Não sei como lidar com esse sentimento dúbio que pulsa dentro de mim. Outro dia eu contei — para todo mundo que se propôs a ouvir — que eu não mais falaria teu nome e que você era uma página virada na minha vida, mas confesso que tem uma chama de esperança acesa. Ela é mínima e quase opaca, mas é. Quase todos os dias, consigo diminuir o brilho dela, até quase fazê-la se apagar. Mas então, quando ela quase se apaga, você reaparece falando aquelas coisas que gosto de ouvir. E a chama reacende — mais forte do que nunca.

É errado, eu sei. Digo para mim mesma todos os dias, embora me faça bem. Consigo mensurar o tamanho do tombo, embora me faça bem. Consigo dimensionar a imensidão do arrependimento. Mas me faz bem, entende? De fato, não sei como lidar com esse sentimento dúbio. Não sei como driblar as minhas vontades erradas. Se é que são erradas.

Talvez o erro tenha sido deixar você entrar na minha vida. As coisas estavam bem e alinhadas antes de você chegar. Ok, estavam pacatas, chatas e mornas, mas ninguém precisa saber disso, precisa? Você não precisa saber disso, e é fato que nunca te contei abertamente o quão me faz bem conversar contigo e como eu adoro quando você prolonga nossas horas.

O sentimento é dúbio. Uma mistura entre paixão e amizade. Eu não entendo esse meu querer bem e não consigo mensurar o quão bem eu te quero. Mas eu te quero. De um jeito torto e errado, mas quero. E não queria querer.

Não sei como lidar com esse sentimento dúbio que pulsa dentro de mim.

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Mafê Probst

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