30/10/2017

A vampira

Que venha a noite, não o dia
Prefiro o som do rouxinol
Do que a voz da cotovia
Que o canto dele anuncia
Orgulhoso a morte do Sol

E meu peito bate no compasso
Do pêndulo baço que se arrasta
Vem! Vem que o ar já não me basta
E tua demora torna o respirar escasso

Ah, doce vampira! Quero me perder
Na noite que há em teus olhos,
Caminhar pela estrada de espólios
Que é o teu corpo. Em ti estar e ser.

Meu coração já é tua propriedade
Então, entrego aos teus lábios minh’alma.
Ah, não tenha calma! Mate-me com teu beijo,
Pois desejo ser condenado já pela eternidade
Se o contrário for viver com esta saudade.

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Douglas Cordare

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