A vida não perde a mania de me pregar peças, sempre que acho que estou no comando ela vira tudo pelo avesso e me joga no chão, me deixa sem chão. Eu já vivi tantas histórias que eu jurei que eram para sempre, todas viraram pequenas cicatrizes, lembranças opacas e aprendizado.

São tantas reviravoltas que quando está tudo bem, eu já me preocupo com o que vai acontecer para desestabilizar a minha vida e o meu emocional. Parece que nada para mim vai ser realmente duradouro. Sinto que sou uma colecionadora de saudades. As pessoas vêm, deixam suas digitais e se vão da mesma forma inesperada que chegaram.

Deveria ser possível colocar uma plaquinha, feito essas que se colocam penduradas nas portas com o seguinte aviso: por favor, só entre se tiver a intenção de permanecer. É que eu ando cansada dessas chegadas e partidas bruscas. Ando cansada de ter tudo revirado por aqui e depois precisar me virar sozinha para deixar em ordem. Ando cansada de colecionar saudade e ando querendo colecionar momentos com alguém que não tenha medo de enfrentar o medo e opte por mergulhar.

Porque de saudade em saudade, meu coração foi ficando mais frágil e minha entrega mais cautelosa. E mesmo que nessa vida nada venha com garantias e eu continue sendo a louca que assume os riscos da vida e sente muito sem precisar desculpas, quero que alguém chegue me mostrando que de saudade em saudade a gente aprende que merece sentir a felicidade de ver chegar quem não pretende ir.

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Victor Érik

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