Desisto. Faço dessa espécie de amor que, hoje, já não sei se é real uma completa e profunda desistência.
Não nasci para sentir-me abandono. Não nasci para verter lágrimas ao invés de brotar risos. Não nasci, meu caro, para esperas intermináveis.
Digo-te que desisti. Não desejo ser a inclusão dos teus planos ou a partilha dos seus bens sentimentais. Aliás, não fui bem feita para explicações sobre “como ainda me amas, mas precisa fazer e ser tudo, menos estar ao meu lado”. Eu não tenho mais paciência. Não tenho mais RESILIÊNCIA para adaptar-me a ti enquanto vai embora sem piedade.
Dói. Eu bem sei e assim sempre foi e haverá de ser. Portanto, doarei a ti a liberdade que nunca tive. Doarei absolvição das minhas noites em claro procurando em mim os erros que me fazia morar em abraços errados e não sinceros.
Doarei a ti essa saudade que de encanto não tem nada. Doarei a COMPLETUDE de minha desistência e não de meu amor.

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Das Dores Monteiro

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