Teus duzentos e seis ossos balançarão só de ver a pessoa amada de longe. Teus batimentos cardíacos mudarão de ritmo feito escola de samba quando teu – ou tua – amada(o) aproximar-se do teu corpo. Existirá um beijo só pela troca de olhares antes mesmo dos lábios se visitarem. Tuas mãos ficarão trêmulas, tuas palavras sairão de ordem, um calafrio macio envolverá teu peito, mas não se assuste, não é problema “de” coração ao algo assim, é apenas uma resposta do teu corpo ao receber uma mensagem dos teus olhos com imagens poéticas apaixonadas. 

Só diga eu te amo quando estiver certo disto, eu lhe imploro. Não tenha medo de gritar este sentimentos pelos quatro cantos do mundo, mas só o diga, “quando sentir uma urgência perfumada dentro do teu peito esquerdo.” Quando não conseguir mas conter este mar de belezas infinitas dentro do teu pequeno corpo. Quando sentir o pulsar da tua alma implorando por querer invadir outra. Seja fiel ao que sente, e ao que irá dizer a outros ouvidos. Tenha consciência de que não é justo despertar o sentimento de alguém sem ter a intenção de amar. 

Tantas vezes eu quis ter dito eu te amo, mas dentre todas elas, meus duzentos e seis ossos não balançaram, meu coração não bateu tão rápido ou sequer sentir uma urgência perfumada na minha alma. 

Eu não estava pronto.

Era só mera coceira no peito. 

Entende onde quero chegar?

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Pedro Ficarelli

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