É tanto tempo tomando ferro que um dia a gente acaba ficando forte. 

Minha mãe até tentou me fazer ficar fortinha com “Biotonico Fontoura” mas foi preciso mais que isso para me fazer crescer na vida.

Tive mesmo que mergulhar profundamente pra enxergar do avesso e perceber que no amor havia controvérsias. Eu que sempre fui de romantizar, até mesmo onde estava claro que não era amor, percebi que nem sou tão doce assim, que querer um principie pra me salvar não era um dos meus sonhos… a verdade é que eu nunca quis ser salva.

Dei uma “louquiada” aqui, sai algumas vezes pra balada, procurei nos bares uma dose forte de amnésia pra vê se esquecia todas as ciladas em que me envolvi. Foi como um vício, ciclo após ciclo e tudo se repetia, ainda bem que para vícios existe tratamento. E foi um tratamento de choque, sim, um belo choque de realidade era tudo o que eu precisava para sair daquilo ali.

 

Sabe, se ver numa situação sem auto-controle é como estar de carona num carro em alta velocidade. Você não pode simplesmente abrir a porta e se jogar para fora, na tentativa de fugir, mas sabe dos riscos que corre permanecendo ali. E se eu decidi pegar essa carona, foi por ter confiado sem antes me questionar se era ou não perigoso para mim e foi, a culpa é toda minha. Mas confesso, sempre gostei de sentir adrenalina. Talvez tenha isso que me fez ficar ali juntando os pedacinhos de mim que se quebravam toda vez que a velocidade excessiva do teu modo de viver me atropelavam num acidente quase que intencional. E tu “dava fuga” deixando-me no chão sem nem pensar em prestar socorro.

Mas foi assim que aprendi a me levantar sozinha, sem apoio e com muito esforço. Dizem que a dor nos fortalece e nos ensina as maiores lições. De fato. Nesses acidentes e ciladas em que me envolvi eu aprendi a dar valor pra mim. Entendi que tudo o que eu vivo é por me permitir, me entregar sem saber dosar, confiar sem conhecer, mudar sem me questionar se será benéfico para mim. É tudo uma questão de escolha. Afinal, foi assim que deixei de ser eu para me tornar um personagem de mim, uma versão fragilizada e indecisa que se colocava em risco para saciar o desejo de aventurar-se nas paixões cegas e ilusórias. Deixei de me pertencer muitas vezes para pertencer a um mundo onde não havia espaço para a minha estrela brilhar. Pior é saber que escolhi tudo aquilo. Mas agora eu sei que isso tudo não passou más escolhas, eu errei comigo mesma mas tudo bem, todos precisamos passar pelo pior para compreender que a vida não é feita apenas de prazer, é como se fosse uma forma de despertar a consciência. E a vida é como um professor, te da várias lições até tu acertar e mostrar que entendeu, assim, de matéria em matéria, a gente vai se especializando na escola da vida e entendendo que enquanto não aprendemos à nos defender, continuaremos à apanhar das situações da vida.

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