Acordei pela manhã, exatamente às 5:30, e resolvi pegar meu violão e ir tocá-lo, na varanda de casa. Nossa casa fica de frente para o mar, então o som das ondas me acordou cedo, me convidando para ver o nascer do sol.

Antes de sair da cama olhei para ela do meu lado, imaginei que Deus tenha tomado ela como inspiração na hora de criar todo esse amanhecer, pois ela é tão linda quanto. Linda do jeito que é. Poderia passar a manhã toda olhando-a, apenas para desfrutar dessa paisagem humana, criada para atrair toda a minha atenção. E com todo o cenário visto pela janela, tudo se torna completo. Escolhemos o lugar certo para vivermos juntos.

Ainda estava meio frio lá fora, então vesti minha camisa e fui preparar um chá de hortelã. Ao voltar para o quarto, para pegar o violão, reparei que ela estava acordando, mas ainda com aquela preguiça de sair da cama. Então, resolvi voltar à cozinha para levar as duas xícaras até a varanda. Neste momento o sol mostrava parte de sua face na linha do oceano. Novamente, aquela visão me fez lembrar dela ali deitada. Essa visão me tira dos eixos, tanto que esqueci de voltar para pegar o violão. Então entrei em casa para ir pegá-lo, e ela me esperava sentada segurando-o – somos tão conectados! Costumamos fazer isso em dias especiais: vamos para varanda pela manhã cantar algumas músicas. Hoje o dia é todo dela. Hoje vou oferecer uma música exclusivamente que a descreve.

Sento na escada, toco algumas melodias que faz jus ao cenário. Se há um paraíso depois do fim, espero que este também tenha essa natureza. Se um dia eu tiver a chance de estar diante de Deus, vou perguntar como ele criou tudo isso, e como pude merecer duas maravilhas: meu lugar e minha mulher. Nossa, meu pensamento empaca em sua beleza. Dizem que a beleza mora nos olhos de quem vê, então com certeza ela fez morada nos meus.

Ela passa pela porta e vai direto para o balanço preso na árvore em frente de casa. Ali sentada olhando para mim, vejo que ela realmente completa tudo. Um quadro vivo pintando de forma natural: ela de vestido e cabelos soltos, balançando ao ritmo das minhas melodias. Jorge Vercillo tinha razão, Salvador Dalí não ousou imaginar-te!

Toco a música de Tiago Iorc, Coisa Linda. Incrível, a música descreve cada característica que vejo diariamente.

Ela me pergunta se eu iria com ela, caso ela quisesse se mudar para outro lugar. No exato momento de sua pergunta, veio a reposta em forma de música: “Coisa linda, vou pr’onde você está, não precisa nem chamar.”

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Jhonata Santos

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