Não é a idade, a roupa e o emprego dela. É a sinceridade do primeiro sorriso que eu vi nela. Não foi como eu vi ela, foi como ela falou comigo. Não é pelo português dela, é pela forma como ela respondeu as minhas perguntas na hora, sem pensar, criar ou planejar os próximos movimentos. Ela é do tipo que vive bem todos os seus momentos.

Não é só porque ela me olhou, é pela forma que ela olha. É como reagiu ao primeiro elogio e se demonstrou surpresa com o segundo. É pela forma como ela olha o mundo, como muda de repente e como odeia pessoa ausente. Ela é do tipo que planeja tudo que vai acontecer amanhã, mas não esquece de viver o hoje e valorizar o presente.

Ela é exatamente o que eu definiria como hard. Ou raridade. É o olho que eu quero olhar por horas, é a hora que eu quero transformar em dias e os minutos que eu quero transformar em meus. E não reclama se ela chegar atrasada, porque ela vai esperar por ti quando estiver se atrasando.

É do tipo de mulher que não tem medo de xingar o pai quando ele está errado. É ela que abraça a mãe chorando quando sente medo ou saudade de abraçar.

O meu erro foi deixar o relógio falhar e inverter os ponteiros, por isso só agora eu vi ela passar. Porque se eu soubesse que a encontraria aqui, teria esperado um pouco antes e da forma mais justa para a receber. Com todas as piadas prontas para transformar as suas indiferenças em sorrisos. E com todas reações, olhares e arrepios.

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Deivid Rafael

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