Quem sabe as madrugadas sejam para pensar nos prós e contras que fomos um para o outro, de como soubemos nos fazer magoar e o quanto (MEU DEUS) eu esperei de você.
Você foi um pilar. Um amor conturbado, mas puro. Desses que se escondem na minha cara de séria e difícil, na personalidade forte e dura, mas que se esbaldava quando encostava a cabeça no travesseiro para chorar.
Fico imaginando (e mais uma vez, talvez as madrugadas sirvam para isso) como tudo seria se tivéssemos nos desarmado. Como seria nosso casamento. Como seria tanta coisa que só mesmo a sensibilidade causada por uma insônia pode voltar à tona.
Medito sobre a vida que não nos permitimos ter, no fato de ter traído suas expectativas e você ter traído tudo (não só o que esperava). Sinto um vazio triste, monótono.
É real. Você não está do lado na cama, não estamos grudados tentando sobreviver ao aperto da falta de conforto. Não existe mais cheiro de pele cansada, uma cabeça cheia de cabelo (que você não tinha ido cortar) para eu fazer cafuné quando percebesse que tinha acordado.
Simplesmente não existe. Aliás, COMPLEXAMENTE fomos embora um do outro de uma maneira injusta. Porque não é fácil repetir pra si mesmo que o que não era para ser não foi, quando na verdade queria de verdade que tivesse sido.
Quem sabe as madrugadas sirvam para isso também. Para pensar como você não era para mim e como eu queria que tivesse sido.
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Das Dores Monteiro

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