Nesses últimos dias ando muito pensativa sobre meu real estado de espírito, meu coração tão frágil e tão machucado ao mesmo tempo. Observo muitos casais fofos e penso que um dia quero estar ali, naquele barzinho, com alguém me olhando apaixonado, quero me preocupar em agradar alguém além de eu mesma. Quero dormir e acordar com alguém do lado, me protegendo das minhas inseguranças. Mas agora não…

Depois de tantos tropeços, tantos arranhões, coração ralado, cortado, sangrando igual aquele primeiro machucado de quando caímos de bicicleta, depois de tantos choros desesperadores, querendo apenas um colo, querendo apenas carinho e reciprocidade, acho que agora aprendi que o melhor que temos a fazer é ficar quietinha mesmo, protegida de pessoas vazias que não acrescentam nada em nossas vidas.

Não posso jamais dizer que desacredito do amor. Muito pelo contrário, o amor existe sim. Mas são pra poucos, pra quem tem sorte ou pra quem é muito teimoso e paciente. O amor é pra quem vale a pena, pra quem deixa de lado qualquer coisa somente para sentir essa coisa linda.

O amor também é pra quem acima de tudo ama a si mesmo. O amor próprio é o maior e melhor amor que pode existir. Quando você está sofrendo e seu coração sangrando, todos os seus amigos e familiares podem dizer o que for, mas somente você consegue por um remendo naquele machucado pra ele parar de sangrar. Somente você consegue cuidar dele todos os dias, a ponto de chegar a não ter mais nenhuma marca ali dentro.

O amor próprio é o único que pode te salvar de amores meio bostas, é o único que pode dizer se aquilo vale a pena ou não. É o único que diz se você merece mais ou está bom só o que está recebendo. O amor próprio é o único que faz você querer reciprocidade. E amor sem reciprocidade, não é amor.

Por isso é que acho lindo alguns casais nos bares da cidade, pois ali vejo em cada um o amor mais bonito que existe, o amor próprio. E com isso, a reciprocidade vem de brinde, o amor entre os dois dura, o amor vale a pena e prospera.

Com isso chego a real conclusão de que preciso de mais amor próprio. Preciso me amar primeiro, me cuidar, cuidar do meu coração tão machucado e não deixar ninguém entrar lá e cutucar novamente a ferida que mal cicatrizou. Eu não posso entregar algo tão valioso nas mãos de qualquer pessoa. Eu não posso maltratar ele novamente. Eu tenho que cuida-lo, ama-lo e cicatriza-lo.

Preciso aprender a ser sozinha e ser feliz com isso. Preciso sair sozinha, beber sozinha, dançar sozinha, comer um lanche sozinha, dormir sozinha sem pensar em quem poderia estar ao meu lado. Preciso me completar e me transbordar. E somente depois, se acaso sobrar um tempo entre um amor próprio e outro, talvez eu queira reabrir novamente meu coração e se entregar a quem vale a pena. Mas antes disso, só o amor próprio me interessa agora!

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Gabi Mayara

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