Nem todas as pessoas que passam por nossas vidas chegam com o intuito de levar algo de nós, muitas vezes, mesmo que não percebamos, elas vêm para nos ensinar a encarar um certo momento com mais perspicácia. Se eu cometo erros na prova de literatura, na próxima irei me dedicar mais até alcançar o objetivo cobiçado, e não tão diferente de leituras afio para uma prova que algumas vezes tende a ser maçante, temos as “circunstâncias” da vida, que nos deixa sem folego durante o caminho.

Por algumas vezes um relacionamento que por anos vem se arrastando por puro comodismo, ou talvez um medo de se envolver com pessoas diferentes, ou o medo da solidão, talvez uma preguiça de conhecer gente nova, ou tão unicamente medo de ferir o outro, mesmo que nós sejamos feridos no processo de não desapegar para que o castelo de cartas permaneça intacto. Mas, e quando vier uma ventania? E se o gato malhado com olhos cor de céu passar entre a mesa e derrubar todo o carteado no chão, e o valete não se sobressair como vencedor?

É o ponto crucial onde ocorre cheque mate, mais espera aí, estamos falando de xadrez? Meros exemplos nos deixam claro que a próxima jogada pode entregar todo o jogo para o arquirrival ou nos levar ao pódio como vencedores. Aí eu te pergunto como está o seu jogo (vida)? E as últimas decisões que você andou tomando? Fizeram bem para algo?

-Olha, com certeza posso afirmar que meu fígado está em frangalhos, meu humor de mal a pior e eu não sei o que é me sentir livre tem a algum bom tempo. Não quero me lamentar, sabe João, mas eu olho para Beatrice e já não encontro os motivos que me levaram um dia a querer essa mulher ao meu lado.

-Então porque simplesmente não procura reencontrar-se pelo caminho onde se perdeu?

-Você tem que se jogar, sei lá, faz algo que nunca tenha feito antes, chama aquela garota para sair, vai em um role que não tenha nada a ver com o que você curta, apenas por “experiências novas”, entrega o seu número do celular a um estranho, vai dar uma volta apenas para observar as pessoas que passam, saia do roteiro, do politicamente planejado, “daquilo que todo mundo espera que você faça”, é exatamente no acaso que acontecem as melhores histórias.

Se jogue na euforia de um momento novo, pela primeira vez em sua vida fale a porra de um “NÃO”.

Termine o namoro que já não te faz feliz, aproveite a sua liberdade para fazer tudo de novo mas com um novo olhar para a primeira vez, tranque a faculdade que você não gosta, espere o próximo semestre e se matricule no curso que realmente se identifica, se não puder no momento não faça nada, é bem melhor do que ter que engolir seco um pão velho que ainda poderá te matar engasgado, porque sim, fazer algo que não nos deixa feliz, é como tomar doses continuas de veneno, chega uma hora que a vida definitivamente irá deixar de existir.

E finalmente lembre-se do gato malhado de olhos cor de céu (vulgo vida), uma hora ou outra ele irá derrubar o seu castelo de copas e lhe aplicará o cheque mate, então de qualquer forma você terá que recomeçar, então recomece agora, e que dessa vez seja por você.

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Re Vieira

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