É uma recaída. Um descumprimento -não-conveniente- daquela promessa de “Nunca mais pensar a respeito”. Um momento demasiado raso, mas um momento. E ser “momento” já é infidelidade com toda essa força atual. Você quer ser independente naqueles minutos, mas não é. Os olhos lêem e o coração quer permanecer frio, mas ele aquece. As mãos estariam secas, entretanto há um “caminho de suor” percorrendo nervosismo bem no meio delas.
Seria cômica a sua forma de disfarçar aquele controle insolente, mas não é. Ri demais durante cinquenta segundos, entristece nos outros dez. Nos próximos vinte cruza pernas e  braços ou põe a mão no queixo e olha para o horizonte com a cabeça erguida -em sinal de profunda introspecção e desfavor-. Mas você levanta e vai dançar para não parecer que está tentando fingir algo. Mas ele vem. As peles se aproximam, o seu autocompromisso libera “milhares” de sinais para que a tal sanidade tome as rédeas da situação. Mas acabou. As bocas se olharam, se tocaram.
Eis o nascimento de uma nova promessa.
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Das Dores Monteiro

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