Quero sua companhia

Quero a sua companhia logo que o dia começar, olhar no fundo dos seus olhos, te roubar um beijo e ter, mais uma vez, a certeza de que estou no lugar certo, ao lado da pessoa certa. Quero que na nossa cama haja café, cafuné e carinho com o pé. Planos para o almoço, para as tardes do final de semana e para tudo mais que o coração clama.

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Eu quero deitar minha cabeça sobre o seu ombro, conversar sobre a vida e namorar enquanto vemos o sol nascer. Quero ouvir os passarinhos cantando para dizer que um novo dia começou e que nós só vamos ocupar a nossa cabeça com o que realmente importa. Hoje eu só quero você, quero te ver dançando as músicas que gosta de ouvir, quero tocar seu coração, dividir o chuveiro com você e depois, ainda molhada, te abraçar e sussurrar no seu ouvido:

  • “Que cheirosa, eu amo o seu cheiro!”

Quero mesmo e, hoje, não estou apenas falando da boca para fora. Quero de uma forma inexplicável de se narrar, desses que arde no peito e não machuca, nos dá vontade de querer mais. Tão gostoso quando arrepio na nuca. Quero sair de mãos dadas, dividir um sorvete, uma cerveja, uma barra de Diamante Negro caminhar pela calçada e tudo mais, quero até mesmo te apresentar para os meus pais.

Quero a sua companhia o dia inteiro e terminar em um belo jantar. Desses que, independente do cardápio, nos deixa satisfeitos mesmo com a felicidade presente no olhar. Quero sua companhia, nua de alma, com os pensamentos mais pesados morando distantes e o seu sorriso transmitindo calma. Quero mesmo e não sei nem para onde iremos fugir, mas fica aqui o convite:

Você quer vir?

Bryan

 

Amor não se cobra

O despertador tocou e o dia começou com ela abraçada ao meu corpo, como sinal de aconchego, de quem nos quer bem e de quem quer nos proteger das coisas que possam vir de fora da esfera que envolve uma relação entre duas pessoas.

Beijei a testa dela e disse baixinho, apenas para que os ouvidos sensíveis dela ouvissem:

– Te amo.

O silêncio tomou conta do quarto e nenhum som veio da boca dela, não ouvi nenhuma espécie recíproca de “eu também” ou de “eu que te amo”. Os dias mudam e as coisas também. Não estou dizendo que ela não me ama mais, mas agora tem sido diferente, ela demonstra. Eu fiquei abalado momentaneamente, mas encontro-me até agora, entre um gole e outro do café que tomo todas as manhãs, conformado com o que fez que eu entendesse tudo: Amor não se cobra.

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Amor não vem em boleto, não é débito bancário, não tem fatura. Ele nos pertence enquanto fazemos por merecer ele, enquanto ele quer ser nosso, estar conosco e ser mostrado à nós.

Ela deixou de me dizer “Eu te amo” mas eu continuo sabendo que há amor bem ali, porque ela insiste em me mostrar. A diferença é que, ela queria estar ali, queria estar comigo, queria que eu me mostrasse amigo e também que eu ouvisse as histórias do trabalho dela e das formas que ela está encontrando para se adaptar.

Então, ao invés de me dizer “eu também”, nesse momento, eu olhei para o lado e o “eu também te amo” estava bem ali, na tela do meu celular.

Só que ele estava escrito de uma forma diferente:
– “Vamos sair para jantar?!”

Bryan

Aonde quer que eu vá

Dizem que a vida é como um trem: Paramos em um ponto e, pessoas que a gente não conhecia nem a voz acabam por entrar e se acomodar no que é nosso.

Com você não foi diferente, entrou e fez com que eu desejasse que jamais descesse. Eu não esperava, mas a cor dos seus cabelos, a sensualidade dos seus lábios e a riqueza do seu caráter fizeram com que todos os outros passageiros deixassem de ser notados.

Eu queria falar sobre cinema, secar seus cabelos, tratar de saudade e, às vezes, até te observar com certa maldade. Também, Deus não poupou na hora de te abençoar, e mesmo sem culpa, o cúpido não errou na hora de me flechar.

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Meu desejo era te abraçar, te apertar, elogiar teu sorriso, tocar a sua mão, prender sua atenção e também fazer média com seu irmão. Queria dizer que sou teu e dividir meu café da manhã, sabendo que seria o homem mais rico do mundo por voltar a acordar ao seu lado amanhã.

Você não deve nem ter noção de como me encontrar, nem qual a porta em que deveria entrar. Mas pode ter certeza, eu ando te acompanhando, segurando você para não cair em cada passo em falso que vem dando. Eu tenho feito de tudo pra ficar na sua companhia. E você não sabe como isso é importante no meio de toda essa correria.

Eu juro por Deus, eu queria poder te encontrar.

Mas enquanto não der, vou te levar dentro de mim,

Aonde quer que eu vá.

Bryan

Mulheres bravas são silenciadores

Finesse shot: Aquele chute com categoria, bola no canto, torcida vibrando, estádio enlouquecendo e a alegria de todos. Bom, nem tanto assim, no meu caso, eu era a torcida adversária. Finesse shot era o tiro que eu estava tomando com categoria, sem barulho algum.
E é bem aí que ela entra: o calibre eu nem saberia definir, mas o silenciador, meu amigo. Fez toda a diferença.
Nada doía mais do que olhar para ela, ao meu lado, de braços cruzados, sem dizer uma única palavra. Puta merda, o que será que eu fiz?! Teria sido o atraso para buscar ela na faculdade? A cerveja depois do futebol com os amigos? Ou ainda o fato de ter dado um abraço um pouco mais forte na hora de cumprimentar aquela minha prima que é realmente um espetáculo de mulher na hora de ir embora? Eu juro que eu não sei.
Homem tem dessas, a gente faz a merda e nem sabe que era realmente uma merda. Deve ser porquê nos acostumamos a falar besteira por aí.
Voltando ao caso, a boca dela era tão linda e ela, por si só, é tão tagarela que ver ela olhando para a frente sem reagir à nada me deixa ainda mais nervoso.
O tiro pegou em cheio, sem barulho algum, nada me parecia mais ensurdecedor que o som do silêncio naquele momento. Brava seria pouco para descrever o que se passa na chama de raiva dentro dessa mulher. E eu aqui, sem nem saber o que aconteceu.
Ver ela daquele jeito me matava. Era como estar atirado no chão, olhando para o céu e pensando em mil desculpas que poderiam ser dadas. Mas não, éramos nós dois dentro de um Celta, com o som do rádio como única distração. Cada vez que eu tentava abrir a boca era respondido por um sonoro não.
O silêncio, mesmo sendo a descrição pura de não estar havendo qualquer coisa, preenchia todo o espaço que poderia prencher.
Do meu lado, segue a mulher que parece que nunca vai abrir a boca e me despejar um balde de asneiras que eu fiz de 1996 até aqui. O silenciador segue na sua missão: Mantê-la calada.
E eu, ainda confuso, pergunto:
– O quê foi, amor?
“Nada.”

Bryan

A fome de te querer

Como as regras de uma dieta que entra em vigor, eu resolvi cortar várias outras coisas do meu cardápio, inclusive pessoas como você.

O problema é um só: Às vezes eu ainda sinto fome.

Fome, dessas que chegam a dar dor de cabeça, dessas que fodem o psicológico e nos tiram das tarefas mais simples do dia. Dessas fomes que nos fazem imaginar um hambúrguer do Mc Donald’s ou aquele Milk shake delicioso que o Bob’s tem. Você sabe do que eu estou falando, né? Desses sentimentos que deveriam mexer apenas com as borboletas que moram lá no estômago, mas insistem em chegar às minhocas que habitam o nosso cérebro. Eu sinto fome do seu beijo, do seu fogo, da sua chama, do cheiro do seu pescoço, da maciez da sua pele quando a minha boca sentia cada poro do teu corpo. O pior de tudo é saber, que por mais que às vezes eu ache que ainda sinto fome, sei de uma coisa: O objetivo maior de ignorar essa fome, ainda vai me trazer muito orgulho.

Fome eu tenho, fome de tardes dividindo cervejas geladas, caricias quentes e banhos de mar nos horários em que a praia, por erro da natureza humana de acreditar nos padrões que são ditados por outras pessoas, estava vazia. Minto, como quando digo que não gosto de risoto e acabo por repetir aquele delicioso prato acompanhado de queijo ralado, que não sinto falta das vezes que entrou no meu carro, reclamou da posição do banco ou de insistir que foi alguma dessas “putas que eu chamo de amiga” mexeram no que na verdade não passa de invenção da sua cabeça.

Fome eu tenho, forte como essas que quando os olhos veem uma bela lasanha mandam mensagem ao estômago:

– Se arruma!

O problema é que, por mais fome que eu sinta. Meu cérebro me deixa ciente do principal:

O corpo se acostuma.

Bryan

Falta muito para você alcançar seu próximo sonho?

Ninguém nunca disse que seria fácil, mas tenho certeza que alguém nos ensinou a nunca desistir. A gente não nasceu gostando de café, a gente não nasceu gostando de sushi. Mas as coisas mudam, não é? Eu canso de ver vocês repetindo essa frase na internet então: Por que não seria diferente com qualquer outro tipo de má fase pela qual a gente passa?

Tudo depende de não se desesperar de acreditar que somos capazes, afinal, fomos tão longe já, cada ano que passa com tanta coisa ruim acontecendo e nós ainda estamos aqui, firmes e fortes, rindo e sorrindo, brincando e amando. É hipocrisia? Não! É cortesia! Deram-nos a vida de graça e, pode ter certeza, outro ingresso desses nós não vamos ganhar assim não fácil. Não mesmo.

Ame, grite, brigue, dance, aprenda, esqueça, supere. Faça o que mais você achar que deve fazer, sem medo de quem está te olhando de fora. Quanto mais pensarmos em toda negatividade, mais fica difícil qualquer tipo de atividade. Estamos aqui, nos mantendo de pé, firmes e fortes, derrubando barreiras e construindo sonhos. Quem são os outros que não estendem nem uma mão para achar que estão no direito de nos chamarem de bisonhos. Estranho é não querer aproveitar cada nova oportunidade. É colocar a culpa em peso, em cor, em dinheiro ou idade. Ser feliz não é nada complicado, seja lá qual a seja a sociedade em qual você foi regrado. Digo, educado.

Quem são os outros para dizer que você não vai ter forças suficientes para deixar cada tijolo da muralha da sua vida em pé? Vamos, não desanime. É tudo no seu lugar, tudo no seu caminho, cada momento desses que pode mais revigorar-nos que uma xícara de café.

Não se esqueça. Devagar se vai ao longe. É passo a passo, fé por fé.

Bryan

Fica comigo só até amanhã

Pelo menos até as próximas vinte e quatro horas. Eu, você e o nosso gato. Eu, você e o nosso amor. Peço-te com gentileza, peço por favor.  Não posso te pedir para ficar por aqui pra sempre, mas pelo menos até amanhã, acho um trato justo. Deixa-me ficar ao teu lado mais um amanhecer, acariciar teu rosto e deixar o vento minuano atravessar a janela mais uma vez junto com os raios de sol que insistem em vir até o nosso quarto.

Vem aqui, vamos planejar o próximo dia, conhecer lugares novos, trocar caricias e quem sabe reservar um tempo para a nossa preguiça. O luxo de ficar no sofá sobre as almofadas abusando do Netflix. Fica comigo até amanhã e vamos inventar receitas novas, experimentar novas sensações corporais e trocar mais alguns beijos, afinal, beijo igual ao seu ninguém foi capaz de me dar. Vem cá que esse é o último convite antes que eu levante, me aborreça e te encha de cócegas e beijos por toda a barriga, vem cá, vamos ser nós dois mais uma vez sem nenhuma briga.

Fica comigo só até amanhã e eu te mostro todas as faces que eu posso ter, tudo que eu sou capaz de fazer. Só até amanhã e te trago café na cama, te rolo entre as cobertas e materializo toda a paz que o seu corpo emana. Até amanhã, na hora de acordar, na hora do almoço, na hora do jantar e também nas guloseimas da tarde inteira. Fica comigo por mais algumas horas e a gente planeja o futuro, fica comigo até amanhã e a gente deixa de viver a vida desse jeito tão duro. Fica comigo só até amanhã e eu prometo que vai mudar de ideia.

Fica por aqui mais algumas horas, a cama, sem fama e uma garrafa do seu vinho preferido até que chegue por aqui a nossa embriaguez.

Fica comigo até amanhã e, quando amanhecer o novo dia:

Leia esse texto mais uma vez.

Bryan

Deixa eu bagunçar você

A meta não era ter você aqui, meus planos divididos e meus objetivos apoiados. Eu queria que as coisas fossem mais difíceis, mais suadas, mais batalhadas, mais loucas e mais determinadas. A meta não era ter você aqui, me desejando boa noite ao pé do ouvido, ressuscitando cada sonho que parecia ter morrido. Era pra ser só aquela noite, depois de algumas doses baratas de um energético ruim com uma vodka que eu nem lembro o nome. Mas não, você foi chegando devagar e eu fui me doando, me envolvendo no seu balanço, entrando no seu jogo e, mesmo que a sua meta também não fosse me ter por aí, eu decidi atracar o meu navio em seu porto. Sabe, a gente tem medo de ficar sozinho e, quando as coisas nos pegam de surpresa, assim, como um tiro de 38. A gente se entrega, joga o corpo para trás e se doa aos braços que mostraram que vão ser capazes de nos cuidar. Mais do que o medo de ficar sozinho. A ambição nos faz querer cuidar daquilo que não está no nosso alcance, que não é nosso e, quando alguém tão dedicado assim atravessa o nosso caminho, a gente não quer largar. Quer cuidar, amar, devolver a dedicação e entregar o coração. A gente fica mordido, não fica?

Mordido, dessas mordidas de amor. No pescoço, na nossa fatia de pizza, no nosso pedaço de bolo, na lembrança da mão na cintura e da firmeza das mãos dadas ao caminhar sem rumo por aí. A gente fica sem ter pra onde fugir porque sente que o nosso norte já é aqui, que o nosso caminho acaba de ganhar um parceiro e que as coisas não vão se parecer tanto com aquilo que os outros, espalhados pelas lanchonetes e bares por aí, dizem se chamar solidão.

A gente fica cheio de tanta coisa na cabeça, que não consegue explicar.

É como algo que explodiu ou um monumento que estourou.

– Deixa eu bagunçar você?

Tarde demais, já bagunçou!

Sobre corações mais fortes que café expresso

– Como está o coração?
– Amargo.
– E o café?
– Batendo.

Cruzei mais umas duas mesas ouvindo Metallica tocar naquele que era pra ser um ambiente calmo e sentei na mesa dela, mesmo com o medo de ser invasivo decidi perguntar:

– Isso não está confuso?
– Qual a diferença? Tudo aqui anda assim ultimamente.

Virou a página e tocou o foda-se, a capa do “Folha de São Paulo” parecia depressiva mas não tanto quanto aquele olhar para baixo que ela carregava, ela me dizia que era tudo culpa daquele café e da máquina que estava estragada há alguns dias. Mas em todos os dias em que eu passava ali para pegar meu café da manhã ela nunca havia estado assim, nem mesmo naqueles em que eu estava atrasado e não tive tempo para reparar na mulher que sentava na terceira mesa e ficava cutucando o arranjo de flores e encarando o celular.
Das notícias, me falou sobre politica, sobre os jogos da última rodada do campeonato e também daquelas mortes bobas e televisivas em que a beleza faz com que as pessoas desistam da própria vida para que nunca envelheça. Kurt Cobain é quem sabe, não é?
De que me adiantava, o líder do Nirvana sabia sim, mas eu ainda não, ela sabia esconder as palavras que definiriam a sua tristeza, mas o seu olhar não. Ela murmurava as palavras e ao que tudo indicava alguém havia mexido com os sentimentos dela, os cabelos negros escondiam parte do rosto e mesmo assim ela não parecia dar bola enquanto mexia a xícara e passava mais uma folha do jornal. Sem tempo e paciência aquilo me deixava louco:

– Tu não vai me dizer o que aconteceu dessa vez?
– Merda, esfriou!
– O café?!
– Não, o meu coração.

Bryan

De que você vai se queixar hoje?

Ei, você! Já fez a sua reclamação diária hoje? É, já se sentiu insatisfeito como todos os outros de nós que acordaram hoje e já tinham algo para se queixar, seja a água que não esquentou o suficiente ou o horário de ter que acordar pela manhã. Seja a forma como o tempo está ou qualquer outro mínimo detalhe que parece uma catástrofe que vai mudar toda a sua rotina, que vai te fazer caminhar dois quarteirões a mais ou ainda te deixar atrasado para o compromisso de ser regrado e mandado por outras pessoas todos os dias.

O que te prende hoje? Quanto te pagam para desistir dos seus sonhos todos os dias e depois te descartarem como mais um como alguém que pegou um trem e foi jogado para fora por não ter pago a passagem? O problema é que a insatisfação tomou conta de todos nós. Desde aqueles post’s perguntando sobre criticas no Facebook até a sala de reuniões do seu local de trabalho. O mundo perdeu sua graça, perdeu sua cor, perdeu a magia e se encanta até mesmo com a vassoura voadora de Harry Potter, coisa que antes, até mesmo a bruxa do pica-pau já fazia: E lá vamos nós.

Lá vamos nós, para um lugar aonde nem os carros ganham cor, é tudo cinza, preto e branco. De quantas coisas você já reclamou ou ainda vai tirar tempo para reclamar hoje? De que você vai se queixar? Por que a gente prefere achar que a pessoa acima de nós sempre está melhor em vez de olharmos para trás e perceber o quanto crescemos com nós mesmos? Quantas pessoas ainda podem ser auxiliadas e ajudadas? Reclamar é fácil, torcer o nariz, esmurrar a parede, resmungar palavras, isso tudo a gente aprendeu desde criança, nos tempos em que fazer birra era motivo para ganharmos chocolates ou algumas palmadas como correção. Eu, sinceramente, espero que tudo isso ainda possa melhorar, que as flores tenham vontade de crescer em meio a todo esse caos que nós mesmos criamos e que, para cada coisa ruim, possamos ver um lado positivo em tudo.

Chega de ficar sonhando, é hora de realmente acordar.

O dia de hoje está nos dando uma nova oportunidade, já levantou do sofá?

Bryan