Existem coisas que nunca mudam. A saudade de você é uma delas

Existem coisas que nunca mudam, não importa o tempo que passe. Não importa a força que se faça ou a quantidade de vezes que se tente.

Existem coisas que são imóveis, pesadas demais para alguém mexer, fortes demais para que se remova da memória e que carregam consigo um turbilhão de emoções que se confundem.

A mágoa, o ressentimento e a raiva até podem marcar ao ponto de não saírem, isso é bem verdade. Mas essas marcas vão perdendo a intensidade quando a gente nota que essas coisas só machucam quem sente.

O tempo vai passando e vai atenuando tudo de ruim que as histórias do passado deixam.
Tudo é passível de perdão, que é a melhor maquiagem para uma marca permanente.

Tudo, exceto saudade. Essa sim, é silenciosa e fatal. Ela é o legítimo exemplo de que quando não se pode vencer, a melhor solução é se juntar ao inimigo. Eu já fiz as pazes com a saudade há muito tempo.

Aprendi a curtir a saudade que ficou de tudo aquilo que nós vivemos lá atrás. Por que é verdade mesmo: sempre há algo de bom pra se relembrar, por mais difícil que tenha sido.

E foi assim que você se tornou a minha saudade preferida. Sim, eu me apego à ela na tua ausência. Na ânsia de te ter de novo pra mim, me envolvo num abraço apertado e posso sentir teu cheiro doce de perfume frutado.

Fiquei com o melhor de você em minhas memórias e isso ninguém pode tirar de mim, sabe? É, ainda dói um pouco. Não, não é masoquismo. É só saudade e um apego gigantesco à nossa história.

E assim eu vou tocando a vida sem você aqui. Abro o guarda roupa e me visto de saudade, como se fosse a Mônica escolhendo o mesmo vestido vermelho, saca? Acho que vai ser assim pra sempre: Eu me vestindo daquela boa e velha saudade surrada que eternizei nas lembranças da alma

É que tem coisas que nunca mudam, entende? E com a saudade não é diferente. Saudade boa faz um cafuné no coração da gente.

 

Diego Henrique & Paulinho Rahs

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Ninguém é mais contagiante que ela

Melhor ao som de The Adventures Of Rain Dance Maggie.

Não sei se você já conheceu alguém assim, que vive em alta velocidade, te agita, parece que exerce uma magia absurda sobre os sentimentos. Ela é o tipo de gente que cria o que eu chamo de ‘memórias coloridas’. Um dom que algumas pessoas possuem de deixar lembranças tão boas gravadas conosco que parece que relembrar o que foi vivido é trazer de volta um tempo com cores vibrantes. Um verdadeiro filtro de Instagram impregnado em uma recordação linda. Ela é de um jeito tão contagiante que dá vontade de conviver mais e mais. É doce e viciante, difícil de controlar.

Uma dança. Acho que consegui definir. Uma dança com um groove desses que quando a gente ouve, é impossível não mexer junto. Viver com ela é flertar com o descontrole e a loucura, com forças sobrenaturais que nos forçam a pedir para saborear mais um pedaço. Não da nem pra se apegar nesses adjetivos comuns para definir o seu jeito. Linda? Sexy? Diferente? Especial? Sei lá, me parece pouco. Se ela vivesse num desses seriados de humor americano, diriam que ela é “so hot!”. Olha, até que ela me lembra muito uma moça daquelas…
Que não se prende a um alguém só, que não se dá ao trabalho de ter o padrão que se espera de uma mulher. Ela surge e, entusiasta, subverte os conceitos sem um pingo de preocupação com o que vão dizer. Prioriza a si e faz a gente ficar babando ao redor que nem cachorro na frente da vitrine da padaria.

Se você conheceu alguém parecido com ela, que sorte a sua. Somos mesmo privilegiados, essas meninas são mesmo raras! Se não conheceu, meu amigo, talvez você nem venha a achar um tipo raro desses de menina-mulher-furacão-intensidade. Ela quebra os paradigmas da mesmice das pessoas. E se você chegar a conhecer já te digo de antemão: ela é o tipo de pessoa que vive a 100km/h. Um ciclone na potência máxima, impossível de parar e que se você bobear, arrasta e vira seu mundo inteiro de ponta cabeça.

Ela é como um fim de tarde na Califórnia, como uma noite divertida de Nova Iorque. É como um som do Chilli Peppers, uma cerveja no MacLaren’s Pub.

Ela é como o vento! A gente sente e quer sentir mais. A gente quer tocar e não consegue. Quando viu, passou. Tchau, até a próxima. Ela vai estar por aí e você não vai poder possuir seus encantos, como se ela fosse um objeto. Jamais, brother. Só lamento.

Ela quer é curtir a vida e tudo que essa tem a oferecer. E da pra condenar? Ela tem esse direito. Conquistou ele com seu jeito que transforma o mundo inteiro ao seu redor.

Ah meu amigo, ninguém é mais contagiante que ela!

 

paulinho

Paulinho Rahs

 

A última carta de amor que vou escrever pra você

(Para acompanhar, ouça The Blower’s Daughter)

Amor,

Eu sei que faz tempo. Sei também que nada do que passou vai voltar.
Me perdoa. Ah, isso é tão óbvio! Mas sério, me perdoa.

Foram essas palavras que consegui formular para iniciar essa carta endereçada a você. Uma semana pensando, gastando mais borracha do que lápis, fritando neurônios com lágrimas salgadas e essas foram as únicas coisas que atinei a colocar aqui. E você ainda costumava dizer que eu era uma ótima pessoa com as declarações. Lembro de cada vez que você disse que queria me apertar, explodir em alegria, derreter-se pelo peito. Sabe que tudo isso faz parte de um ritual quase que sinistro ao qual me obrigo praticamente todos os dias. Fechar os olhos, deitar na cama e relembrar tanto, mas tanto, que chego ao ponto de conseguir sentir tudo de novo, como se estivesse acontecendo naquele exato momento. Você vai achar loucura se eu disser que consigo até sentir seu toque e seu cheiro? Dizem que é possível. Eu me apego nisso para não achar que estou de vez enlouquecendo.

Amor, essa é a última carta que vou escrever para você. É que me sufoca pensar que lhe deixei ao sabor do vento. Algo dentro de mim diz que eu deveria estar cuidando de você. Que sempre foi tão independente, cheia de vida, vibrando em frequências de uma altura inalcançável. Deixa eu me iludir pensando que era eu quem te cuidaria. No fundo sei que era o exato oposto. Que história mais linda eu vou poder contar no futuro! Tem gente que passa uma vida procurando alguém que lhe ame de verdade. Isso chegou pra mim tão cedo que na época nem consegui identificar. Hoje está tudo muito claro, mas não vou ser canalha de me culpar por não ter visto. É fácil agora, do futuro, apontar erros passados. Eu não sou lá muito de me martirizar. Afinal, quando todos vão embora, a única companhia que me resta é a minha própria. Por isso eu não me odeio por ter te perdido. Eu entendo e me perdoo. Será que você também consegue me perdoar?

A perfeição existe e na maioria das vezes está ao alcance de todos. A perfeição vem quase sempre disfarçada de simplicidade. Vem em anexo com coisas tão óbvias que a gente não vê que está diante de sua sublime presença. Você foi a perfeição me alcançando e beijando meus lábios. Me envolvendo com um manto aquecido de felicidade e plenitude.

É fato que na realidade sou alguém que se contenta com pouco. Me contento em saber que mesmo que eu não te tenha mais, tive a honra e o prazer de desfrutar da sua companhia. Mais que isso: pude desfrutar do seu amor. E por mais que me cause danos profundos e irreversíveis, na realidade estou feliz de não ter prendido ou atrapalhado você e seus sonhos brilhantes. Sou uma pessoa um tanto tóxica e complicada. Você se fosse um objeto, seria uma chave. Daquelas universais, que abrem e descomplicam qualquer segredo. Meu bem, obrigado por ter me ensinado tanto.

Agora, chega de ficar tentando te prender. Um passarinho é lindo na natureza mesmo e nos encanta pelo seu voo majestoso. Com essas últimas palavras, declaro quebrada a gaiola na qual tentei tornar a sua morada. Comigo você mudaria, isso é inevitável. Só que o mais apaixonante é o seu jeito que não pode mudar.

Obrigado por ter passado na minha vida. Me perdoa por ter feito tudo tão errado.

Agradecimento e perdão. Acho que essas são as maiores lições que ficam pra mim.

Essa é a última carta de amor que vou escrever pra você.

paulinho rahs

Paulinho Rahs

O dia em que comecei a me amar com todas as minhas forças

Hoje eu acordei mais cedo que o normal. Lavei as mãos, lavei o rosto, e, ao me olhar no espelho, me deparei com uma imagem que não via há muito tempo. Era eu do outro lado, obviamente, mas eu estava diferente, como se soubesse, em sonho, que aquele dia fosse mudar o rumo da minha vida, como se soubesse que eu não havia levantado mais cedo por acaso.

Liguei o rádio no volume mais baixo – todos ainda estavam dormindo em casa. Mas o liguei na hora certa. A música que tocava era “Somos quem podemos ser”, e, naquele momento, já não havia mais como não perceber que aquele dia seria todo meu. Entre um gole e outro de café, as ondas do rádio me diziam que “o vento, às vezes, erra a direção”; e entre um gole e outro, eu concordava, me lembrando de um passado que me fez andar perdido por muito tempo antes de me encontrar.

Era uma manhã de domingo. O primeiro dia do mês. E enquanto eu ainda resgatava na memória todos os passos que me fizeram chegar até aqui, voltei a minha atenção para música, que dizia que “Quem duvida da vida, tem culpa. Quem evita a dúvida, também tem.” Naquele momento, eu já não duvidava de mais nada. Aquele domingo era o dia perfeito para manter a esperança acesa dentro de mim.

“E tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão”, e de repente eu já sabia que tinha todas as ferramentas necessárias para fazer as coisas serem exatamente como deviam ter sido quando me perdi. A resposta estava ali, dentro de mim, o tempo inteiro. Sabe lá por qual motivo eu demorei tanto para perceber. Sei que percebi e foi na hora exata, no momento mais propício, quando eu fiquei preparado para subverter minha própria existência.

A canção me paralisou enquanto tudo pareceu fazer sentido. Finalmente, vi com clareza entre o emaranhado de pensamentos que tanto me causou confusão. Agora já não havia razões para deixar para depois. Aquela exata ensolarada manhã de domingo me mostrou que as “nuvens não eram de algodão”. Mesmo assim, as chaves que abrem a prisão estavam nas minhas mãos. Sabe quando parece que alguém nos sussurra a resposta nos ouvidos? Foi o início de um momento de revolução dentro da minha alma.

No fim, para sermos quem podemos ser, é preciso acessar o que se tem de mais intenso e puro dentro de si mesmo. E foi naquela manhã que minha vida mudou para sempre. O dia em que comecei a me amar com todas as minhas forças.

 

Paulinho Rahs & Neto Alves.

paulinho rahs

neto

 

O que eu aprendi com os amores da minha vida?

Não, você não leu o título errado. A frase que dá nome para este texto está, sim, no plural. Talvez se você achou estranho a expressão “amor da minha vida” não estar no singular é porque provavelmente viveu a vida toda com o mesmo conceito com o qual eu cresci.

Filho de um casal que se apaixonou ainda na adolescência, fui criado ouvindo histórias e presenciando um amor muito bonito e honesto. Como os filhos têm tendência de repetir o comportamento visto em casa, cheguei na transição para a vida adulta, ali quando a gente vai deixando de ser criança e se interessando mais por pessoas do que brinquedos, procurando o meu grande amor. A pessoa com a qual eu viveria tudo, minha primeira paixão. Aquele alguém que eu teria a honra de dizer que seria o único a conhecer por completo.

Obviamente não demorou muito para eu pagar o preço pela minha ingenuidade. Me apaixonei pela primeira vez, pela segunda e conforme as coisas foram dando errado fui aprendendo na marra que existe muito mais entre dois seres, suas vontades e objetivos, que os costumes antigos poderiam prever.

Descobri então que é bonito, sim, entregar-se à alguém que faça o mesmo. Deixar um pouquinho de si com outra pessoa, receber um pedaço dela e assim ir mudando a si mesmo. Seguir em frente após os cortes que virão e entender que ninguém é dono de ninguém. Ainda hoje sei que tenho um longo caminho para ser percorrido em matéria de desapego, de como se portar em um relacionamento e descobrir onde o ciúmes cruza a fronteira com a possessão. Hoje penso de maneiras que eu não seria sequer capaz de imaginar que pensaria. Foram os corações que feri e que foram deixando cicatrizes no meu que serviram de chave para expandir minha mente e abrir meus olhos para um mundo muito maior que minhas declarações de “te amo pra sempre”.

Mentira se eu disser que não me arrependo de nenhuma vez que me apaixonei. Existem centenas de coisas que eu adoraria poder voltar no tempo para mudar. Porém existe um relevante fato: respeito todas as decisões que tomei no passado. Eu, um ser extremamente apaixonado, sempre chutei o balde da razão e fui muito coração. Disso eu me orgulho, pois nem todo mundo tem essa intensidade na vida. Se eles soubessem que ela é tão curta pra arrependimentos… Caí tantas vezes de cabeça e descobri que ela não quebra. Não se você for cabeça dura como eu fui – entenda, em um bom sentido -, de ser aconselhado sobre os riscos e mesmo assim arriscar tudo.

Cabeça dura daquele tipo que paga pra ver. Eu paguei e amei. Amei inúmeras vezes. Amei de cansar de amar, de explodir o coração em afeto. Amei de estraçalhar-me em um mar de lágrimas achando que jamais seria capaz de sentir algo por alguém novamente. Eu passei por as fases mais coloridas e também pelas mais sombrias. Fui amado e fui enganado. Fui feliz e chorei demais também. Senti a agonia da falta, senti a garganta entalada. Peguei táxi no meio da tarde só pra ver meu amor trabalhando. Liguei no meio da madrugada pra ouvir meu amor me xingando. Abençoei e no final amaldiçoei cada ser que passou pela minha vida. Procurei em carteiras de cigarro e em garrafas bebida respostas pra tantas questões confusas. Deixei meu amor chorando e fui deixado aos prantos também. Tive amor que chamei de eterno e amor que nunca me pertenceu. Tive amor que foi intenso ao ponto de deixar cicatriz que jamais vai sair e amor que simplesmente me viu virar as costas e ir embora.

Ah, foi tanta coisa! Foram tantos amores! E o que aprendi com os amores da minha vida é que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez.

paulinho rahs

 

Paulinho Rahs

 

Espaço em branco

Para ler ao som de Blank Space

Não que eu me divirta com isso, mas os rumores voam. E sei que você vai ouvir falar de mim. Sou aquela pessoa que pode te mostrar tudo e mais um pouco. Magia, loucura, o pecado e o paraíso. A perfeita tempestade caso seus dias andem calmos demais. Vamos tentar ser amigos e quem sabe depois algo mais? Eu posso te fazer voar e conhecer coisas incríveis. Sou a pessoa mais interessante do momento e gostaria de te provar isso. Serei melhor que qualquer história que você já teve, isso eu posso garantir. O que não garanto é que tudo que eu esteja dizendo é a verdade. Mas não é por mal, eu engano inclusive a mim mesmo às vezes.

Escutei dizerem que você anseia por liberdade. Então ok, prazer em te conhecer! Acho que fomos feitos um para o outro pois eu vou te mostrar tudo o que ser livre pode significar. O mundo vai estar sob os nossos pés, seremos rei e rainha. Seremos os mais nobres e invejados, o dito casal perfeito, prontos para conquistar o universo inteiro. Meus devaneios me trouxeram vontades e certezas que preciso fazer serem do teu conhecimento. Deixe que nos conheceremos melhor mais pra frente. Agora só penso em consolidarmos essa história. É que desde que vi você por aí tive certeza que agora não estive enganado: você é quem eu tenho procurado.

Sei que minhas pretensões são altas, posso soar arrogante por dizer tanta coisa assim tão rápido. Mas entenda que somos jovens e não temos tempo a perder. Vamos combinar sua beleza e meu talento, sua vontade e minha determinação, sua esperteza e meu tino. Podemos viver uma paixão épica, um amor de cinema, a perfeição de entrega, prazer e vontade. Beba comigo nesse cálice de tentação. Eu aguardo umas duas semanas para você dizer ‘Eu te amo’, tudo bem. Mas tente ser veloz no processo de apaixonar-se por mim pois descobri que já perdemos muito tempo com as pessoas erradas. A perfeição acaba de ser encontrada.

Eu e você. Tenho um espaço em branco aqui na minha vida e gostaria que você preenchesse.

paulinho rahs

Quando você voltar

A minha casa guarda um silêncio ensurdecedor. O quarto, que já foi pequeno, agora é imenso só pra mim. Minha cama parece ter léguas entre uma ponta e outra. Os espelhos eu evito, pois não quero nem ver o trapo que estou atualmente. Mal de ausência é dos piores que tem. Silencia, encolhe, alarga e deprime coisas que deveriam ser normais. Minha casa cheia de alegria, o quarto parecendo minúsculo, a cama bagunçada, meu sorriso nas selfies em frente ao espelho. Deixei tudo isso pra quando você voltar.

Já não me vêem por aí carregando o mesmo sorriso que outrora era minha marca registrada. Dificilmente vão me ver sendo o centro das atenções numa roda de conversa, contando uma piada qualquer, me esforçando para ser a pessoa mais engraçada do recinto. Tudo faz parte de um combo de coisas que ficaram em stand by, mudas e congeladas. Espero poder reencontrar cada pedacinho meu que ficou perdido pelos cantos. Deixei tudo isso pra quando você voltar.

Saudade é dor que grita por dentro e silencia pra fora. Tristeza é mal que só o tempo cura, mas que faz ele se arrastar diante da sua presença. Solidão é a amiga que nos traz a verdade, por mais dura que seja. A gente até pode detestar a sua sinceridade, mas no fim ela está sempre certa. A solidão é como um remédio ruim, difícil de engolir, porém necessário para curar. Esses três sentimentos estão impregnados em mim e não deixam eu sentir as outras coisas que me fazem ser quem sou: excitação, felicidade, positividade. Deixei tudo isso pra quando você voltar.

Quando você voltar, o sol vai brilhar mais forte. As flores vão se abrir de vez. O café vai ter mais sabor e as manhãs vão ser mais serenas. Talvez seja este o dia em que eu pare de mentir para mim mesmo, pare de me iludir com promessas vazias e esperanças frágeis. Quem sabe seja este o dia em que eu reconheça que ando preso no passado, inventando um futuro pela metade. Um futuro que já passou, levando caras que eu não sou. Os caras que eu poderia ter sido, as caras que eu poderia ter tido…

Eu já me dei por conta de que tem idas que não tem volta. Desde que você foi eu entendi que preciso ser mais forte, realista, encarar a vida e não me esconder atrás de sentimentos.

Acontece que eu deixei tudo isso pra quando você voltar.

paulinho rahs