Quando eu te vejo olhando de longe, não sei se eu posso imaginar o que eu fico imaginando. Talvez seja delírio puro. Talvez seja saudade exposta, que me engana e me faz acreditar que tu quer um pouco mais do que só me olhar.
Sei que foi só uma vez. E sei que pra ti pode ter sido nada, mas te ver me olhando, de vez em quando, entre o reflexo de um vidro e outro, me faz lembrar de tudo. E pode parecer besteira, mas eu lembro dos detalhes. Lembro da música, da roupa, do lugar e de como lá eu queria ficar. E lembro que o final foi despedida.
Então, quando o fogo apaga, tu acende. Quando o calor passa, tu volta pra jogar lenha na lareira. Quando eu vou embora, tu me puxa pelo braço. Quando eu quero levantar, tu passa a perna e me joga no chão. E, no final das contas, é tu que tem alguém. Eu só tenho solidão.
Eu que durmo às 8 da noite, enquanto tu tá no bar tomando cerveja. Eu deitado na cama, tu com o copo na mesa. Eu respirando sozinho, tu respirando incerteza.
Quando eu chego, tu dispersa. Quando eu quero, desconversa. Quando tento, é mais bola pra fora, do que chute em gol. É mais tempo perdido, do que beijo desmedido. É mais aumento de saudade e diminuição de certeza. É mais distância, do que convite que acaba com beijo em cima da mesa.
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Deivid Rafael