22/09/2017

O circo…

Você percebe que o mundo está de cabeça  pra baixo, quando as pessoas aceitam passivamente o outro ser agredido e ferido impiedosamente. Você percebe que não evoluímos em nada, quando se falam de cura gay como se estivessem lançando um novo analgésico. É difícil, mas a miséria maior disso tudo, é ver gente aplaudindo o circo. Pior, ver gente agindo como se o “picadeiro” estivesse forte o suficiente para sapatear sobre a vida sexual lheia. Pois é, geral opinando como se fosse pagar a conta do outro. Acontece que sobre a conta que realmente pagamos, ninguém fala nada né?!  Tá tudo certo se lá pelas tantas em uma palestra qualquer, começam a explanar sobre “imposição de intervenção militar”.
Tá tudo bem, se o nosso planalto virou um circo, um verdadeiro picadeiro. E tudo certo também, quando nesse circo, os palhaços estão sentados assistindo a palhaçada e vez ou outra, discutindo sobre qual é o melhor ou qual está certo sobre isso ou aquilo.
Confesso que cansa, essa ladainha toda cansa.
A primeira vez que comecei a observar o assunto com outros olhos, foi quando ouvi a seguinte frase; “Lamentar a minha própria existência”. Sim, eu sempre fui a rainha do drama, mas dessa vez não tem drama. Dessa vez meu coração foi inteiramente atingido. Escutei essa frase enquanto escrevia um artigo para uma revista. Essa frase me trouxe uma reflexão muito forte.  A possibilidade de lamentar a própria existência, já pensou nisso? Ser torturado ao ponto de se torturar, essa é a realidade de centenas de brasileiros.
Você deve estar se perguntando agora, porque é que eu mudei de pato para ganso. Calma, eu vou te explicar.  Esse é aquele jogo, onde o “sol é para todos”, assim diz o slogan, só esqueceram de completar que do lado de cá ele não chega.  Sinceramente, ao pensar que o homem já pisou na lua, chega a beirar tolice termos que escrever sobre a responsabilidade e o dever de se respeitar o outro. Beira a ignorância, discutir se vamos curar gays, enquanto nossa piscina cheia de ratos, se vangloria e engorda as nossas custas. As custas de gays, heteros, negros, brancos, pardos e tantos outros.
Eu comecei parafraseando D2 e vou seguir por aqui, lembrando de Cazuza, “O tempo não para”. Será que lá em 1991, ele já tinha previsto, já tinha enxergado os parte da putaria que isso tudo se transformaria?  Acredito que sim. Mas o que mais me espanta nem é isso, é saber que ainda não entenderam que a procura é mais importante que a batida. Não enxergaram, que o essencial é invisível aos olhos. Se tornou comum os artistas que não fazem arte por aqui.
Hoje, nossos militantes saem as ruas com vestes de medo. Já pensou, de repente militantes com medo de militares. De repente, você tem medo de ser o que é e passa a ser aquilo que desejam de você. Comparo esse momento com aquela ânsia de vômito que não vem mas não volta. Aquela que te entala, te trava, sim, aquela que é intragável e te desespera. É assim, de repente engordam às suas custas, pisam no teu saco, fazem festa na tua casa e te chamam pra pagar a conta. Ao final, uma bebida quente qualquer pra te lembrar que tu é doente. Mas tudo bem, eles possuem a cura e enquanto você decide se trata ou não, eles cuidam de tudo.  Afinal, eles estão sempre cuidando de tudo não é?! Mas me diz você, será que R$51 milhões paga? Será que paga a tua lou(cura)? Mas relaxa, eles estão cuidando de tudo.
Enfim, que amanhã antes do galo cantar, ainda esteja viva a poesia do gueto nacional e que ninguém se esqueça, “O mundo é diferente dá ponte pra cá!”. Mas que se lembrem também, a geração whatsapp, é aquela que não se desliga. É a geração que chora, mas também dá o lenço!

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Thamires Benetório

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