“Oi tudo bem? Deixa eu te contar, você sabia que eu odeio domingo e principalmente quando os domingos caem no dia quinze, especialmente eu odeio o dia quinze de janeiro.”

Tudo parecia tão normal, nossas conversas e nossas brincadeiras, até aquelas mais idiotas que só a gente tinha, percebi que todo as coisas que eu estava vendo não faziam sentido afinal tínhamos voltado de viagem a poucos dias – fomos passar o ano novo mais lindo, te contei que sempre sonhava em ver os fogos do final de ano na praia de Copacabana e você realizou meu sonho, você estava sendo um verdadeiro príncipe, no dia quinze de janeiro faríamos cinco anos juntos e de verdade acreditei que casaríamos – eu me isolei tanto, mudei tanto, fiz tanto por você, pode parar não me arrependo, fiz por te amar e amava para caralho.

Tocava Maria Gadu no radio, eu estava deitada no sofá e você estava no banho e meu pensamento estava longe, caraca cinco anos desde que aquela bendita esbarrada na praia fez com que eu encontrasse você, aquele sorriso veio de encontro ao meu e eu tive certeza que era você a pessoa que eu queria ao meu lado para sempre, depois daquele dia nunca mais nos largamos – meu pensamento estava nesse exato momento, até que eu abri os olhos e vi você parado ali na minha frente, com o cabelo ainda molhado e nas mãos tinha uma mala. me assustei não sabia que iríamos viajar novamente- doce ilusão, não iríamos.

Você olhou direto nos meus olhos e disse:

– Desculpe-me para mim não da mais, não posso dar um passo maior nesse relacionamento.

Naquele instante meu mundo parou, não sabia mais nem que musica Maria Gadu cantava, não conseguia pensar em nada, só sabia sentir (essa dor da porra), que insistia em estar dentro do meu peito, você não esperou eu falar nada, nem me recompor, pegou suas malas, parou na porta, olhou para trás e disse:

– Se cuida menina, uma hora a gente se encontra.

Pois é fazem três anos desde que aquela porta fechou, nunca mais nos encontramos, nem nos falamos, mudei o número do meu celular, mudei meu caminho e tentei refazer a minha vida. Criei raiva dos fogos de artifícios de Copacabana, a música da Maria Gadu nunca mais tocou na minha playlist, tentei voltar tudo para o lugar, mesmo que torto e quebrada. Durante algum tempo eu tive a sensação de ter te visto no trânsito, não olhei para o lado novamente para ter certeza, preferi não arriscar vai que era você e eu tivesse que te encarar.

“…Estava tudo normal aqui dentro de mim, porém hoje é domingo e por coincidência é quinze de janeiro, e nesse instante eu consigo ouvir nos fones da minha irmã Linda Rosa, preferia esquecer, mais não posso, afinal só sabe doer”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

CATEGORIA

Andressa Leal

Tags

, , , ,