Eu não sei se você sorri assim o tempo todo, também não sei se esses olhos profundos estavam me encarando ou se era o barman que chamava sua atenção, mas eu não podia voltar para casa sem falar com você. Antes que diga qualquer coisa, eu quero te falar que a minha intenção não é te encher de cantadas baratas que você já deve estar cansada de ouvir, nem te levar para minha casa no final da noite. É que eu não poderia simplesmente ir embora sem dizer oi.

Eu não sei seu nome, nem a sua história. Você provavelmente veio a esse bar com suas amigas para se divertir e não vou atrapalhar seus planos. Não me interprete mal, mas reparei em você desde a hora que chegou. Reparei na luz que você emite e na liberdade que você carrega no peito, que mistura com a sua firmeza ao andar. Eu sei que em algum lugar aí dentro de você tem toda força que precisa para seguir em frente.

Por favor, não me ache um maluco por falar esse monte de coisa aleatória, ainda não é meia noite e eu não quero estragar o resto da sua madrugada. Esse papo todo não é uma tentativa para conseguir algo com você, longe disso. Eu te olho nos olhos e não é para te intimidar.

Desculpa por tomar seu tempo e obrigado por ter ficado e me ouvido. Você poderia ter revirado os olhos e ido embora, seguindo até suas amigas para dizer o tanto que sou maluco. Mas você ficou. Agora, aproveite sua noite e não deixe de sorrir assim. O tempo todo.

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Mari Guimarães

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