Se um dia a festa acabar, a bebida ficar quente e as pessoas insuportáveis, não hesite em me ligar.  Quando nenhum deles querer escutar seus segredos e conhecer suas histórias, pode me procurar. Eu moro no meio daquela rua, onde fica aquela cama que você já ficou deitada. Ainda tenho o nosso suporte de pipoca, aquele coração amassado que impregnou seu cheiro e uma vontade de dizer eu te amo.
Eu sei, que eu enlouqueci e sou o maior culpado do erro cometido por nós dois. Queria te contar que eu mudei, todas as coisas positivas do rapaz que você achava ser gay, ainda estão aqui. As coisas ruins eu deixei em um mundo velho, com coisas esquecíveis do meu passado. Deixei muita coisa pra trás, mas de uma forma inesperada você ficou.
Confesso que algumas coisas de nosso término eu não consigo entender. Quando me conquistasse, pediu por diversas vezes para eu olhar no fundo dos seus olhos, para ter coragem. Mas quando colocou reticências em nossa história, fez isso por telefone. Saiu na festa com suas amigas, voltando para o mesmo local de quando eu te conheci.
Sou sensível demais, prefiro andar a pé do que dirigir, mesmo tendo carteira de motorista. Já desisti de tantas relações, canções, trabalhos e emoções, que não consigo contar, pois me faltam dedos para tal. Minha mãe, novos e velhos amigos já mandaram eu me afastar, alguns disseram para temporariamente, outros para sempre, mas não dá.
Parece que ficou uma ligação entre nós, um copo, com um canudo que a partir de qualquer sopro, me traria pra perto de ti.
Mas falando sério se um dia a sanfona do cantor da balada desafinar em seus ouvidos, vem que podemos fazer um novo dueto.
 
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Dinho de Oliveira

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