11/12/2017

O Pintor

De início, todo meu pintar era vermelho,
Os pincéis riscavam gritos de alerta
Como se mudos, pudessem dar conselho.
E o quadro era apenas uma feriada aberta.

Então – paulatino – vi o amarelo,
Pigmento das vestes da incerteza.
Cada pincelada, um raio, um elo
De luz, que tornava a tela mais acesa.

Por fim, ao esmeralda me atrevi, e fui além:
Esbocei-nos todo um mar verdejante
Para que seja a cor da esperança também
A matiz daquilo que nos guia adiante.

E ainda que haja em minha paleta tanta cor,
À realidade parece infiel a minha aquarela.
Pois ainda não se viu pincel ou amor
Que possa ilustrar o meu querer por ela.

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Douglas Cordare

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