Não importa se é sexta-feira 13, domingo de ramos, páscoa ou natal, se o relógio marca dez horas, meia noite ou se já são sete da manhã, não importa que horas que ela terá que levantar no outro dia, ou qual a responsabilidade que à espera ao voltar para realidade. O momento para, a terra não gira e dois corpos se entregam.

É uma mistura louca de desejo com respeito e com um papo leve no final, um beijo de despedida que já marca o próximo roteiro e o gosto de quero mais embalado para viagem. Somos uma mistura de músicas preferidas, com histórias parecidas e um único desejo, o de viver a vida, fugacidade nos definiria, nada menos poderia ser, nos apoiamos na loucura de juntos nos perdermos.

Enquanto a maioria prefere canja quente, cama e edredom, nos arriscamos na velha estrada onde o tédio não tem vez e tão pouco itinerário, ela me acompanha e me apoia mesmo batendo o pé que jamais irá ser minha, é a primeira a quem conto sobre aqueles projetos que em meu coração fazem morada, ela insiste em dizer que será só mais essa vez e que depois eu posso esquecê-la, mas o seu cheiro em meu lençol me faz mais e mais querer tê-la em meus braços.

É mais do que pele, química e tesão, ela é minha calmaria em dias terríveis, é o calor que espanta o inverno, é a pessoa mais insana e dócil que eu poderia conhecer. Se nos pertencemos? Jamais, apenas nos transbordamos de uma espécie de loucura boa de se viver. Eu acho que quando ficar mais de idade vou querer uma quitinete e um frigobar para minha cerveja de domingo não esquentar, o bom e velho Cazuza na vitrola e uma rede na varanda, ela ao meu lado discutindo pela milésima vez qual será o nome do nosso herdeiro que está prestes a nascer.

Mas sempre que compartilho esses devaneios, ela veste a sua roupa, diz que é melhor deixarmos o papo furado para uma outra hora, que o sol está raiando e trabalhar ela tem que ir, que amor é lorota, que quem acredita em finais felizes são calhordas e que ela é quem manda em tudo que irá sentir. Às vezes acho que ela foge de mim não exatamente por ser eu, mas sim pela intensidade que carrega em seu peito com sentimentos que são meus.

Ela possui a carga emocional mais complexa que uma mulher pode aguentar, e de pose de durona ela espanta qualquer conquistador meia tigela que tentando de balela em balela no papo a levar, ela não é garota de 5 minutos e nada mais, tem todo um contexto que precisam para a sua atenção ganhar, e meu amigo, quer um conselho? Finja que acredita que ela é um receptáculo sem coração, e ela abaixará a guarda e por sorte um dia você ganha de vez também o seu coração.

Sobre as minhas esperanças para esse final? Eu torço que ele nunca chegue, e que com: “esse não temos nada”, “sou só minha e de mais ninguém”, ela complete mais um ano ao meu lado, e que dela eu seja refém, ela é mulher única e de um valor sem igual, estou na luta firme e forte de que um dia à mim ela escolha para ser seu par.

-Eu sou um vício Pedro.

-Eu não preciso de reabilitação alguma para viver, apenas a certeza que amanhã novamente irei amar você.

O que os difere é o que os tornam inseparáveis, Carolina foge do amor, mas se joga em seus braços, Pedro é fugas e louco por liberdade, mas se prende na cadeia de seus beijos e dispensa habeas corpus, loucuras de um casal que se une pela endorfina do amor e que se sentem livres exatamente por amarem.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

CATEGORIA

Re Vieira