Ultimamente estou parando pra pensar no que eu era há uns anos atrás e no que eu me tornei. Eu era uma garota cheia de sonhos, metas e desejos. Eu adorava falar com o máximo de pessoas que eu pudesse. Sentia como se qualquer lugar no mundo fosse o meu lugar. Gostava de me gabar por aí que eu tinha um espírito natalino durante qualquer época do ano.

Confesso que sempre tive os defeitos visíveis para qualquer um que chegasse mais de perto. Sempre reclamei de muitas coisas e não me contentava com pouca coisa. Pra mim tudo era 8 ou 80. Também acreditava demais em todos os sonhos que eu tinha, tanto acordada, quanto dormindo. E eu sonhava muito mais acordada do que dormindo, o que me fazia sempre radiante.

Mas aí eu fui crescendo, fui vendo conceitos que eu não conhecia, fui me frustrando, fui me decepcionando, fui me contentando com o que tinha, fui deixando meus sonhos lindos de lado para viver a realidade, fui vivendo, vivendo e vivendo… Até que me tornei o que sou hoje. Um alguém que não existe mais. E o que mais me dói, é ter perdido o interesse em tudo que eu um dia gostei, é ter perdido minha essência pra uma versão completamente ridícula minha.

Não faço planos, não traço metas, não sonho mais, me conformo com o que tenho. Não gosto de conversar com muitas pessoas, sinto que nenhum lugar é meu mais e estou aqui, apenas existindo.

Sinto como se alguém ou algo tivesse matado a pessoa que tinha dentro de mim e colocado outra totalmente diferente no lugar. Não me sinto feliz e não me sinto triste. Vocês tem noção do quanto isso é doloroso? É como se tudo em mim estivesse dormente ou anestesiado, como se eu estivesse gravitando em um espaço vazio sem fim. E isso é triste.

Alguns dizem que tudo isso é o que vai me deixar mais forte, é o que vai fazer ninguém mais ousar me decepcionar, pois vou estar tão forte, tão imune, que vão perceber o perigo de longe. Outros dizem que entrei em uma depressão comigo mesma e somente eu posso me ajudar. E a realidade é que não sei nada sobre o que está acontecendo. Não sei nada sobre nada. Tudo se tornou um tanto faz.

Hoje digo que minha maior dor é não ter mais o brilho e a alegria de viver. Ter perdido tudo de mais colorido que eu tinha. A essência, a intensidade, os sonhos… Tudo. A vida me roubou tudo. Hoje posso dizer com muita tristeza na alma que o meu único e maior sonho é me sentir feliz, radiante e sonhadora novamente. Talvez um dia né?!

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Gabi Mayara

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