Já faz um ano. Sabe onde eu aprendi a te amar? Quando vi sua teimosia, quando percebi que era capaz de se atracar comigo em discussões infinitas, e sucessivamente na cama. Já faz um ano, e eu ainda lembro dos detalhes do dia em que te conheci.

Eu tenho uma lista de coisas, entre versos, rimas e poesias. Listei as coisas em que você se encaixava. Eu poderia te incluir em tudo, mas certamente iríamos brigar pelo caminho. Sim, as vezes acho que poderíamos inspirar muitos episódios de Tom e Jerry ou Piu-Piu e Frajola, entre tapas e beijos: puro e insano, esse é um amor de desejos.

Não adianta, eu sempre vou te xingar pela rispidez, e você sempre vai implicar com as minhas frescuras, com meu enjoamento, só que no final, nenhum outro corpo será reconhecido pelo teu, como o meu.

Mas como não posso te incluir em toda minha lista, eu te incluiria em uma viagem ao meu lado. Senta aqui, eu vou te mostrar como é te amar, sem te ter. No caminho, você vai ver algumas lágrimas, mas não se iluda com isso, por favor, porque eu sou “braba” sim! Mesmo chorando, eu rasgo tudo no peito. Você sabe, eu sou teimosa sim, tanto que ainda estou aqui né?! É que dor, nunca foi o suficiente para me parar.

Nesse trajeto, você vai ver também um amontoado de coisas que eu fui jogando de lado, para abrir espaço para o teu amor quando chegou. Vamos parar em um lugar que vai te mostrar exatamente o dia e a hora em que eu aprendi a te amar.  Vai ser engraçado ver aquela cena outra vez (risos). Eu fico curiosa para ver sua cara, ver suas reações a cada verso que é pra ti endereçado.

Mas enfim, lembra de quando brigamos, e algumas horas depois eu te chamei com voz manhosa? Então, eu só queria que deixasse a briga de lado. Por mais que não sejam discussões sem fundamentos, te amar é mais gostoso, te abraçar, te beijar, te ter é melhor. Lembra quando me beijou a primeira vez? Lembra de quando nos queríamos e isso bastava? Então. Lembra do primeiro toque, do primeiro beijo. Lembra, vai! Porque certamente, àquilo que ficou de poucos momentos, é o que ainda nos faz ficar, mesmo que não sejamos os mesmos.

Eu tenho certeza que com um roteirista bom, nossa história chegaria a TV. Um romance moderninho, vestido de questões vintage. Espia só, no próximo lugar onde vamos parar, vou te mostrar o dia que me beijou sem me tocar. Vou te mostrar o dia em que me amou, sem nem mesmo perceber. Me fez gozar de um riso fácil, mesmo depois de brigarmos.

Enfim, discussão, briga, choro, mais discussão e sabe onde é a nossa última parada? Sim, na cama. Ali, onde eu sou a flor que sempre fui e nunca escondi, e você incrivelmente o espinho que me faz sorrir. Espanta não, o roteiro não acaba ali, eu sei que a gente vai encontrar um jeito de continuar essa história, nem que seja em tapas e beijos.

Pois é seu moço, olha a gente infringindo leis. Contradizendo todos os olhares a alheios, só pra valer a nossa teimosia ou o fogo que não apaga em nós?  Seja lá como for, a gente inspira os episódios que o mundo ainda vai conhecer, paixão além da cama, amor além da paixão.

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Thamires Benetório

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