Parece clichê, mas é a mais pura verdade.

Eu parei de me lamentar sobre as coisas que deram errado, parei de me frustrar quando não saem conforme planejei, aliás, aprendi a não querer ter controle o tempo todo. Encontrei a harmonia quando parei de tentar me equilibrar, aprendi a agir pela natureza que flui sem me acorrentar as limitações que eu mesma criei.

Quando algo é pra ser, não tem como planejar nem prever os detalhes, precisa ser um imprevisto para nos surpreender. Descobri isso ao deixar de olhar para trás, de me preocupar tanto com o futuro e quando, finalmente, me encontrei vivendo o agora. É, não foi fácil, mas tive algumas colheres de chá, parece que a vida gosta mesmo de surpreender os desavisados. Foi quando trouxe ele, assim de uma forma tão inusitada e ao mesmo tempo duvidosa. Mais uma das aprovações da vida. Mas dessa vez eu decidi me entregar, não era para ele, é claro, mas para o sentimento que me aflorava cada vez que as conversas me inspiravam a transbordar.

Logo o toque, a compreensão e todo aquele carinho tomou conta, me deixei cativar. Foi bom saber que tudo aquilo não havia pretensões, me deixou confortável e até me fez sentir algo que, há certo tempo, já não sentia mais. Livre de cobranças, de aflições, de desconfiança ou qualquer outro sentimento negativo, era um intenso sentimento de paz que tomava conta ali. Não sei quanto à ele, mas para mim aquele momento valia mais que muitos beijos sem sentimentos ou toques sem arrepios. Alguma coisa me fez acreditar de novo que ainda existem pessoas capazes se tocarem apenas com o jeito de olhar.

E algo como se sentir viva, não sei bem como definir, uma sentimento de tranquilidade tomou conta e eu não tentei resistir à ele.  Lembrei da beleza que existe em deixar ser, se entregar para o momento. Saber que não precisa pertencer para fazer bem, que para ser feliz não é preciso se acorrentar. Lembrei também que aceitar a liberdade do outro faz ele ser quem é de verdade, só assim é possível saber quem nos faz bem naturalmente e quem tenta forçar uma afinidade.

E eu, bem, estou preferindo tudo isso que me causa uma sensação boa, que me permite ser quem eu sou e que aceita os meus defeitos sem me julgar, entendi que a felicidade é questão de ser e não de pertencer à algo ou alguém, que é possível receber o mesmo carinho que se dá sem se tornar refém dele. A reciprocidade resolveu bater na minha porta e eu… fui ser feliz e não volto. 

 
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  1. Ótimo texto

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