Queria que fosse diferente, mas ainda é sobre você!

Eu tô uma confusão só, um futuro incerto acabou de bater em minha porta, ele é incrivelmente maravilhoso, possuímos algumas diferenças e eu não queria que fosse de outra forma.

Ele vive a me dizer tudo que sempre quis ouvir, ele sorri, ele me faz sorrir, ele me enche de mimos, carinho, ternura e me fala de um amor que até hoje eu fui a única parte a doar, sem realmente fazerem o mesmo por mim.

Conquistou a todos em doses de segundos, entrou nas piadas da família, conquistou a admiração da minha mãe, ele tem se esforçado para fazer morada em meu coração, e por mais que todo mecanismo do meu corpo insista para que eu me entregue a ele, ainda existe aquela parte que pertence a você.

Todos meus medos, inseguranças, toda aquela velha dor tem virado visita frequente, e é um porre reviver os fragmentos do seu adeus. Como irei me entregar a uma nova pessoa se ainda tenho a lembrança de seu último abraço me queimando a pele e rasgando a alma?

Ninguém nunca me feriu tanto quanto você, por mais que você mereça o esquecimento, tudo em mim ainda implora para que eu volte para a nossa história e diga a esse novo alguém que aqui o lugar sempre será seu.

Eu só queria poder ter a certeza que ele não irá me abandonar quando finalmente eu me declarar, ou que ele não vá soltar a minha mão quando as coisas ficarem difíceis, eu só queria que ele nunca viesse a desejar um novo amor, que ao meu lado ele escolhesse sempre novos cenários, mas que nossas raízes fossem gravadas na história de um capítulo diferente e singular.

Onde juntos construiríamos novas memórias onde você não fosse lembrado, e que ele ao meu lado escolhesse morar, e juntos viveríamos tudo aquilo que um dia você teve a chance, mas escolheu então me abandonar.

Eu simplesmente te apaguei da minha vida. Como um sorvete que no final só sobra a colherinha de plástico indo ao lixo, ou a areia da praia que deixa meu corpo durante o banho, me desfiz das recordações como o carvão a queimar na churrasqueira em brasa, abri a janela e deixei o vento levar as últimas cinzas embora.

Tudo novamente na simetria perfeita, a não ser pela minha memória que filtrou todo amor em um HD criptografado e inviolável. E sempre que a saudade aperta eu me lembro que posso conhecer novas pessoas, provar novos beijos e me deleitar em outros corpos, posso tentar me livrar de todos os vestígios do que um dia pertenceu a nossa história, mas jamais poderei fingir que ela realmente não existiu. Ah se eu pudesse…

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O tempo curou as feridas

Ela esperou o tempo passar. Ela acreditou que o tempo poderia se encarregar de mudar esse sentimento que tanto fez o coração dela doer. Ela só fez esperar. E enquanto espera, viveu. E enquanto vivia, cresceu.

E crescer fez ela notar que a vida é tão curta pra se preocupar com problemas pequenos e pessoas que tinham todos os motivos para permanecer ao lado dela, mas mesmo assim preferiram partir. Essas partidas doeram e marcaram o coração dela, deixaram um buraco que o tempo transformou em uma cicatriz que sempre quando é lembrada, diz o quanto ela mudou.

E ao olhar para trás ela segue sem saudades alguma do que já foi um dia. E ao olhar pra si? Se encontra tão apaixonada pela mulher que se transformou que não sobra tempo pra mais nada. Deixou de lado as lágrimas, resgatou os sonhos, vestiu-se com uma baita vontade de viver.

A incerteza do amanhã parece tão complexa que muitas vezes preferimos estagnar nas amarras de um passado seguro unicamente para não colecionar novas dores. Mas foi enfrentando os meus medos e colocando sal nas feridas dela que conseguiu reconstruir sua essência – que já estava cansada de todos que por passaram e não se deram o luxo de ficar.

O adeus machuca, o desdém maltrata, a indiferença é uma navalha afiada, e todos os sentimentos que afetaram-a hoje se tornaram antídoto para os males que possam querer atingi-la. Ela está protegida, anda de mãos dadas com aquele velho sentimento de paz restabelecida, e agora ela tá é com preguiça de gente séria e fugaz.

Ela quer apenas um filtro do sonhos carregado dos melhores e mais intensos sentimentos que possam existir, afinal, a alma dela é feita de recomeços e ela está pronta para ingerir uma nova dose de vida. O tempo curou as feridas e ela recomeçou. A vida segue, e ela resolveu seguir também.

Parte de mim teme o que parte de mim!

Sonhos, desejos, gostos, sabores, memórias, lugares, estado de espírito, como eu adoraria que tudo fosse registrado no filtro fotográfico do tempo onde sempre que eu quisesse teria livre acesso apenas com o pensamento. Mas nem tudo é assim, simples, fácil, a disposição de um querer.

Um dia li uma frase que reverte exatamente naquilo que me prezo a moldar minhas experiências. Ela dizia mais ou menos assim:

“Ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo. Assim como as águas que já serão outras. ” (Heráclito)

E esse pensamento de Heráclito me acompanha desde o segundo que conheci suas sábias palavras, e se formos parar para analisar, quantas coisas que já possuímos, gostamos ou vivemos que hoje já não faz mais parte de nossa rotina meramente organizada? A pessoa de seu primeiro beijo se tornou o seu eterno amor? Você morreu depois daquele pé na bunda?

Ainda reclama das espinhas que brotam em seu rosto? Senta no mesmo banco todo final de tarde para contemplar o pôr do sol? Gosta das mesmas músicas? Tem os mesmos amigos? Luta pelos mesmo sonhos? Ainda mora na mesma casa? Somos seres humanos e nossa tendência é ser apegados a tudo que nos mantem vivos. Porém a verdadeira essência se encontra no realmente viver, e não ser apenas mais uma estatística de ponta solta por aí.

Ao mesmo tempo que se jogar no novo parece uma delícia, sempre que me sento no chão gelado da minha varanda e gasto alguns minutos vendo velhos álbuns de fotografia, ainda sinto o mesmo frio na espinha e o sorriso bobo de canto como se ainda fosse a primeira vez que aquele momento aconteceu.

A nostalgia é um soco na cara sem aviso prévio, ela nos taca no colo do passado e nos preenche com um desejo insano de viver tudo outra vez, metade de mim quer fechar essa parte e simplesmente seguir em frente. “Foram momentos, deixe-os para lá”, brada a minha consciência, e a outra metade de mim me puxa para a delícia de um momento que já me fez vivenciar os mais indescritíveis sentimentos.

Se manter fiel a uma lembrança só irá tirar de nós novas histórias. É tipo fotografia, registramos o momento, sentimos toda vez que vemos, mas as pessoas ali já não são mais as mesmas. Então a realidade ajusta meus ponteiros e me lembra que sempre irei evoluir, e que bom já não ter mais os mesmos gostos ou referências, significa que a cada batida de meu coração mais veloz ou menos desacelerada eu estou finalmente vivenciando aquele momento, que um dia também será parte de um passado o qual irá sempre e para sempre fazer parte de minha essência. Então que eu seja essa constante metamorfose ambulante a colecionar histórias por onde eu passar e que vez ou outra também possa ser a saudade onde alguém irá desejar habitar.

Não quero recomeçar sem você!

As circunstâncias da vida insistiram em nossa história se meter, entre beijos e brigas um “pause” forçado deixamos acontecer. Quem é que nunca passou por desentendimentos ou um “Eu não te amo mais”?

Palavras ditas da boca pra fora, um coração estraçalhado de dor com uma vontade de pedir que tudo se ajeite e a mesma vontade pendendo para o lado de:

Ah! Sei lá, deixa o baile seguir.

Eu tentei, você tentou, ambos falhamos com sucesso. O carinho se tornou desdém, o desejo cedeu o lugar para o orgulho, a presença passou a ser incômodo e o que um dia foi amor vira um porre de solidão. O tempo rola, o “para sempre” parece que definitivamente se acabou, sem chances para um recomeço.

Até que então a faísca que parecia estar a se dissipar respinga em minha pele a me lembrar que apenas o seu toque é que tem o dom de me fazer sorrir. Um beijo, um abraço, uma vontade, droga, acho que a saudade vem logo atrás. Então olho para o lado e tudo ao meu redor está em ruínas.

Como é que pedir tão facilmente o trilho de minha vida?

A sua ausência me fez provar de um amargor sem igual, tudo que desejo é o sabor daqueles lábios que um dia foram unicamente meus. A ideia de que outra pessoa possa estar entre sua nova rotina é o suficiente para me irritar.
Então nos esbarramos em um encontro despretensioso e finalmente tudo volta a se encaixar.

-Senti sua falta.
-Será que agora você entende que ao seu lado é onde unicamente desejo ficar?
-Sim, eu não quero mais ficar longe de você.
-Então para com essa marra, volte pra nossa história e juntos vamos buscar a única fórmula de amar.

Não importa as voltas que o mundo dê ou tão pouco o peso de uma decisão, se tivermos que terminar juntos então será essa a hora de recomeçarmos o nosso capítulo principal. E juntos iremos escrever o recomeço daquela nossa história de amor.

A voracidade do nosso adeus não deixou lugar para um recomeço!

Depois de você algumas coisas perderam a graça, até os gostos mais saborosos deixaram a boca com o sabor do cabo de um guarda-chuvas. Eu sei, eu sei, nunca experimentei o cabo de um guarda-chuvas, mas sabe aquele gosto que fica no outro dia da ressaca mais do caceta que você já viveu para contar? Pois bem, é esse mesmo aí. Amargor de alma e de coração

Tem sido assim todos esses dias sem notícias suas, é como se a ressaca não quisesse mais ir embora e o gosto da framboesa madura se tornou um “tanto faz”. Meu quarto tem aquele resquício estranho de uma saudade mal matada e da droga dos filmes que você esqueceu comigo espalhados por tudo que é lugar.

Até os emojis perderam a finalidade, aquelas cores eram nossas e as hashtags se tornaram comuns. Escuto todos os dias a mesma playlist, dizem que reviver o passado em gosto musical é pedir para chorar tudo de novo. Mas posso te contar um segredo?

-Eu não derramei uma só lágrima desde que você se foi.

Algumas ciladas do tempo embutidos no meu filtro da memória me fazem soltar aqueles suspiros de: “poxa, um dia ele esteve por aqui, não mais”. Mas fora isso a rotina está cada vez mais acumulativa e eu sem tempo nem para fazer aquele rabo de cavalo que você tanto gostava.

-Está diferente hoje dona Carolina. Fez algo novo no cabelo?

– Ele está apenas sem pentear seu Antônio, mas valeu pelo elogio, passarei a usar cada vez menos o pente.

Até o porteiro do meu prédio notou que havia algo ali fora do lugar, mal sabia ele que o cabelo é apenas um adendo de todos sentimentos emaranhado em solidão que eu deixo da porta para dentro e por trás de cada sorriso amarelo que dou quando me perguntam sobre você.

-Ele? Sabe que não sei? Vi que sua última atualização do Instagram era em um retiro espiritual lá pelas bandas do Apalaches. Deve estar bem né? Aura limpa, chakras no lugar. A nova vida está fazendo bem para nós dois.

Por trás de minhas palavras um bocado de sarcasmo embutido em uma garota fria e que sua falta não sente mais. E é aí que me perco, o que é sentir? Por você eu tive dos sentimentos mais loucos e de consequências impensáveis. Mas era simplesmente único sentir tudo na pele com aquele gosto de voracidade.

Me lembro do nosso último encontro, beijos, adrenalina, dúvidas e desejos.

-Onde é que está a minha blusa Rodrigo?

-Não sei Carolina!

Na realidade nós dois sabíamos, você sempre a escondia para que na hora da volta eu pedisse uma sua, e assim o seu cheiro me acompanhava e já me lembrava de todos os motivos que eu tinha para voltar.

No guarda-roupas tem umas 5 ou 6 peças suas, tenho que pedir para o porteiro despachar pra mim, afinal, o seu cheiro ali não encontro mais, e os meus motivos? Como sal na água ele se desfez, e hoje às lembranças são as únicas certezas que tenho de que um dia tudo isso realmente aconteceu.

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Nos pertencemos por amarmos a liberdade

Não importa se é sexta-feira 13, domingo de ramos, páscoa ou natal, se o relógio marca dez horas, meia noite ou se já são sete da manhã, não importa que horas que ela terá que levantar no outro dia, ou qual a responsabilidade que à espera ao voltar para realidade. O momento para, a terra não gira e dois corpos se entregam.

É uma mistura louca de desejo com respeito e com um papo leve no final, um beijo de despedida que já marca o próximo roteiro e o gosto de quero mais embalado para viagem. Somos uma mistura de músicas preferidas, com histórias parecidas e um único desejo, o de viver a vida, fugacidade nos definiria, nada menos poderia ser, nos apoiamos na loucura de juntos nos perdermos.

Enquanto a maioria prefere canja quente, cama e edredom, nos arriscamos na velha estrada onde o tédio não tem vez e tão pouco itinerário, ela me acompanha e me apoia mesmo batendo o pé que jamais irá ser minha, é a primeira a quem conto sobre aqueles projetos que em meu coração fazem morada, ela insiste em dizer que será só mais essa vez e que depois eu posso esquecê-la, mas o seu cheiro em meu lençol me faz mais e mais querer tê-la em meus braços.

É mais do que pele, química e tesão, ela é minha calmaria em dias terríveis, é o calor que espanta o inverno, é a pessoa mais insana e dócil que eu poderia conhecer. Se nos pertencemos? Jamais, apenas nos transbordamos de uma espécie de loucura boa de se viver. Eu acho que quando ficar mais de idade vou querer uma quitinete e um frigobar para minha cerveja de domingo não esquentar, o bom e velho Cazuza na vitrola e uma rede na varanda, ela ao meu lado discutindo pela milésima vez qual será o nome do nosso herdeiro que está prestes a nascer.

Mas sempre que compartilho esses devaneios, ela veste a sua roupa, diz que é melhor deixarmos o papo furado para uma outra hora, que o sol está raiando e trabalhar ela tem que ir, que amor é lorota, que quem acredita em finais felizes são calhordas e que ela é quem manda em tudo que irá sentir. Às vezes acho que ela foge de mim não exatamente por ser eu, mas sim pela intensidade que carrega em seu peito com sentimentos que são meus.

Ela possui a carga emocional mais complexa que uma mulher pode aguentar, e de pose de durona ela espanta qualquer conquistador meia tigela que tentando de balela em balela no papo a levar, ela não é garota de 5 minutos e nada mais, tem todo um contexto que precisam para a sua atenção ganhar, e meu amigo, quer um conselho? Finja que acredita que ela é um receptáculo sem coração, e ela abaixará a guarda e por sorte um dia você ganha de vez também o seu coração.

Sobre as minhas esperanças para esse final? Eu torço que ele nunca chegue, e que com: “esse não temos nada”, “sou só minha e de mais ninguém”, ela complete mais um ano ao meu lado, e que dela eu seja refém, ela é mulher única e de um valor sem igual, estou na luta firme e forte de que um dia à mim ela escolha para ser seu par.

-Eu sou um vício Pedro.

-Eu não preciso de reabilitação alguma para viver, apenas a certeza que amanhã novamente irei amar você.

O que os difere é o que os tornam inseparáveis, Carolina foge do amor, mas se joga em seus braços, Pedro é fugas e louco por liberdade, mas se prende na cadeia de seus beijos e dispensa habeas corpus, loucuras de um casal que se une pela endorfina do amor e que se sentem livres exatamente por amarem.

 

Se eu podei o seu amor, você foi quem me deu a tesoura

Dias, meses, anos, a saudade as vezes ameniza, em outro momento ela vêm sem sobreaviso e soca o meu estomago, me causa náusea, dor na alma e também faz brotar em meus olhos castanhos lágrimas que queimam ao roçar a minha pele morena.

Basta, cansei das suas dúvidas nas horas que precisei de sua decisão, e de suas certezas que vêm em um combo de juras de amor nas horas erradas, não quero mais cruzar a mesma rua que você faz morada, quero me perder em um destino incerto, conhecer novos olhares, me prender em outros desejos, e me deixar levar por novos beijos. Não quero mais esperar por alguém que não sabe nem ao menos se quer voltar ou o porquê quis realmente partir.

– Mas eu te quero, eu te amo, eu posso te merecer Ana Clara.

Isso você me disse tantas outras vezes, um dia logo após eu lhe ver em braços que não eram os meus, beijando outra boca sem nem ao menos se sentir culpado, foi o meu coração que ficou em meio a ruínas de um fim que estava tão escancarado em minha frente e eu sempre me neguei a enxergar.

Eu que sempre fui segura de minhas vontades, abri mão da minha vida, do meu sorriso e até do meu amor próprio tudo para satisfazer o seu ego, não venha me jurar amor se você nem ao menos sabe o que significa essa palavra fora do dicionário, o estrago já está feito e tudo que espero é que ao bater à porta logo após você sair que não venhas mais impor a sua presença em minha vida, fechei para visitação, esteja ciente disso.

Mas caso insistir na teimosia de sempre e resolva aparecer esteja preparado para ver a cena ai do banco de reservas, e será a minha vez de estar desfrutando de um prazer momentâneo, de um lance causal ou de uma linda história de amor, essas que sempre fujo por não ter na pessoa os resquícios que ainda espero de você, mas agora é minha vez, sairei sem nem ao menos olhar para trás, deixarei no chão o casulo que me aprisionava à esta história que já conhecemos o final, lhe deixo uma casa vazia sim, porque todos os sentimentos dos mais nobres até os mais ousados, levarei comigo, para entregar a uma nova pessoa seja ela quem for.

Não foi fácil optar por uma nova rotina sendo que a antiga ainda era tão convidativa, mas ter que conviver com o seu desdém e pouco caso estraçalhou a minha dignidade em incontáveis partes que até hoje tento reparar o estrago, então me desculpe se não possuo mais saco para ouvir as suas lamentações ou de estar sempre com tempo para lhe responder, há, aliás, já que estamos falando sobre isso, não se assuste se a partir de agora tiver que lidar também com o meu sumiço, afinal, para que continuar presa ao cordão umbilical sendo que já sei caminhar sozinha?

The End. Game Over, Sayonara, me ensinaram lá na escola que “agente” junto é contra qualquer regra de ortografia, tanto que passei a aplicar isso em minha vida, você é aquele velho cigarro que me dá a sensação de liberdade a cada nova tragada, mas ao mesmo tempo aniquila meus pulmões e não, não é nada saudável, decidi quebrar os grilhões que me aprisionam a ti, mas de uma coisa você não pode me culpar, estamos à beira do precipício, e a escolha é continuar ao seu lado ou a pular, eu escolhi voar mesmo sem ter asas, mas quem me fez chegar a essa conclusão foi unicamente você, no momento que decidiu que meu amor não era suficiente para lhe satisfazer, hoje ao vir aqui, jurar que ainda me ama, confesso que me perdi por um momento, mas logo em seguida já cai em mim, e se um dia decidi voar, foi porque ao seu lado eu já não encontrava mais a segurança de um lar.