Andamos parados na promessa não cumprida, nas famosas e “minhas” vontades de revelar o “irrevelável”, de contar o “incontável” e negar as verdades que nos cercavam. Há dias, meu moço, venho pensando em como soubemos nos perder nos caminhos inventados, na forma de contornar as situações que, há tempos, vinham pedindo um fim.

Eu te amava. Amava o sujeito carinhoso, responsável e galanteador que sabia (e eu mesma me forçava a acreditar) que ainda existia debaixo dessa vista grossa, dessa autoridade insuportável que se criou dentro de ti. Mas é a velha história do tempo: Ele não para.  Hora ou outra a verdade apareceria de uma forma que me ensinasse de uma vez por todas que a minha vida andava parada demais.

É um pouco desgastante olhar para trás e ver tanto tempo bonito que não voltou mais tantas alegrias que decidimos (e isso fizemos juntos) tornar obsoletas, banais.  É estranho olhar o hoje. Olhar e ver que já não está em mim a sua forma de eternidade, que sua vida é só SUA vida.

Mas te admiro. Embora tenha me sentido pouco, te admiro. Venho assistindo cada vitória sua enquanto lembro de como te ajudei a superar tantas coisas e como aprendi a reconhecer minha própria força por isso.

Meu moço… Quanto tempo, meu moço! Quanto tempo sem sentir saudades suas, quanta vida vivi depois de você! Sou grata por tudo, por tanto, pelos quases, pelo mundo que não para de girar, pelos casos e acasos. Mas nada me deixou tão grata quanto o nosso fim.

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Das Dores Monteiro