14/04/2017

Escrevendo

Hoje estive pensando em escrever. Mas escrever sobre o quê? Os pensamentos estão tão acelerados que fica até difícil colocá-los em um parágrafo coerente. Escrever de modo aleatório? Até pode ser, e é o que alguns escritores nos dão como as primeiras lições da escrita, mas até para escrever dessa forma fica difícil quando tudo trava. É mais cômodo observar os pensamentos passarem na mente do que traduzi-los em escritos. No entanto, não quero cair no comodismo. Quero escrever, preciso escrever, preciso colocar todo aprendizado extraído do cotidiano. Descrever todas essas cenas do nosso filme chamado vida. Como farei para destravar minhas mãos? Como farei para canalizar meus pensamentos até elas, automatizando-as para descrevê-los? É uma tarefa difícil.
Muitas vezes me sinto assim, travado, diante de um texto que quero produzir. Sinto como se tudo fugisse da minha mente na hora de explicar de forma escrita meus pensamentos, parece que o esforço que disponho não é o suficiente. Deixo-me ser levado pela visão de não ser capaz. Travo na frente do computador e procuro um raciocínio que possa me interessar, além de ser algo produtivo para outrem. Leio textos de grandes escritores e fico imaginando como seria discorrer sobre a vida de forma tão simples. São nessas horas que penso nas palavras de J. K Rowling citadas em um dos livros da saga Harry Potter: “Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia… ” E, lendo essas palavras, vejo a profundidade delas de forma tão rasa. Chego a pensar se eu seria capaz de produzir grandes frases, relevantes para o leitor.

Mas sou ciente de que a primeira coisa a fazer é “meter a cara”, ter a atitude e colocar em prática a escrita. Pois, se não consigo escrever, o único capaz de destravar tudo sou eu mesmo, para poder traduzir tudo aquilo que penso. Isso tudo requer esforço, por mais difícil que seja. Além do mais, todos nós temos a capacidade de desenvolver habilidades iguais a de grandes escritores. Então, acreditar em si e se pôr a trabalhar é o único caminho. E tudo isso pode até ser comparado com o modo que devemos viver: colocar nossos projetos em prática. Ou melhor, tirar nossos sonhos da mente e projetá-los na vida.

Então, para que eu consiga traduzir minhas ideias em escritos, preciso ter a atitude de pegar a folha e o papel – ou qualquer material disponível -, e escrever tudo o que vier à mente. Posso começar com pequenas frases, mesmo que sejam sem sentido. O importante é praticar até desenvolver habilidades tão apreciáveis nos grandes escritores: a facilidade com que os pensamentos fluem em suas obras. Sim, tanto na vida quanto no processo da escrita temos que dar o primeiro passo, e diversos se possível, para que tudo se torne da forma como desejamos. E quando nos depararmos, o texto estará pronto, de forma simples e natural, bem como na vida.

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Jhonata Santos

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