Hoje eu parei, olhei para o lado e comecei a pensar em nós, em como tudo era diferente, em como sabíamos onde nos encontrar e o melhor: raramente nos perdíamos. Pensei e senti saudades de quando éramos um só. De quando dava merda no meu dia e eu corria para discar o teu número e assim desabafar. Saudades de dizer que estava triste e 20 minutos depois tu aparecer batendo no meu portão com um pote de sorvete, um engradado de cerveja e aquele teu sorriso lindo. Só imaginei como as coisas seriam se tivéssemos sido mais corajosos em relação ao amor, se teria dado certo, se passaríamos a nos odiar ou simplesmente faríamos funcionar. Voto na última opção, pois conheço a nossa força de vontade e se fosse pra ser, não teria tempo ruim na nossa vida, mas faltou a tão sonhada coragem e sobrou a dúvida, o será, o amor desperdiçado  dentro de um coração despedaçado.

Sonho com nós todas as noites e naquelas que eu nem durmo, fico olhando para o teto inventando histórias fictícias onde os nossos corações fizessem um par perfeito. Imagino cenários e crio diálogos entre nós dois. Sorrio no momento em que tu dizes que me ama e choro quando me dou por conta de que estou sozinha no quarto tentando superar algo que não aconteceu. Porque dói saber que chegamos tão perto, que batemos na porta da felicidade e quando ela foi abrir, fomos covardes ao ponto de simplesmente sair correndo como duas crianças que não sabem o que querem, sem nenhuma razão coerente ou que faça sentido, apenas porque nossas almas falaram línguas diferentes e sem nem eu perceber, tu não estavas mais aqui.

Tu tinhas ido e me deixado, ou eu te deixei ir e simplesmente desisti de tentar te fazer ficar. Não teve um só dia em que não te mandei uma mensagem fofa tentando fazer com que tu entendesses o que eu sentia, mas chegou uma hora em que a memória do meu celular acabou e lá não cabiam mais os meus textos românticos e nem aquelas imagens que eu baixei pensando em ti. Meu coração chorou e minha alma alertou que no momento o melhor a se fazer era te deixar ir…

Mas enfim, eu sinto saudades. Saudades de pelo menos saber que seria bem vinda à tua vida, por mais que não da forma que eu queria. Saudades de ter com quem conversar e sonhar. Saudades de te olhar, saudades de te desejar, saudades de tentar!

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  1. […] via Eu te deixei ir, mas a saudade ficou — Jornalismo de Boteco […]

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Nathaly Bonato

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