Ninguém sabe, só eu!
Mas carrego-te na pureza da presença de um sonho, nos enleios de devaneios contínuos, sensibilizados por sua não-presença. Lá, enquanto o sono é a única realidade de mim, a alma viaja e vai visitar teu cheiro, tua pele, teu riso, tua falta de resistência ao trocar olhar com o meu.
Ninguém sabe, só eu!
Mas enquanto peço forças aos céus para esquecer-te, o universo, condoído pela falta tua, presenteia-me com teus abraços furtivos e eternos, embora irreais. E assim, durante o fechar dos meus olhos, abro-os em outra vida na qual você está presente e sempre consternado de saudades minhas.
Ninguém sabe, só eu!
Mas sempre que fica difícil a nossa lonjura real, você vem e me visita. Como se nossas almas fossem (desde outras vidas) incapazes de viver longe uma da outra. Lutando contra o destino contrário, você não deixa de vir demonstrar teu afeto e amor ao buscar-me para passar um tempo ao teu lado, onde quer que imaginemos, numa única noite de sono.
Ninguém sabe, só eu!
Mas sempre acordo com saudades, como se aqui você tivesse realmente vindo. Desperto querendo voltar ao imaginário, como alguém que sabe que só lá poderá amar inteiramente.
Ninguém sabe, só eu!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

CATEGORIA

Das Dores Monteiro

Tags