Eu o fito no olhar, e vejo, mesmo que em um pequeno momento, o menino sonhador que sempre me refletiu seu brilho. Meu menino, agora me diga: O que houve com você? Por qual razão seus olhos não transbordam mais sorrisos?

Explica-me, como pôde chegar a esse ponto? A alegria e a tristeza funcionam como uma gangorra em sua vida. Qual a fórmula para deixá-lo sempre a sorrir? Quero que esqueça o passado triste e busque, mesmo que ao fundo, aquele menino cheio de amor para distribuir, sem que necessite de ligação direta aos momentos que hoje são apenas lembranças.

Mostre-me, novamente, menino, aquele olhar arteiro e sedutor, de conquistar não com belas palavras e jogos de amor, mas com improviso e forte humor, pois é a sua essência que todos olham e sentem falta, mas que você deixou à mercê do horror. O maior inimigo do teu humor é essa tristeza desoladora, que te invade ao cruzar os olhos e encostar as bochechas.

Escute-me bem, menino, lave sua alma na hora que desejar, tropece no destino em desalinho traçado a te guiar. Não volte ao passado que te assombra, mas vá à frente nas tortas retas que enfeitam os desfiladeiros de sentimentos que teimam em te dominar. Siga esse caminho tortuoso até encontrar o que tanto procura.

Guia-me para te acompanhar. E, se um dia você quiser chegar lá, meu menino, lembre-se que seus olhos e sorrisos sinceros haverão de transbordar.

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Gerson Véras

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