Na ânsia de viver a intensa busca pelo tempo bem aproveitado e vivido, entre casos e acasos, a sede de interações, temos preguiça de acumular, mas jamais queremos abrir mão de tê-las. Refém desse momento, dei a sorte de, fazendo o uso da linguagem atual, viver os espaços de realidades e fantasias do mundo do match desbravado.
Foi como ter voltado há alguns anos e, com os peitos estufados, ressignificado algumas coisas que por diversos momentos pensei que não traria na mala para o hoje. E trouxe, vivi tudo de novo de modo e em momentos aleatórios. No meio de tudo isso, reconheci a beleza do respirar fundo, do frio na barriga e no coração acelerado enquanto o tempo de te encontrar está chegando, é tudo como se fosse pela primeira vez. Sem medos, dando tempo ao tempo e disposta a virar a ampulheta quantas vezes for necessário. A deliciosa essência do que é ser paciente.
Te ver pela primeira vez foi me despir de toda timidez e chegar mais perto, foi me livrar da insegurança, conseguir pensar na possibilidade do “de novo”, dos mesmos riscos, das mesmas vontades, do prazer de ter alguém para caminhar compartilhando histórias. Foi relembrar que tem cheiro que fica e no meio de alguma festa vou senti-lo e vai me despertar a saudade de você. Foi me perceber na coragem de dizer que estou preparada mesmo apesar dos pesares de tempos atrás. Foi reviver enquanto borboletas preparavam o vôo em meu estômago. Foi estar em verdadeiro estado de poesia.
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Thais Oliveira

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