21/11/2017

A Lua

Oh, astro cor de prata!
Ah, sol dos que não dormem!
Apareça, faça-se à vista
Que por ti clama teu homem
Surja e dissolva as nuvens assim
Que vagam pela terra, e em mim.
Ilumine os belos campos de Pã,
E faça de mim teu Chopin!
Que eu componha a ti,
Nestes momentos oportunos,
Um sem-número de noturnos
Guiado somente pela chama
Que irrompe em mim e clama
Por tua pálida pele pura.
E na falta de melhor jura,
Dê a ti meu coração, bela dama.
A noite, tendo ela mil estrelas,
Sem a tua face a acendê-las, é só.
E eu, que canto a ti em romaria, ao vê-la
Não trocaria minha sorte pela de um Faraó.
 
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Douglas Cordare

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