(Fazes-me falta).

Fazes-me falta
Sem dúvida.
A presença que trazia,
A energia vital,
A certeza de tudo.

Agora,
É o próprio ar que me falta.
Respiro mecanicamente
Apenas por instinto
De sobreviver

Mas sobreviver sem ti
É um sobre-viver sem sentido.
Tu vives, mas para nós
Estás morta.

Preciso deixar-te ir,
Mas ainda busco me apegar a algum calor
Que emane do seu ser
Das minhas mais remotas lembranças.

Sim, remotas,
Escondia-as de mim mesmo
Para que nunca mais as encontrasse.

Mas pobre de mim
Achar que tenho ingerência sobre ti,
Tu és furtiva, atua na escuridão.
Basta que eu feche os olhos
E lá estás,
Mais bela do que nunca,
Mais radiante do que o próprio sol.

Fazes-me falta, é claro.
Faz-me falta teu olhar,
Teu cheiro,
Teu corpo deslizando sobre o meu,
Teu riso bobo,
Teu jeito de mulher.

Não há jeito,
Far-me-ás falta eternamente.
Sempre lembrarei

Do que poderia ter sido,
Das coisas que não disse,
Das coisas que não devia ter dito.

Contudo, agora percebo,
Preciso deixar-te ir,
Abrir espaço para o novo.

Prometo-te, todavia,
Que se acaso venha a encontrar

Tal amor novamente
Irei vivê-lo em nossa homenagem,
E cada instante de felicidade
Dedicarei ao homem que hoje sou
E que tu me ajudastes a encontrar.

Obrigado por me libertar,
Deixo-te ir agora também.

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Rafa Lima

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