Eu sempre soube que você iria me fazer falta, que em algum determinado momento a bendita saudade ia achar que tinha o direito de sentar ao meu lado e fica me cutucando, achando que tem o bendito direito de berrar dentro de mim.
Durante muito tempo eu tentei silenciar ela dentro do meu peito, coloquei até um esparadrapo para que ela não falasse tudo que está entalado em sua garganta, porém de nada adiantou, os dias se passaram e os gritos permaneciam presos ali. Então decide deixar com que ela falasse.
– Oi tudo bem? Ando sentindo sua falta de uns tempos para cá, como se algumas coisas ainda estivessem fora do lugar e foi dolorido perceber que apesar de tudo, você não voltaria, não estaria ali no café da manhã e nem aparecia de surpresa durante o jantar.
Apesar de acreditar que seria melhor assim, a saudade que carrego em meu peito, faz questão de não calar, diariamente grita aqui dentro de uma forma diferente, eu tento fazer com que ela silencie, porém nada adianta.
Hoje ela grita, fala e até esperneia e eu só a se sentir, mesmo sem querer e tentando esconder ás lagrimas que hora ou outro caem junto com algumas lembranças que ela traz – não adianta calar, portanto hoje eu a deixo falar.
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Andressa Leal

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