09/10/2017

À Psiquê

A ti clamo, bela deusa! Estou à tua mercê!
Que a tua presença é a luz que recorro
Nestes tempos de tão necessário socorro.
Por tal, ouve a este mortal, doce Psiquê.
Não há um só templo erguido em teu nome,
Mas vives em cada suspiro que consome
De êxtase os apaixonados desta terra.
Então, ajuda a este soldado sem guerra.
Tu que ensinou o próprio Amor a amar,
Que é das deidades, a mais humana!
Mostre-me novamente como sonhar
Pois vivo farto da realidade cotidiana.
Dê-me a ilusão de um amor por vir,
Ou a dor de um não acontecido.
Mas livra-me a alma deste não-sentir,
Que torna inútil a jornada e o sentido.
Quero antes amar e ter o coração em cacos feito,
Do que carregar este sólido vazio em meu peito.
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Douglas Cordare

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