Hoje eu acordei pensando em você e tudo o que passamos e até mesmo imaginei o que poderíamos ter passado juntos. Parecia que o nosso “quase nós” havia sido em uma outra vida.

Vida essa que eu me lembro tão pouco, mas que sei bem lá no fundo que existiu.

Me lembro tão bem do seu sorriso tímido, da sua voz baixa, da sua fala um pouco embolada, que eu particularmente achava que era seu maior charme.

Era tão fácil conversar com você, fazer você participar da minha vida, te contar meus planos, ouvir os seus, saber como foi seu dia e se eu poderia contribuir para que eles fossem melhores, dias após dia.

E assim foi por algum tempo, você já era parte da minha rotina, que eu nem ficava com aquele frio na barriga na expectativa de uma mensagem sua e se ela iria me fazer sorrir, isso porque ela sempre chegava e o resultado era sempre o mesmo, um sorriso tão grande que nem eu sabia que existia dentro de mim.

Mas o tempo foi passando, os compromissos e prioridades foram mudando, você mudou, eu mudei, mudamos e nos afastamos.

É tão engraçado, para não dizer triste, como que temos a facilidade de afastar aquilo que nos faz bem tão rapidamente. E assim foi, o que era frequente começou se tornou raro até não existir mais.

E justo hoje eu me lembrei de você, lembrei que era fácil estar com você, lembrei que com você eu não me importaria de passar noites em claro apenas jogando conversa fora e tentando de te convencer de que Game Of Thrones é a melhor série da atualidade.

Se você acreditasse em destino, diria que tudo que acontece já estava programado há muito tempo. Que as coisas não deram certo naquela época simplesmente porque não era o nosso momento.

Mas como eu acredito no destino, e se ele está te colocando de novo no meu caminho, o jeito é me arriscar e ver onde isso irá me levar.

Talvez o destino esteja nos dando uma segunda chance, aquela em que vamos tirar a prova se podemos dar certo ou se sempre será um erro. Aquela para pararmos de pensar nos “e se” e vermos como o que é, o que foi e o que será.

De qualquer maneira, havendo um nós ou um eu e você (separado, na frase e na vida), o que importa é que sempre irá valer a pena arriscar.

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Tamara Pinho

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