Como eu me apaixono nessa era de amores “fast food”? É Tinder, Happn, Badoo , é pegação a Delivery que dura o tempo de uma entrega de pizza. Nada contra as modernidades tecnológicas, longe de mim, mas vem cá! Alguém ainda se lembra do que é um beijo roubado? Ou que adrenalina tem aquele primeiro encontro que a gente nunca sabe que roupa usar? Alguém sabe me dizer como é a ansiedade para segurar uma mão pela primeira vez? Receber um cheiro, as piadinhas bobas apenas para arrancar um sorriso?

E como já cantaria Ana e Vitória, “é um arsenal de clichês apenas para lhe agradar”. Será que tem alguém aí disponível para receber as minhas declarações piegas sem datas, sem programação, apenas porque eu quero fazer-te um agrado? Será que ainda existe alguém afim de ir na roda gigante e me beijar lá em cima? Mas tem que ser aquele beijo com gosto de algodão-doce e que terminará com risos tímidos e um olhar singelo que se contentará porque aquele momento se tornou épico.

Será que ainda existe alguém que topa aquele cachorro quente do tiozinho da esquina? Mas que fique claro, eu irei me lambuzar acidentalmente, e a você propositalmente por ter rido de mim. E depois iremos apenas caminhar por aí, de mãos dadas, e mesmo quando tudo fizer silêncio estaremos confortáveis porque a nossa presença irá nos trazer paz.

Cadê aquela pessoa capaz de entender que sou louca por livros, literatura, cinema, mas que também posso gostar do que você gosta? Mas é claro! Você está sempre com tanta pressa que nem terminou de tirar a minha roupa e já está marcando o próximo encontro, então ficamos assim, extasiados em um momento que poderia ser multiplicado por muitos mais, mas que se perde na fração do segundo que tu escolhes outras milhões de opções pelo medo de ter apenas uma.

Qual é a graça de ter o mundo e ser só? Qual é a graça de querer a liberdade, mas ser preso no vício de uma felicidade limitada? Quando encontramos essa pessoa que vem para intensificar os nossos dias ou que vêm para nos deixar malucos de ciúmes mesmo quando não queremos dar o braço a torcer, ou que nos faz sentir medo porque algum dia, sei lá, por bobeira a podemos perder, então sabemos que essa pessoa não é apenas uma pessoa, mas sim a nossa pessoa.

Se você encontrar a minha pessoa por aí, diga a ela que a quero para celebrar mais que datas comemorativas ou estar lá apenas para que eu tenha “alguém”. Quero esse alguém que escolha estar comigo porque não existe outro lugar que ela queira estar, aliás, até existe, mas é exatamente por isso que ela me escolheu, para que eu fosse o seu par.

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