranças, sem medo, podendo conversar e resolver o que te aflige. O que anda te fazendo mal. Falar que sentiu ciúme e poder esclarecer, resolver.

Desejo que você escolha alguém que te coloque para cima, te elogie e incentive seus planos e projetos. Alguém que te respeite e que não faça questão de aumentar sua insegurança te comparando com outras pessoas ou querendo te causar ciúmes. Alguém que te queira, te ame, te valorize. Que faça planos para o fim de semana, próximo ano ou vida, e te inclua em todos eles.

Eu desejo, de coração, que quando você escolher alguém para compartilhar os dias e a vida, seja alguém que valha a pena. Que venha te fazer transbordar. Que seja parceiro e construa uma parceria real. Que seja transparente e se jogue junto com você. Alguém que te queira e queira fazer de tudo para ficar e dar certo. É o que eu te desejo. E que você também seja esse alguém na vida de outra pessoa.

 

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O dia em que eu perdi para o mundo e abri mão de minha intensidade

Nocauteada. Depois de um banho demorado, ao som de Zeca Baleiro cantando “flor da pele” e algumas lágrimas se misturando com a água e lavando a alma, eu conversei comigo mesma e percebi que eu tinha perdido. Essa batalha eu aceito a derrota.

Ser intensa é carregar muitas marcas, dores, agonias, medos. É parecer não se contentar com o que a circunstância oferece e querer mais. Sempre mais. É parecer não ter controle de nada e ser comandada única e exclusivamente pelas emoções. Pelos sentimentos. Acho que não aguento mais o ônus de ser assim. De sentir tanto assim.
É melhor frear. E se não conseguir, de fato, que se consiga fingir. Eu quero agora aprender a me resolver sozinha. Talvez eu esteja querendo um nível de maturidade e autossuficiência muito alto, mas é que ser tão transparente e vulnerável não está dando mais. Meu coração é estraçalhado inúmeras vezes em poucos dias. Vivo à flor da pele.

Em outras palavras, eu fervilho sentimentos na pele. Sinto tudo. Sinto muito.
Cansei… Meu corpo está pedindo um tempo. Meu coração pede arrego. Minha alma clama por tranquilidade. Equilibrar-se nesse caos emocional não está dando mais. Aprender a andar, sem tropeçar, nesse emaranhado de sentimentos, não está sendo possível.
E é por isso que, hoje, eu sinto que perdi para o mundo.

As pessoas, as situações, os encontros, o acaso, o mundo não está pronto para receber esse meu jeito. Talvez eu precise fazer o que sempre li por aí e até achei que tinha aprendido a não fazer: me espremer para caber nas caixas que nos colocam. Acho que, por ora, vou aceitar essa condição. Não tenho mais peito para enfrentar tudo isso. Não tenho mais ânimo para sentir tudo tão intensamente.

Fechei-me internamente para balanço. Preciso aprender a segurar essas feras aqui dentro. Demonstrar menos. Ser um pouco menos. Dizem que tudo em doses altas pode fazer mal, não é? Pois então… Acho que tive uma overdose de intensidade.

O segredo do calor, em uma geração avessa ao amor

Ele parou em frente à minha casa amiga. Parou aqui na porta em uma Hilux branca, com o sorriso mais lindo que já vi na minha vida. Quero te contar tudo, mas não vou entrar muito em detalhes ok?! Só vou dizer que ele estava com uma camiseta branca e um jeans que favorecia muito seu bumbum. Estava tão cheiroso, um perfume que me conduziu naquela noite. Me perguntou onde eu queria ir. Você sabe, eu sempre escolho pizza, sempre vou escolher pizza. Para mim é maravilhoso pizza, mas para o mundo, parece sempre uma escolha banal, comum e nem um pouco criativa. Como não queria parecer boba, deixei ele escolher. Com a voz mais doce do mundo e um riso bem fácil, lhe disse: -Você quem sabe. Você escolhe – tá, eu sei que isso nem combina comigo. Mas acontece que porra, eu queria ser legal. A noite estava fresquinha e pela primeira vez eu experimentei comida japonesa. Entre nós, realmente, eu preferia pizza. Mas aquele sorriso era tão lindo, que eu podia comer até pedra naquele momento que não iria reclamar. Foi uma noite tão agradável. Conversamos sobre várias coisas. Sim, eu contei minha vida, falei de política, de amores, e do quanto sou feita de amor. Ele me levou para casa e parecia que estávamos flutuando. Tudo se encaixou e parecia que o cupido havia no flechado. Tivemos um segundo encontro e andamos de mãos dadas. Nos beijamos sob um lindo luar e nos abraçamos como se nossos corações fossem íntimos. Mas algumas semanas se passaram e ele emudeceu. Ele simplesmente sumiu e se recusa a responder qualquer mensagem minha. Eu sei amiga, você vai dizer que eu errei mais uma vez né?! Vai, eu sei que vai dizer que falhei e que eu não deveria ter saltado de cara, porque hoje não existem mais piscinas profundas. Como você sempre diz, as pessoas não possuem mais profundidade. Mas acontece que você me conhece, eu não me contento em simplesmente molhar os pés. Eu preciso mergulhar. Eu preciso daquele momento em que consigo ver o outro estado da vida, a outra forma de abraçar o mundo. Eu não nego que talvez tenha falhado, realmente eu sempre faço um monte de coisas do jeito errado. Mas antes que me dê aquela bronca de sempre, aquele sermão, que eu nem vou retrucar desta vez, prometo, me diz qual o segredo do calor em uma geração totalmente fria? Enfim, mande notícias amiga.

Com carinho, Alice….

Enquanto isso…

Florescer em meio ás pedras é um ato de coragem

CORAÇÃO MASCARADO, 27 DE ABRIL, DE 2010.

Minha querida, saudade de você e dos seus casos -e acasos- que sempre me fazem refletir sobre algo. Primeiramente, vamos comemorar o fato de você ter se permitido mudar um pouco e ter apresentado ao seu paladar novos gostos. Sair da pizza fez bem. Provar novos gostos e sabores. E isso a gente leva para a vida (risos). Muito feliz por saber, também, que você pôde experimentar essa sensação de encaixe perfeito e pés nas nuvens, mesmo que agora esse cara esteja agindo como um tremendo cafajeste. Daquele tipo que parece armar tudo minuciosamente e logo depois que consegue o planejado, cai fora. Você sabe, minha amiga, eu me faço de durona mas no fundo (ou nem tão fundo assim) sou mole feito gelatina. Finjo que nunca mais caio em nenhuma cilada e basta ver uma luzinha piscando no fim do túnel, que corro feito uma louca em busca dela. Mas é tanta porrada na cara que a gente vai, mesmo sem querer, mascarando o coração. Inventando umas desculpinhas esfarrapadas para dizer que anda blindada, entende? Está tudo tão raso, que a gente finge que é até bom não existir mais profundidades por aí. Só para correr o risco de se afogar? Melhor não. Mas é tudo balela. Afogar-se é o que a gente mais quer. Por isso, não se assuste minha amiga, mas eu te entendo perfeitamente. Conheço você o suficiente para saber que não ia conseguir esperar mesmo para se atirar. E está tudo bem… Ser flor em meio a tantas pedras tem dado um trabalho danado, não é? Mas não fica assim não… Uma hora aparece alguém para te regar com todo amor e afastar todos os espinhos de perto de você. Ainda não descobri esse segredo, mas prometo que quando descobrir compartilho com você imediatamente. Até lá, minha grande amiga, vai florescendo daí, mesmo que os ventos não soprem ao seu favor. Seja resistente. Seja transparente. A partir de agora, o único sermão que vou te dar, é quando souber que você deixou de acreditar. A vida tem me ensinado que todas essas armaduras que colocamos e tudo isso que fingimos não sentir, nos pesa. Atormenta. Maltrata e faz a gente perder o que de melhor há nessa loucura toda: a capacidade de sentir as sensações entrando por cada poro da nossa pele e arrepiando nossa alma. Se isso acontecer, é melhor já ir em busca do atestado de óbito (risos). Grande abraço, minha querida.

Com amor, Liz…

Ele é o meu agradecimento diário

Cresci ouvindo que a vida sempre é uma caixinha de surpresa. Ora boa, ora ruim. Mas que ela me surpreenderia muitas vezes. Ouvia muito, também, as pessoas falando, com tons desanimadores, sobre o amor. “O amor machuca”, diziam. As mulheres ao meu redor, então, sempre foram taxativas, “nenhum homem presta, não tem jeito mesmo”. Confesso que cresci um pouco ”traumatizada”, mas algo em mim sempre acreditou no amor. Talvez tenham sido os filmes da Disney ou talvez os sofrimentos que passei em alguns momentos me puseram umas lentes diferentes frente ao mundo.

Mas esse texto não é sobre dores, traumas ou medos. Esse texto é sobre encontro. Sobre reconhecimento de almas. Sobre a vida ter me mostrado o contrário do que eu ouvia. Esse texto é sobre a sorte e o privilégio de ser agraciada pelo universo, que soprou a favor do meu encontro com o amor. Com o amor da minha vida. Confesso que mais cedo do que eu esperava, mas quem disse que para essas coisas tem a idade certa? Você pode encontrar seu amor aos 17 ou aos 67. A gente não escolhe, acontece.

E com a gente foi assim. Totalmente fora de controle. Nossa história não se parece nada com os filmes das Disney, contos de fadas ou filmes românticos de hollywood. Nossa história é inteiramente real e singular. Mas, vou te ser sincera, causa-me sensações que parecem que toco o céu. Mesmo com momentos complicados, nada supera a felicidade de ter ao meu lado o meu grande amor.

Por isso, assim como diz o titulo desse texto, ele é o meu agradecimento diário. Sabe, eu até poderia ser feliz sozinha. Mas tê-lo a meu lado nessa caminhada é mil vezes melhor. Ele me transborda e inunda minha vida de luz e cor. O seu sorriso é a porta de entrada para o meu paraíso particular. Quando ele beija minha testa, sinto-me inteiramente respeitada e protegida. Quando ele me abraça, sinto que um escudo contra os males foi formado. Quando sinto o seu corpo encostar no meu, sinto cada poro da minha pele se abrir e o meu coração descompassar. Quando nosso caminhos se dispersaram por um tempo e o fio que nos liga se embolou, a vida seguiu. Mas aqui dentro me faltava algo. E, por mais clichê que seja, essa história de que quando duas pessoas estão destinas a ficarem juntas, não há nada que impeça, é real. Ainda bem!

Claro que precisamos fazer nossa parte, mas o destino também trata de fazer a parte dele. E é exatamente por esse encontro e reencontro que eu tenho mais ainda que agradecer. Afirmo com toda certeza e sem medo de equivoco, eu encontrei o amor da minha vida. Compartilho minha vida com um homem que me mostra todos os dias a delicia de ser amada. Que se mostra humano, com defeitos e fragilidades, mas que se mostra mais ainda disposto a crescer e aprender comigo.

E é exatamente por isso, que, fazendo uso de toda a liberdade que me pertence, eu escolho ser dele. O escolho todos os dias ao acordar. Eu quero ouvir aquela voz gostosa me chamando de “meu amor”, quero ver aquele sorriso lindo

irradiando felicidade nos meus dias e quero aquelas mãos se perdendo no meu cabelo até eu dormir no seu peito.

Meu amor, eu quero você! Mesmo quando o dia não estiver ensolarado, a tristeza se acomodar, o mau humor bater à porta e o desânimo aparecer, ainda assim, eu quero você. E quando tudo parecer desandar e a gente achar que não vai dar mais, meu amor, a gente relembra de todos os motivos que nos juntaram e nos mantém lado a lado. Você é meu agradecimento e minha escolha diária. É meu presente e futuro. É meu parceiro e companheiro. Para todas as horas. Para todos os dias. Por toda a vida!

 

A intensidade me destrói…Mas também me reconstrói

Ela arranca meu ar, tira minha paz, rasga meu peito, transcende minha alma e escorre pelos olhos. Ela me coloca contra a parede e exige de mim muitas vezes mais do que suporto. Porque ela não quer saber. Só quer existir. Resistir. Não adianta eu tentar correr, matar ou fingir que não existe. Ela permanece. Ela não larga o osso. Nasceu comigo e vai morrer comigo, faz questão de deixar isso claro. Sinto a mais. Muito a mais. Quem não me conhece de fato acha que é dessas prosas que se diz a beleza de ser intenso. Que nada, meu caro. Tem sua beleza e lado bom, sim. Não posso negar e vou falar dele. Mas eu quero dizer, também, que tem seu lado escuro, doído, dilacerante. Que ainda teimo em lutar contra ela e tentar sentir um pouco menos de tudo. E não confunda, ser intenso não é ser dramático. O intenso não finge, simplesmente é domado por todos os sentimentos e situações. Sente com cada pedacinho do corpo, alma e coração. Sente os poros se abrindo e a dor-e o amor- penetrando cada um deles. Ser intenso é parecer pegar um bocadinho de cada sentir alheio e trazer tudo dentro do peito. Mas, devo confessar…não seria tão eu se não fosse assim. A intensidade me destrói mas me reconstrói. E não sei o que seria a vida molhando apenas os pés. Não sei que graça teria não amar perdidamente. Não fechar os olhos e sentir o cheiro da pessoa que amo e o coração acelerando. Não sei qual sentido essa vida teria se eu sentisse pouco. Se me importasse pouco. Se me contentasse com o pouco. Quero muito. Ser muito. Demonstrar muito. Mandar textão, falar que amo, mostrar medo de perder, ser transparente e me virar ao avesso. Tudo bem se com isso os medos e dores também vêm na mesma dose. Mesmo que eu dê umas bambeadas, nasci pronta para ser intensa. Nasci pronta para essa parada de sentir muito e não querer ser desculpada.

Não sabia o que fazer para você voltar…. Hoje não sei o que fazer para te agradecer

Eu te implorei. Liguei, toquei sua campainha, mandei mensagem no facebook, WhatsApp e apelei até para o sms. Enquanto ficava sabendo que você estava em mais uma festa, bebendo, curtindo e sorrindo, eu estava deitada na cama, sofrendo e chorando. Enquanto via suas fotos nas redes sociais, cercado de mulheres e parecendo levar a vida que sempre desejou, eu estava lendo textos que pudessem me aliviar, esperançar e espairecer. Enquanto você enchia a boca para dizer que não me amava mais e que eu tinha sido um passa tempo para você, eu enchia os olhos de lágrimas e afirmava sem medo que tinha me entregado como nunca e acreditado que era verdadeiro todo o sentimento que você dizia me dar. 

Foram dias, semanas e meses ouvindo que eu precisava dar a volta por cima. Que eu precisava virar a página e te esquecer. Mas eles não tinham ideia da dor que eu sentia e de como meu mundo se encontrava naquele momento. Ninguém fazia ideia do vazio que você tinha deixado ao sair de minha vida. Eu achava que não ia passar nunca. Que eu seria daquelas pessoas amargas, que não veem sentido, tampouco beleza na vida por ter perdido um grande amor. Mas, no meu caso, um falso amor. 

Mas eu não tinha perdido você. Eu tinha me perdido. E para me achar, foi difícil. Árduo. Dolorido. Mas foi possível e necessário.  

Eu precisei que você me olhasse nos olhos e dissesse:” eu não te quero mais”, para poder me olhar no espelho e dizer: “eu preciso de você e preciso te querer”. Tive que buscar ajuda de todos os lados. Amigos, família, terapia, arte, cachorro… tive que encontrar forças em cada coisinha para entender que você ter saído de minha vida foi a melhor coisa que podia me acontecer. Eu recebia suas migalhas e achava que era o que eu merecia. Recebia seu amor indeciso e achava que era lindo. Mas lindo mesmo foi me encontrar e perceber que a gente não precisa de ninguém que não faz questão de nossa presença. Lindo mesmo é cair na real e conseguir deixar para trás alguém que te prendia no sofrimento. Lindo é ver aquela pessoa pela qual você passou dias e mais dias na fossa e ao invés de sentir dor, sentir somente vontade de dizer: Obrigada! Você foi meu pior romance e minha melhor lição.

Ninguém explica o que acontece, mas eles sabem o que sentem!

Eles são assim. Um em cada canto. Um curtindo a vida de um jeito, beijando outras bocas, deitando em outras camas, aquecendo outros corpos, entregando-se a outros prazeres e gozos por aí. Mas no fundo -ou nem tão fundo assim- eles sabem que são melhores juntos. Que o que eles juram ser apenas uma satisfação carnal dos desejos que parecem não ter controle algum, é mais. É maior. É intenso. Ele pensa nela todas as vezes em que vê aquela balada cheia de mulheres gatas, mas nenhuma chega aos pés daquela que fez morada em seu peito. Nenhuma foi capaz de, depois da noite intensa de prazer, fazê-lo ter vontade de ficar para o beijo na testa de bom dia em uma segunda feira.  

E ela, todas as vezes em que conhece outro cara e jura que vai dar certo, lembra dele. Lembra que as sensações que ele a faz sentir nenhum outro faz. Lembra que nenhum possui o mapa do seu corpo na palma das mãos (ou nos lábios), como ele tem. 

E, na noite de sábado, após a bebedeira e tentativa em vão de esquecer um ao outro, quase que em sincronia e telepatia, eles pegam o celular na intenção de mandar uma mensagem. E, quase que ao mesmo tempo, um manda para o outro: por favor, vamos nos ver. Estou com uma saudade louca de você. Sorrisos se abrem. Corações descompassam. Pernas tremem. Perfumes exalam. Olhares se cruzam. Corpos se atraem. Beijos são dados. Cama bagunçada. Prazeres singulares acontecem. E, ao final, eles se certificam: como a gente perde tanto tempo querendo se enganar? O melhor aconchego sempre será um no outro.  

E terminam a noite na esperança de não fugirem mais dessa sina e destino. Mas amanhã…bom, amanhã tudo pode acontecer. Esse casal é daqueles que não requer entendimento, só sentimento.