Quem sabe quando você chegar

Quem sabe quando você chegar, eu não esteja mais preparada, com menos magoas passadas e com toda a energia renovada.
Queria te confessar que de uns tempos para cá eu desacreditei da sua chegada, joguei no universo como se fala por aí.
Parei de prestar atenção nas pessoas que andam a minha volta e nem reparei nos caras que olharam para mim, acho que estava tão desiludida que não queria mais me empolgar com as trocas de olhares pelo meio do caminho, saberia que elas acabariam me frustrando.
Quem sabe entre um sorriso e outro você não consiga me amolecer quando chegar, pode ser que a gente se esbarre e eu nem note, temos uma chance bem alta disso acontecer, talvez pela minha miopia junto com a minha falta de atenção, tudo isso é um grande fator para que eu não te note.
 
Na vida costumamos nos decepcionar tanto, que quando aparece alguém diferente ficamos com o pé atrás, sempre esperando que a ex maluca vá aparecer, o cara vá pisar na bola, a gente vá se desiludir, desculpe a sinceridade, é que depois de tantos tombos, já entro nessas histórias com as mãos no chão, porque se eu cair o tombo vai ser bom menor.
Sei que você não tem culpa das minhas decepções anteriores e nem dos meus falsos amores, porém prefiro te alertar a te magoar, a vida tem dessas, deixa com que a gente fique menos crente daquilo que desejamos.
Eu acredito no amor e acredito mais ainda no ato de coragem que precisa para amar, se quando você chegar eu te deixar entrar e se acomodar, fique e faça bom proveito da estadianão costumo mais abrir a porta do meu coração com tanta facilidade.
Quem sabe quando você chegar, eu perceba que valeu a pena tudo que passei, cada lágrima que derramei e toda essa bagagem que carreguei, pode ser que quando você chegar eu só saiba sorrir e agradecer por você ter chegotenha paciência e não desista de mim. Com toda certeza a gente se encontra em breve.
Com todo carinho do mundo.
 
Alguém que deseja a sua chegada!
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Fode comigo, mas não com o meu juízo

Largada na cama, com o cigarro na mão e o celular jogado ao meu lado, me sinto culpada. Mesmo estando despida, sinto como se estivesse usando um quilo de roupa. Nunca consegui esconder a droga do sentimento.
Era uma noite qualquer, daquelas bem frias mesmo. Algo estava fora do lugar e juro que dessa vez não era o meu juízo – e olha que de perder o juízo eu entendo, porque você vive fodendo com o meu.
Alias, fazia muito tempo que você não me mandava aquelas mensagens aleatórias ou aquela ligação repentina que sempre fodeu o meu juízo e me deixou de pernas bambas.
Até que, nessa noite, você mandou o seu clichê: “Oi sumida!”
Pronto, a merda estava feita, mesmo eu sabendo onde isso tudo ia dar. Que diferença faria eu me ausentar e não responder?
Em menos de meia hora, você já estava na minha casa, na minha cama, acomodado no meio das minhas pernas e fodendo o meu psicológico.
Odeio esse negócio de ter uma química muito forte com alguém, porque depois que você tenta botar um ponto final, a droga do final nunca chega. A pessoa continua fazendo parte dos seus sonhos e o pior: dos seus pensamentos. Tem vezes até que ela se materializa na sua cama.
E a cada dia que passa, a gente tenta disfarçar e fingir que nada está fora do lugar, só que tudo está fora do lugar. Minha cama bagunçada e a taça de vinho quebrada não me deixam esconder que na noite passada tivemos outro flash-back e, mais uma vez, você fodeu com o meu juízo.
Eu, que nunca tive as ideias muito no lugar, me rendi a alguém que me deixa mais fora do eixo do que já sou.
Hoje, sou eu que peço que se retire, que não me ligue mais.
Essa noite foi a última vez que você usou minha cama para foder o meu juízo, desse vício eu não preciso mais!

Mudei por mim, não para te fazer voltar

Eu mudei e talvez você não note, mas pode ficar tranquilo que não te critico por isso, no seu lugar eu também não notaria. Só queria te dizer que estava foda demais carregar o mundo nas costas e eu resolvi desacelerar, preciso que saiba que segui o seu conselho e parei de querer salvar o mundo sozinha.
Talvez você não tenha observado, mas eu passei a respirar com mais tranquilidade e até a observar o pôr do sol, coisas que durante muito tempo me recusei a fazer. Talvez, se tivesse feito isso antes, hoje você estivesse aqui sentado comigo, observando junto, mas acontece que precisei te perder, me quebrar e me reerguer para entender que nem sempre seremos capazes de fazer tudo.
Nossa! Preciso te contar. Ontem eu sentei na varanda, peguei uma xícara de café e fiquei observando as estrelas. Quando, em seu melhor sonho, você me imaginou tomando café? Devo confessar, e ele foi mais um pedaço seu que você deixou comigo – alias diariamente me deparo com algo seu em mim, deve ser porque você me impulsionou né?
Todo mundo tem um guru, alguém que incentiva a gente a ser melhor, né? Então eu não tenho vergonha em dizer que você fez com que eu descobrisse o meu melhor, mesmo que em meio as lágrimas que derramei quando você partiu, sinto que te perder foi o ponto alto para que eu pudesse me reencontrar.
Hoje eu consigo ser mais leve e talvez um pouco menos encanada. Eu parei de tentar fazer com que o mundo ficasse do formato que eu queria e comecei a aceitá-lo como ele é, com todos os buracos e muitas vezes tropeços.
Saiba que mudei por mim e não para que você volte, mas também quero que fique claro que se for preciso eu te espero por 10 anos, como a história da Ana e do Thiago que compartilhei com você. Se for preciso eu pisco as luzes mais de cem vezes, coloco pisca-pisca no caminho para sua casa, só para que você entenda que o sentimento não morre.
Por agora é só. Eu só queria te agradecer mesmo, então obrigada por ter feito com que eu tirasse o meu melhor, mesmo quando eu acreditei que ficaria na pior.

Só queria te ver sorrir, nem que fosse mais uma vez!

Desculpe a hora, deveria ter lhe avisado que estava de passagem, porém resolvi sair sem destino e quando menos esperava me deparei aqui, na porta da sua casa, observando para ver se você simplesmente aparecia.

Olhei algumas vezes para o celular, pensei em te ligar e pedir para que você saísse ou quem sabe te convidar para tomar um café, por mais que eu odeie café, ficaria olhando para aquela xicara cheia só para lhe fazer companhia – como fiz muitas vezes pela manhã, enquanto te observava e sorria. Será que se eu pedisse para sair essa hora da noite, você sairia? Aceitaria sentar na calçada e observar as estrelas, só para te ver sorrir.

Olho para o celular diversas vezes, procuro na agenda e nesse momento não sei se agradeço meu signo por ter me deixado o medo ali estacionado em mim, ou se levo em conta o meu ascendente e me jogo.

Porém não fiz, não tive coragem de enviar a mensagem, tocar a campainha, te convidar para um café ou quem sabe fazer nada, poderia ter aproveitado a deixa que já estava ali na porta.

Mas deixa para outra vez, quem sabe não apareço na sua porta com aquele vinho que você tanto gosta, te surpreenda e veja o seu sorriso, nem que seja só mais uma vez.

Tá foda seguir sem você!

Queria que você soubesse que está foda pra caralho viver sem você, que aquela bendita Playlist que você colocou no meu celular virou minha companhia diária.
Por mais que eu rode, sempre acabo lá, com meus fones de ouvido no máximo, de olhos fechados e rezando para que você apareça na minha frente e cante aquela  música que você cantava toda noite.
Só que não rolou, a Playlist tocou mais de 20 vezes e em nenhuma dessas vezes você apareceu.
Está fhoda seguir sem você, mais eu estou tentando, com certeza você se orgulharia da minha força e veria que a sua menina já não chora com tanta facilidade.
A Playlist vai continuar tocando, a saudade vai continuar apertando e eu vou continuar esperando que você reapareça na minha sala – nem que seja para dizer adeus.

Rua da saudade, número vinte e sete

Hoje eu decidi dar uma volta sem rumo pela cidade. Já tinha feito absolutamente tudo pra saudade se tocar e me deixar aproveitar a solidão da sexta-feira a noite, mas ela tem a sua teimosia, bateu o pé e disse que iria comigo. Fez igualzinho você fazia quando empacava feito uma mula só pra me contrariar. Entrou no carro, afivelou o cinto e ainda teve a pachorra de soltar um “sextou”.
Das voltas que a vida dá, ela sempre me leva pra sua rua. A ironia maior? O nome dela. Rua da saudade, número 27. Não faço a mínima ideia de como eu cheguei até lá, cruzando a cidade e parando em frente o seu portão.
Aquelas luzes acessas me dão a certeza de que você está ali e que se recusa a falar comigo, mesmo reconhecendo o som do meu carro à uma quadra de distância.
Só me diz uma coisa, meu bem: o que vou fazer com tudo isso que guardo aqui dentro de mim? Todos os sentimentos e histórias que vivemos? Todo você que insiste em ficar…
Não é fácil apagar algo assim tão vivo, sabia? Na real, queria pegar uma borracha e remover tudo que um dia eu ousei sentir por você, mas eu não consigo. Tá escrito com caneta permanente no meu coração, que sempre vai ter um espaço seu. Só seu. Mesmo que pequenininho pra me fazer lembrar desse teu jeito delicado, mas ainda assim, só seu.
Eu rodei pelo bairro mais algumas vezes antes de parar aqui na frente da sua casa outra vez e te escrever essa mensagem.
 Encontrei o seu Jorge, aquele seu vizinho que a gente sempre encontrava na padaria enquanto tomava nosso café (sem café) de todos os domingos. Ele me disse que depois que eu fui embora as coisas mudaram um pouquinho por aqui. A calmaria da nossa casa – digo, sua casa, desculpe – deu lugar pra festinhas e sociais. Ele falou com a voz serena que a casa estava sempre cheia, mas o teu olhar seguia vazio…
Eu desci do carro, encostei no capô e tomei coragem pra começar a digitar essa mensagem pra você.
Percebi que todas as luzes da casa se apagaram, exceto a da varanda, aquela que você deixava acesa quando sabia que, não importa o quão tarde fosse, mas eu chegaria.
A mensagem foi enviada com sucesso, mas mandei a saudade ir na frente e entregar um recado meu. Se tu quiser me ver, faz igual aquele romance ‘Ana e Thiago’, que a gente leu no Instagram: pisca as luzes da varanda três vezes, na quarta eu já vou estar dentro do seu abraço. E dessa vez, pra nunca mais sair.

E quando se quebra, também se aprende

Quando você consegue enxergar os arranhões espalhados pelo joelho, é capaz de lembrar-se que em um determinando momento da vida você caiu e machucou-se feio, pode ser que tenha ficado durante algum tempo pisando em falso, com medo de cair novamente, isso é normal.

E no momento que a gente se quebra, percebemos que no chão pode ser tirado diversas lições, aprende que alguns passos quando dado com muita distância nos machuca, entende que se jogar sem medo nem sempre é o mais seguro.

Compreendemos que muitas vezes é necessário um cuidado sem tamanho com o coração, porque por mais que não tenhamos medo de sair escancarando sentimentos, o cuidado algumas vezes se faz necessário.

E depois de muito tempo, compreendemos que quando nos quebramos, aprendemos. Somos capazes de tirar lições que nunca imaginávamos, criamos um amadurecimento sem tamanho e necessário.

O coração cria uma defesa, os joelhos já começam se acostumar com os tombos e ás lagrimas não caem mais com tanta facilidade, o lado bom de quebrar-se é esse, as lições que a vida dá, os tombos que começamos evitar e as lágrimas que não ousam mais rolar.

Como diria a música “Cresça, independente do que te aconteça…” portanto, cresça sempre, independente do que venha acontecer, as lições são necessárias e ás dores algumas vezes involuntárias.