Cadê você, menina?
Tenho certeza que existe um lugar onde todas as coisas que eu procuro vão parar. A tampa da caneta, o pé da meia – nova, óbvio –
que sumiu pelo quarto e deixou a outra irmã órfã (tá certo isso?), a palheta do violão que eu não sei tocar, e você.
Todas as outras coisas aparecem quando eu falo a palavra mágica ‘ô manhê, tu viu…’ e plim! Apareceu como num milagre depois da dona Ana falar as palavras mágicas dela: ‘se eu for aí e achar, eu vou…’ o final muda um pouquinho de mãe pra mãe, mas a essência é a mesma.
O que me fode é que contigo não tem palavra mágica que funcione. A mágica da história é você, que some do nada e deixa um vazio do tamanho de um tudo aqui dentro.
É que a saudade de você fode comigo e eu fico mais perdido que relógio em dia de mudança de horário de verão ou quando viaja de um canto pro outro. Fico confuso no fuso, perdidinho… A única coisa que eu sei é que a saudade é sempre algumas horas a mais. Às vezes, até meses…
Mas sabe do que eu gosto mais? De quando tu aparece – do nada também – e fica. Deita no meu peito e praticamente leva minhas mãos pra dentro dos teus cabelos me pedindo cafuné. Nessas horas, confesso, que até penso em me desapegar do meu desapego.
‘Permita-se’. E lá vai ela de novo: Descolore, pinta, lava, seca. Mudou. E alguns meses depois, repete tudo outra vez. Acho lindo isso em você, essa falta de medo em mudar, em ousar, em tentar. Em se permitir…
Eu fiquei pensando o dia inteiro sobre o que a gente poderia ser e rascunhei domingos preguiçosos e chuvosos, onde a gente só tinha a gente, um notebook com Netflix, o app do iFood aberto e os muitos comprovantes de gordices debitados do meu vale refeição.
A gente poderia ser o novo casal do grupo de amigos, que todo mundo olha e pergunta: ‘por que demoraram tanto?’
A gente também poderia ser um casalzinho bem eclético. Enquanto eu ouço no Deezer Los Hermanos e Safadão, seu Spotify pula da vidinha de balada do Henrique e Juliano e vai pro tal do Mc Kevinho – olha a explosão. Cê acredita?
A gente poderia tirar várias fotos e fazer inveja pros solteiros, mas provavelmente nossas postagens e marcações seriam de comidas ou coisas ridículas, como as cantadas com o ‘selo tio do pavê de qualidade’, que te arrancam boas gargalhadas.
Keep calm, não tem ninguém apaixonado aqui. Se me perguntar eu nego. Quero ver provar que eu menti.
É que eu fiquei pensando o dia inteiro:
De todas as coisas que a gente poderia ser, ser feliz – em segredo – é o objetivo mais certeiro. Vem comigo que no caminho eu te explico!
Do nosso amor a gente é quem sabe, pequena.
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Diego Henrique

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