Já vi alguns textos por aí em homenagem aos babacas que cruzaram nosso caminho. Amei e me identifiquei com todos que li. Mas hoje eu resolvi agradecer aos caras legais que passaram pela minha vida. É, pode soar estranho. Ou não. Mas também já conheci homens que valem o meu “muito obrigada”. E não por terem sido idiotas e me ensinado da pior maneira, mas por terem agido como Homens, com H maiúsculo.

Apesar dos encontros que me trouxeram a certeza que de moleques e babacas é melhor manter distância, a vida me apresentou caras que valeram a pena, que me fizeram entender e sentir a delícia de conhecer alguém maduro e que não banca o leviano com os sentimentos alheios. Daí você pode se perguntar: então por que não deu certo? Ou, um pouco mais irritado, você, caro leitor, já deve estar naquele famoso pensamento de que quando o homem presta, a mulher só quer amizade, afinal, preferimos os cafajestes. Que balela! Os motivos para uma relação não ir adiante são inúmeros e nem sempre é preciso que um pise na bola com o outro. Pode ser o momento, a química ou simplesmente o “não rolar” sentimento mesmo. E está tudo bem.

Mas os homens de verdade que eu conheci mostraram que o fato de você não estar na mesma sintonia com alguém, não é sinônimo de ser indiferente ao que a outra pessoa traz e diz sentir. Mostraram que está tudo bem, sim, quando a gente se mostra e externa todas as nossas vontades, sem receios de julgamentos ou condenações. Trataram-me com carinho e não saíram correndo logo em seguida. Deixaram claro o que é respeito e que quando as coisas acontecem na transparência, tudo flui melhor. Sem mágoas, mesmo que dores sejam causadas. Fizeram-me amadurecer de uma forma tranquila, leve e com a certeza de que, mesmo tendo muitos por aí que não valem o nosso batom borrado, têm homens que merecem o meu muito obrigada.

Por isso, gratidão aos caras legais que passaram por minha vida. Gratidão por ter aprendido que ninguém é obrigado (e não vai) a gostar de mim sempre, mas que mereço respeito ainda assim. Por ter conhecido outros sentimentos, sensações e outros tipos de reciprocidades. Por ter entendido que nem todo mundo chega para ficar, mas ao sair, não precisa deixar tudo por aqui devastado por pura maldade ou imaturidade. Por aprender a reconhecer quando um, que realmente valha a pena, chegue querendo ficar. Porque os homens de verdade me ensinaram que nem só de babacas se constitui o mundo. Ainda bem…

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Ana Luiza Santana

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