Eu decidi te mostrar quem eu era. Eu decidi desnudar os meus sentimentos a você. Mas eu sabia que você, sempre tão impassível e distante, se afastaria ainda mais quando sentisse que a minha intensidade pudesse te tocar, quando sentisse que o meu gostar de você era além do banal. 
Eu sabia inclusive que o meu sentimento, tão exposto, iria fazer com que você se sentisse ameaçado e sentindo-se assim você muito provavelmente iria à direção oposta, se aproximar de outros braços, porque você simplesmente não queria tocar a intensidade de ninguém. Você, tão fechado e distante, escolheria se manter na superfície de várias a mergulhar na profundeza de uma. Era mais seguro, era mais compatível com o seu jeito livre de ir e vir. 
Mas ainda assim eu quis entregar o meu jogo. Porque eu já não me importava com a sua reação ou com o que você pensava a respeito. Porque eu já não me importava com as regras que eu havia criado em outros momentos. Ser verdadeira e transparente não era mais uma escolha, era uma necessidade, mesmo sabendo que entre nós dois ainda existiam medos. Mas aqueles medos, pela primeira vez, não eram meus.  
Eu queria te mostrar, tudo de mim, queria que pudesse entender que ter medo de sentir, não era necessário e que dentro de mim haveria um mundo só para você, para que se confortasse e se mantivesse seguro. Queria que percebesse que passar a vida evitando sentimentos não te faz mais forte, não te faz mais fraco, apenas não te faz alguém e eu queria que você tivesse sido um alguém e que se perdesse em mim como eu queria ter me perdido em você, não porque se perder no outro seja coisa de pessoas fracas, na verdade, se perder, prova que você ao menos tentou, seguiu em frente e teve coragem de desbravar caminhos ou sentimentos desconhecidos e isso era tudo o que você despertava em mim, a vontade de estar perdida, mas eu me perdi apenas em seus sinais confusos, me fazendo acreditar que me queria, mas ao mesmo tempo corria para o lado oposto. 
Todas as vezes em que olho para trás e tento avaliar os motivos de você ter se afastado, eu entendo que minha intensidade foi que te assustou, nunca questionei seus sentimentos, apenas demonstrava os meus abertamente de forma que eu tivesse certeza que você os sentia, que meus sentimentos o tocavam, mas disso eu não me arrependo pois isso é o que sou, puro sentimento pulsante que gostaria de correr por suas veias, mas sua fraqueza me fez admitir que sou demais para você. 
Eu não me iludo em achar que um dia você irá derrubar essas barreiras que criou para evitar que eu entre, sei que seu medo é mais forte do que a vontade de se entregar, mas eu sei também que no momento que eu decidir partir você ficará vazio, vai perceber que seu ego não te preenche mais e que a vida é mais do que uma busca constante por algo que você nem sabe o que é, a vida também é aproveitar os achados que encontramos no caminho, é desfrutar sentimentos que por mais que nos amedrontam pode ser exatamente o que precisamos e eu sei que sou o que precisa, se você tivesse a coragem de aceitar. 
*Texto escrito em parceria com Nat Medeiros
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Marcinha Rocha

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