Ei, olhe com outra lente para a sua vida!

Alguma vez em toda a sua trajetória você já tentou ver o lado bom das coisas? Ou você só diz isso como conselho? Só impulsiona as pessoas a fazerem o que você mesmo não faz?

O que é o lado bom da vida? Quando tudo sai do jeito que você quer? Porque não é isso.

O lado bom para ti é quando você não é o único que sofre?

Todos nós vivemos muitas coisas no dia-a-dia. E quando essas coisas envolvem pessoas, a intensidade aumenta ainda mais. E quando envolvem sentimentos, as coisas talvez piorem. E no meio de todas essas coisas que a gente vive estão “vários dois” lados da vida: certos e errados. Só que, mesmo quando dão errado, podemos enxergar algo para tirar como lição e fazer certo em uma próxima ocasião. E por mais abstrato que isso seja, pode ser quando a gente cresce: quando as coisas não dão certo. É abstrato, não mentiroso. Ninguém vive só de beijo na boca. Pensar duas vezes também dá um prazer imenso.

O problema é que a gente teima em problematizar as coisas. Transformamos dias ruins em vidas inteiras arruinadas. Nós temos a ousadia de julgar a vida como UMA MERDA porque quem a gente quer beijar quem não quer beijar a gente. Não é louco? Se você reduzir os problemas do seu coração, aqueles que envolvem sentimentos, vai perceber o quanto são pequenos e se engradecem por nossa culpa e pela nossa expectativa frustrada.

Não serei óbvio aqui e dizer que deve ver o lado bom de terminar uma história com alguém, isso é fácil demais para quem não sentiu na pele, para quem não viveu a história. O lado bom, talvez, seja você ter como pegar um ônibus numa cidade onde muita gente só consegue pegar o chinelo. E olhe lá!

O lado bom do seu emprego que você considera uma droga é você ter um emprego. E outros milhões de exemplos parecidos. Então olhe para a sua vida e enxergue o lado bom. Sempre terá, sempre existirá, em cada pedacinho do seu dia, muito além dos grandes momentos complicados que envolvem sentimentos.

É como na historinha dos dois copos que contém a mesma quantidade de água: em um deles, um se afoga, no outro, um faz dele, uma piscina. Essa metáfora, nos mostre que, os problemas da vida vão de acordo com a reação de cada um frente à cada complicação. Uns complicam menos e outros mais.

Rogerio

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Descobri em você

Descobri nos teus olhos o brilho que eu acreditava estar extinto. A luz que há muito tempo estava apagada nos meus. A ternura que eu já não encontrava em lugar nenhum.

Descobri nos teus olhos a cor já esquecida da minha vida, e que agora me colore. Descobri na tua boca a vontade de não me separar, o desejo de me envolver e a saudade ao me afastar.  Descobri na tua boca um dos sorrisos mais bonitos que já vi e o hálito mais doce que já dividi.

Descobri no teu abraço a calma para todo o cansaço que há em mim. Descobri nos teus braços, que a solidão que há em mim pode cessar. Descobri nos teus braços e abraços algo completamente novo.

Descobri nos teus abraços o conforto que eu precisava e que é exatamente o que posso oferecer. Descobri no teu abraço o porto para me ancorar e o remédio para nunca mais me entristecer.  Descobri em você o que nunca imaginei que pudesse ainda existir em mim. Descobri em você o melhor de mim!

Rogerio

O legado de ‘A culpa é das estrelas’

O romance de John Green, que chegou às telas brasileiras em 2014 para emocionar milhares de pessoas, de diferentes idades, deixou um legado para todas aquelas pessoas que amam boas histórias e que aprendem com elas.

O enredo (tanto o livro quanto o filme) nos mostra uma Hazel Grace totalmente desencantada com a vida, em todos os sentidos: saúde de mal à pior, pais superprotetores devido à situação avançada do câncer e um cotidiano extremamente repetitivo, como por exemplo, quando ela fala que a mãe a achava deprimida por ter lido muitas vezes o mesmo livro: Uma aflição imperial (UAI).

Ainda por cima, a linda garota (interpretada nas telinhas por Shailene Woodley) precisa, obrigatoriamente, frequentar um grupo de apoio, onde pessoas vítimas de câncer se reúnem para dividir angústias, tristezas, alegrias experiências e etc.

Porém, como em toda (boa) história, Hazel sai de casa em mais um dia comum, ruma ao grupo dr apoio, mas dessa vez mal sabe o que a espera.
Assim que chega ao grupo de apoio (situado literalmente no de Jesus) ela conhece (do melhor jeito possível) um garoto bonitão, amigo de um dos frequentadores do grupo de apoio.

“Ei, você, se soubesse que encontraria um Augustos Walters (Ansel Elgort), sairia de casa? Não responda!”.

O enredo tem seus altos e baixos, partes tensas e engraçadas e também, mais momentos tristes do que alegres. Contudo, Green nos coloca frente ao dilema perpétuo: se  devemos nos entregar inteiramente à pessoa que, depois de muito tempo, passou a arrepiar cada fio de cabelo do nosso corpo ou, se devemos nos privar, não se envolver  para não machucar o outro.

No caso de Augustus e Hazel, eles precisam decidir rápido. Será que dois adolescentes norte-americanos (doentes) podem ir à Europa para realizar um sonho? Será que dois adolescentes debilitados podem conhecer a vida de uma das figuras mais emblemáticas da II Guerra Mundial? E será que eles… Não vou dizer o que vocês estavam esperando, pois não cabe a mim contar o ápice/clímax dessa linda história de amor ‘adolescente’. Cabe a quem não leu, ler. E a quem não assistiu, assistir.

Só posso dizer e quem leu/assistiu vai concordar comigo (eu acho), que o grande legado, o que a história nos ensina é: nós precisamos aproveitar cada segundo. Cada segundo mesmo. Estamos de passagem nessa vida. Será que temos tempo para arrependimentos e privações? Não estou dizendo que não devemos refletir. Sim, nós devemos sempre questionar aquilo que somos e aquilo que queremos ser. Só não podemos ficar parados, arrependidos.

Nós devemos abraçar os nossos pais e irmãos todos os dias, fazer amigos novos sempre que possível (claro que confiar requer mais seletividade e tempo) e nós devemos nos entregar sem ter medo do amanhã, pois o amanhã, muitas vezes, pode não existir.

E por fim, nos faz pensar que algumas histórias terminam sem ponto final, sem que você possa dizer: “Meu amor, você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados e não sabe o quanto eu sou grata pelo nosso pequeno infinito”.

Você vai rir, chorar, rir de novo, se encantar, se emocionar e no fim, vai querer mais.

‘A Culpa é das Estrelas’ me ensinou que cada um de nós, tem dentro de si, um apocalipse individual. E que o verdadeiro amor nasce em tempos difíceis.

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Preciso de você

Preciso saber a distância de todas as suas idas, preciso ter você e juro que se o sol levantar da cama antes e te proporcionar insônia, vamos brigar com ele.

Preciso comemorar os nossos cafés da manhã juntos, debater a rivalidade entre nossos gostos. Quero ver você pedindo um sabor e eu outro.

Preciso ver você indecisa, escolhendo a roupa que pretende usar para sair. Preciso te ver pegando o celular para me ligar.

Preciso ver as suas lágrimas quando confessar que possui duas vidas. Preciso ver a sua cara quando eu te chamar para um “rolê” na chuva.

Preciso ver as suas mãos acariciando os meus cabelos que gostaram de ser penteados. Preciso ver o seu riso meigo ao ver uma menininha que antes riscava as paredes da nossa casa e hoje desenha um amor em outro coração.

Preciso te ver entre o tempo que insiste em passar e não passear. Preciso ver você quando olhar no espelho. Preciso ver você sempre.

Sei que o meu amor nunca foi cego, aliás, ele me ensinou a enxergar a vida.

Preciso tanto de você!

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A vida prega peças

Quem nunca passou pela situação de encontrar uma pessoa depois de estarem brigados há um tempo e mais, sem se ver há meses, não sabe como é, ao mesmo tempo, sentir frio na barriga e coragem.
É, e comigo foi assim.
Cinco meses depois do último encontro. Uma semana depois da briga que os dois juravam que seria a definitiva, lá estava a sensação de que algo iria acontecer, o que exatamente, nunca se consegue saber.
E São Paulo é uma cidade que prega peças. Naquele dia chuvoso eu sabia, embora negasse, que o destino tinha uma carta na manga.
Entrei no metrô e nossos olhares se cruzaram imediatamente. Sem graça, ela abaixou a cabeça e, a conhecendo como conheço, posso afirmar que não ergueria para olhar de novo, por nada no mundo.

E eu, que até então também estava decidido a não falar mais com a pessoa, a encarei por mais alguns minutos e manteria o orgulho: não falaria sequer um simples “oi”.

Mas às vezes bate a sensação de que é melhor não sucumbir ao orgulho. De que é melhor não bancar o durão e se arrepender no dia seguinte.
Pensei durante os minutos que a olhava de cabeça baixa e chamei-a pelo nome. Quando ela olhou, pedi para que viesse para perto e surpreendentemente, ela atendeu.
Conversamos e eu dizia, a mim mesmo enquanto a olhava: “graças a Deus que te encontrei hoje”. A verdade é que esses meses de distância só fizeram a saudade crescer e a última briga trouxe, depois de muita teimosia, o sentimento bom de rever e falar com quem você tanto gosta.
A verdade é que sobre nós dois, ninguém nunca vai saber sobre tudo. Nunca, nunquinha.
Nós dois passamos juntos por tantas coisas, boas, ruins, péssimas e também maravilhosas. Nós conhecemos um ao outro como poucos se conhecem e capaz que depois de tudo fôssemos fazer o papel de dois desconhecidos. Dois estranhos.
É, talvez se eu não tivesse agido, ficaríamos assim, ficaríamos parados. Até certo ponto pensando um no outro, mas sem fazer o que estávamos habituados a fazer: se abraçar e dizer: “estava mesmo com saudade”.
É, a vida prega peças, muitas. E às vezes, para conseguir montar o quebra cabeça, você precisa dessa peça. Essa que a vida pregou no mural do seu destino.
Não ao orgulho, o amor transforma tudo que é ruim em lembrança boa. Transforma encontros desagradáveis em agradáveis conversas de desculpas.
O amor transforma o mundo. Pena que nem todos sabem disso.

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O passado: amigo ou inimigo?

Todos os acontecimentos negativos ao longo de toda jornada deveriam servir como fonte de aprendizado. Isso mesmo! Lembra quando a sua mãe disse, depois de você ter aberto a porta, arrasado, por causa de uma briga com a namorada: “Tenta tirar algo positivo dessa situação e não vão mais brigar”. Ora, ela estava certa, embora você, preso ao mundo das incertezas, a tenha contestado. 
O que acontece é que nós, seres humanos, mutáveis, transformistas, somos levados a pensar no pior antes mesmo que as coisas aconteçam. Isso acontece com frequência, e quase todas as pessoas fazem isso, simplesmente para evitar decepções. Nessas horas, especialmente quando essa grande incerteza advém de uma relação (do passado) instável, vale sempre pensar numa coisa que é, indiscutivelmente, muito fácil, de ser pensada/entendida: “Tudo passa”. Só isso? Sim.
Quem assistiu aos maravilhosos desenhos da TV Cultura vai lembrar que, por mais difícil e doloroso que seja um acontecimento qualquer, o amanhã existe, os amigos existem, a família existe e a natureza existe. Você pode chorar uma madrugada inteira, mas vai adormecer e quando acordar, estará um pouco mais conformada. Porque “a dor precisa ser sentida” para que a superação possa vir. Mas não vir hoje para ir amanhã. 

Com o tempo a armadura vai ficando mais forte. O problema é que às vezes se torna uma armadura tão impenetrável que barra até os ventos de otimismo de entrar. Por isso, é preciso saber quando, aonde, e para quem vai abri-la. Vai que você a abre para uma pessoa que fará mais bagunça do que você pode arrumar. 
Assim, o passado é importante, pois nos impede de cometer os mesmos erros. Só que o passado também se engana. Quer um exemplo? Aqui vai: Sabe aquele cara que você viu lendo “o seu” livro preferido no metrô? Ele mesmo, aquele que você achou bonitão. Talvez ele seja o maior bagunceiro do mundo, mas talvez ele seja o cara que faria você esquecer todos os beijos do mundo e só querer o dele depois de uma longa e exaustiva semana. Ela pode ser a garota que você tanto sonhou depois de assistir milhares de vezes o filme “Amizade Colorida” e ouvir “Closing Time” até enjoar.

Ambivalência pura! Um pouco de cuidado e um pouco de ousadia. A vida é dialética e o passado também, ele pode ajudar e atrapalhar. E por isso, uma terceira coisa é válida: a adrenalina de arriscar. Ela é de cada um. Cada um sabe até onde pode confiar em sua intuição. 
O passado também se engana? A auto proteção também se engana? E a ousadia também se engana? Não. O ser humano se engana. 
E se você se enganar, lembre-se que existe um amanhã.

  

Os inseguros e ciumentos precisam ler isso

O fim de um namoro, noivado, casamento e até mesmo de uma amizade ou rolo, por insegurança e ciúme, é um dos momentos mais difíceis e dolorosos para todos aqueles que, como o Charlie de ‘As vantagens de ser invisível’, mergulham de cabeça em todas as relações, momentos e pensamentos, mesmo sem verificar, antes, se há água na piscina.

Para esses, que sentem infinitamente mais do que gostariam, uma simples mensagem de “boa noite” acompanhada por ponto final depois de ter passado o dia todo esperando a pessoa para conversar causa a estranha sensação de dor na pontinha do estômago. E logo insegurança e o ciúme batem à porta, de pijama, prontos para dormir de cochinha você. Uma briga mais intensa com seu (a) melhor amigo (a) por ciúme pode causar uma dor irremediável, que sempre vai durar toda a eternidade de uma madrugada em que o sono marcou encontro, fazendo você dispensar aquela maratona de séries e não apareceu, deixando você com o celular na mão, olhando fotos que nem deveria ter na memória do celular.

Só quem é inseguro e ciumento e já passou pelo termino de uma relação sabe o quanto é horrível pensar que, em alguns dias, seu lugar de anos será ocupado por alguém que não dá a mínima para quem você tanto ama mais do que tudo, e que só está ali por diversão.

Na maioria das vezes (isso não é lei universal), essas relações já começaram erradas: foram regadas com a ideia de que sentir insegurança e ciúme sempre são coisas pura e simplesmente normais, quando não são. É claro que uma vez ou outra, de tão carentes que são os seres humanos, seja absolutamente normal sentir um desses dois pontos finais de relacionamentos.

A insegurança, por sua vez, coloca todas as nossas certezas, as mais íntimas e pessoais, em jogo. Quando por exemplo, é só a pessoa que gostamos aparecer online no Whatsapp e demorar um segundo para responder que nós já pensamos, nesse vago segundo, em variados tipos de traição, trocas e substituições. É que quando ficamos inseguros, fazemos as piores coisas do mundo.  

O ciúme, por outro lado, anda de mãos dadas com a teoria da traição. “Você estava falando com ela?”, “Sim, estava” e essas duas palavras fazem o papel de um roteiro de cinema, onde se imagina que a pessoa fez uma viagem à Paris, visitando os locais parecidos com os de gravação de “A culpa é das estrelas”, com uma pessoa que, no máximo, pode ter apenas perguntado algo, despretensiosamente, sobre aquele clube de dança que ela mesma frequenta com o namorado. Ciúme não é sinônimo de amor, é sinônimo de tudo, de posse, propriedade, menos de companheirismo, afeto e confiança. A traição talvez seja pior do que o ciúme, mas lembre-se: a pior traição é aquela que criamos dentro da própria cabeça.

Por fim, para os inseguros e ciumentos de plantão vale um pouco, o mínimo que seja, de altruísmo. Pois anão há relação que suporte esses dois pianos que ficam mais pesados dia após dia, discussão a cada discussão. Comecei o texto descrevendo algumas práticas/ações das pessoas muito inseguras e ciumentas, não à toa, há um motivo: vocês são pessoas repletas de, além de ciúme e insegurança, amor e carinho para dar. Só precisam medir as doses de cada uma dessas coisas. É claro que um pouco mais de confiança sempre ajuda na receita.

E por último, para encontrar algumas respostas de como diminuir esses males, não adianta sair perguntando para os amigos sem antes olhar para si mesmo. Porque quem deseja encontrar seu “eu” interior não deve sair perguntando o caminho para outras pessoas.

Individualismo? Não. Auto-conhecimento!