Ela roubou meu lado da cama. Nem Michel Temer, teria coragem de fazer um ato desses, ao retirar meu espaço, que fica próximo do meu guarda-roupa de madeira e embaixo da minha estante de livros. Seria um crime, mas nada posso fazer ao não ser receber a sentença de pensar nela, ouvindo a canção mais triste de Frank Sinatra, enquanto foco em meu trabalho.
O meu cantinho, tem o cheiro característico do suor de quando se dorme com coberta de menos. A colcha é amassada devidamente proporcional ao meus 1,73m de altura e meus 10 quilos a cima do peso. Em todos os dias em que durmo sozinho, chego cansado, e pulo em meu recanto de descanso, de tênis mesmo para jogar videogame.
Mas a lição que fica, é que renunciamos  de nossas escolhas em troca de uma vida a dois. Evite escolher o espetinho com o refrigerante de guaraná que você tanto gosta, se ela quiser comida japonesa. Esqueça os filmes de ação, onde tudo voa, pessoas morrem e sangue rola na tela do cinema, o foco da garota é chorar naquele romance adolescente, adaptado de um livro. No máximo uma animação com anões amarelos.
Seu passatempo, é passar o máximo de tempo ao lado dela. Os passeios com os amigos, sogra, jogos de futebol, bebedeiras intermináveis e as ressacas regadas a ronco, só tem sentido com ela. O amor é obrigatoriamente a arte de se viver a vida do outro. Retire de si, a pecha de assistir a série que você quer. Ela te domina e coloca algemas em você.
Isso torna o amor ruim? Evidentemente que não. O que queremos nessa vida é sermos eternamente refém de uma única mulher, por toda a eternidade. Vem cá, rouba o que você quiser, juro não chamar a polícia.
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Dinho de Oliveira

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