Logo eu que nunca fui de beber, poderia hoje virar várias latinhas só pra ver se consigo te esquecer. Às vezes a gente só quer uma borracha e a capacidade de apagar algumas coisas. Seria mais simples, mais fácil e mais cômodo né?! Só que tratando de amor não é bem assim. Parece que colecionei decepções e quando achei que tinha finalmente acertado na loto da vida e meu prêmio seria um bolo de amor, recheado de paz e coberto de felicidade, surpresa! Era só uma pegadinha do destino.

Mas eu não te culpo por nada. Mas gosto de deixar as coisas bem claras. Nesses intempéries eu aprendi sobre o amor e sobre as coisas de amor. Decorei os filmes de romance. Eu sei as trilha sonoras dos clássicos. Eu sonhei com o amor de uma forma ímpar. Eu literalmente comi brigadeiro e chorei com “Uma linda mulher” ou vendo o final de “Um encontro com o amor”. Ah, eu sei, vai dizer que isso é muito brega e chato. Confesso, realmente é um pouco. Mas não é fantasia. Não é fantasia, porque no final das contas todos querem acertar na loto da vida. Todos querem esse bolo coberto de felicidade.

Sabe, com o tempo eu aprendi que nesse lance de amar, ficar junto é só a cereja do bolo. Uma pena realmente, que nem todo bolo tenha cereja. Mas veja bem, no fundo, no fundo, as garotas só querem alguém. Eu estou dizendo, alguém que não vá embora antes do sol nascer. Alguém que fique para o café da manhã e não se importe em discutir sobre a notícia do dia, mesmo se ela tiver uma opinião contrária à sua.

Tudo bem o bolo não ter cereja, mas estar sem açúcar é demais né?! Sabe, não tem mulher esperando príncipe encantado. Tem mulher esperando homem com H maiúsculo. É, as mulheres estão esperando homens. Homens grandes! Aqueles capazes de amar, de serem sensíveis e não avessos às coisas que peculiarmente não são femininas, apesar de parecerem, mas sim que fazem parte comum de nossa rotina.  Não se trata de alguém que vai simplesmente te dar a mão, mas alguém que vai fazer por onde, para continuar segurando-a. Alguém que não vai simplesmente te estampar nos álbuns de família e depois te colocar em uma prateleira, para te exibir apenas quando achar que deve e vez ou outra vir tirar o pó. Não, relacionamento não é isso, amar não é isso.

Andar junto, não é andar colado. Bem como amar não é estar sempre do lado, mas sim está em extremos e mesmo assim se fazer presente. As mulheres não se revoltaram, só se cansaram. Não porque precisam ser entendidas. Mulher não quer ser entendida, quer ser amada! Mulher não precisa de código, de joguinhos, elas simplesmente exalam o que são. Se você precisa de joguinhos para lhe chamar atenção, tem alguma coisa errada.

A verdade é que hoje, a espera se tornou aquele intervalo entre querer e se reconhecer. Não é muito difícil encontrar histórias onde várias mulheres se decepcionaram, se machucaram, se feriram e isso é comum hoje em dia. Mas a realidade no intervalo de querer e se reconhecer, é que mulher quando se reconhece, aprende a conjugar os verbos e o primeiro deles é amar.  E aqui entre nós, mulher quando a aprende a se amar, vagabundo tem que ralar..

Uma dose extra daquele amor, sim, o amor próprio e salto novo, porque a pista é longa!

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Thamires Benetório

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